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CONSCIENTIZAÇÃO E PREVENÇÃO
HUB reforça orientações sobre prevenção ao câncer de cabeça e pescoço no Julho Verde
O diagnóstico precoce aumenta as chances de cura
Brasília (DF) – Em alusão ao Julho Verde e ao Dia Mundial de Conscientização e Combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço, celebrado em 27 de julho, especialista do Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB/HU Brasil) alerta para a importância de reconhecer sinais persistentes e buscar avaliação em tempo adequado. O tema ganha relevância porque esse grupo de tumores pode atingir diferentes regiões do corpo e, em muitos casos, apresentar sintomas iniciais discretos.
Estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) indicam mais de 41 mil novos casos anuais de tumores relacionados à cabeça e pescoço no Brasil, considerando cavidade oral, laringe e tireoide. O dado reforça a importância da prevenção, da informação e do diagnóstico precoce.
O cirurgião de cabeça e pescoço do HUB, Douglas Cavalcanti, explica que o termo se refere a um conjunto de tumores que podem surgir em diferentes áreas anatômicas. Entre elas estão cavidade oral, faringe, laringe, cavidade nasal, seios da face, glândulas salivares, tireoide, couro cabeludo, pescoço e outras estruturas da região cervicofacial, excluindo cérebro e coluna cervical. Ele destaca que a pele da face também é uma das áreas atingidas, tendo em vista que cerca de 80% dos tumores de pele acontecem na região da cabeça e pescoço.
Dependendo da área afetada, os sintomas serão diversos: “ferida na boca que não cicatriza em 30 dias, rouquidão que não passa depois desse mesmo período, sangramento na boca, dor e/ou dificuldade ao deglutir”, detalha o cirurgião, que chama atenção para a importância do diagnóstico precoce, o que pode aumentar as chances de tratamento e de cura.
Cuidados
Alguns hábitos podem favorecer o surgimento desses tipos de câncer, como o uso de cigarros tradicionais e eletrônicos, consumo de bebidas alcoólicas, má alimentação e má higiene bucal, especialmente quando combinados a outras condições de saúde. O Papilomavírus Humano (HPV) também é um fator de risco. “Ele pode estar relacionado a muitos tumores de cabeça e pescoço da região da orofaringe”, explica Douglas.
Diante desses fatores de risco, a prevenção passa, principalmente, pela adoção de hábitos saudáveis e pela redução da exposição aos agentes associados à doença. Entre as principais medidas, estão evitar o uso de cigarros, reduzir ou eliminar o consumo de bebidas alcoólicas e prevenir a infecção pelo HPV, de acordo com o médico cirurgião do HUB.
Tratamento
Além da identificação dos sintomas, o cuidado ao paciente pode envolver diferentes áreas da saúde como cirurgia de cabeça e pescoço, oncologia, radioterapia, fisioterapia, fonoaudiologia, odontologia e nutrição. “A abordagem multidisciplinar é essencial porque a região da cabeça e pescoço tem muita relação tanto com a parte da alimentação, da respiração, do convívio social, da fala e da própria autoestima (...) Então todas as especialidades são muito importantes para um tratamento bem-sucedido e uma reabilitação adequada”, destaca Douglas.
O especialista também explica que, no HUB, os pacientes com câncer de cabeça e pescoço costumam chegar com o diagnóstico já confirmado por biópsia ou com indicação para a realização do exame. Após uma avaliação inicial pela equipe de Cirurgia de Cabeça e Pescoço, é definido o plano terapêutico, que pode envolver exames complementares e diferentes modalidades de tratamento, como cirurgia, oncologia clínica e radioterapia.
O HUB oferece atendimento multiprofissional e diferentes modalidades de tratamento para pacientes com câncer de cabeça e pescoço. Entre os recursos disponíveis estão a oncologia clínica, com terapias medicamentosas como a quimioterapia, a radioterapia, amplamente utilizada no tratamento de diversos tumores da região, e a cirurgia. “O hospital também conta com procedimentos especializados, como a laringoscopia, que permite a realização de cirurgias endolaríngeas nas cordas vocais, indicada para o tratamento de diferentes tipos de tumores nessa estrutura”, finaliza Douglas.
Sobre a HU Brasil
O HUB-UnB faz parte da Rede HU Brasil desde janeiro de 2013. Criada por meio da Lei nº 12.550/2011 e vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a estatal nasceu tendo como nome oficial Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). É responsável pela administração de 47 hospitais universitários federais em 25 unidades da federação.
Por Felipe Monteiro e Elizabeth Souza com revisão de Rosenato Barreto