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MARÇO AZUL
HUB reforça a importância das medidas de prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de intestino
Brasília (DF) – Figurando como o segundo tipo de câncer mais comum entre a população brasileira, o câncer de intestino deve registrar cerca de 781 mil novos casos por ano entre 2026 e 2028, de acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca). No mês que marca a campanha Março Azul, que busca conscientizar a sociedade sobre a prevenção e tratamento desse tipo de doença, também conhecido como câncer colorretal, o HUB reforça a importância do diagnóstico precoce, o que aumenta consideravelmente as chances de cura.
O câncer do intestino engloba os tumores que acometem o intestino grosso e o reto, que corresponde à parte do tubo digestivo localizado entre o intestino grosso e o canal anal. “É um tipo de câncer que ocorre principalmente em pessoas na faixa etária dos 60 aos 70 anos de idade, entretanto, estudos recentes têm demonstrado um aumento da incidência em adultos jovens.”, alerta Bruno Augusto, médico coloproctologista do HUB.
Um estudo recente realizado pela American Cancer Society, publicado no Journal of the American Medical Association constatou que o câncer colorretal é a principal causa de morte por câncer entre homens e mulheres com menos de 50 anos nos Estados Unidos.
Causas
De acordo com Bruno Augusto, os principais fatores de risco são os comportamentais, como: tabagismo, sedentarismo, excesso de gordura corporal, consumo de bebidas alcoólicas, consumo elevado de carne vermelha e carnes processadas, além do baixo consumo de alimentos ricos em fibras, como cereais integrais, leguminosas, frutas e vegetais.
Outros fatores incluem condições genéticas ou hereditárias, como doença inflamatória intestinal crônica e histórico pessoal ou familiar de pólipos adenomatosos ou câncer colorretal, além de exposições ocupacionais a radiações ionizantes.
Sintomas
Entre os principais sintomas listados pelo coloproctologista Bruno Agusto, estão:
- Presença de sangue nas fezes;
- Dor e cólica abdominal persistente
- Emagrecimento rápido e não intencional;
- Alteração do hábito intestinal (quando um indivíduo que tinha o funcionamento intestinal normal passa a ter diarreia ou constipação sem causa definida);
- Alteração na forma das fezes (fezes finas e compridas);
- Cansaço excessivo ou fraqueza, muitas vezes relacionados à anemia.
Nos estágios iniciais da doença, os sintomas costumam não aparecer, período em que as chances de cura são altas, possibilidade que também está atrelada à prevenção primária por meio de ações voltadas a hábitos saudáveis. Nesse sentido, Bruno Augusto recomenda:
- Alimentação saudável (rica em frutas, vegetais e fibras).
- Evitar consumo excessivo de carne vermelha e embutidos;
- Praticar atividades físicas regularmente;
- Não fumar e não ingerir bebidas alcoólicas.
“Recomenda-se que os exames de prevenção do câncer colorretal sejam iniciados aos 45 anos de idade. O principal método de prevenção é a colonoscopia, exame que possibilita a identificação e retirada dos pólipos, que são pequenas elevações que se desenvolvem na parede do cólon e do reto, que podem crescer e se tornar tumores malignos com o passar do tempo.”, alerta o especialista.
Nos casos em que não for possível realizar a colonoscopia, outros tipos de exames também podem ser realizados para a investigação da doença: pesquisa de sangue oculto nas fezes, retossigmoidoscopia, pesquisa de DNA fecal e colonoscopia virtual. "Entretanto, quando esses exames são positivos, recomenda-se fortemente a realização da colonoscopia.", reforça o coloproctologista do HUB.
No HUB
Os pacientes diagnosticados com câncer colorretal encontram no HUB uma linha de cuidado multidisciplinar, perpassando as fases que envolvem a realização de colonoscopias até os procedimentos cirúrgicos e seguimentos oncológicos. "O Serviço de Coloproctologia possui agendas ambulatoriais específicas para pacientes com diagnóstico de câncer de cólon, câncer de reto e síndromes de câncer colorretal hereditário. Os agendamentos são realizados pela unidade de regulação.", finaliza Bruno Augusto.
Sobre a Ebserh
O HUB-UnB faz parte da Rede Ebserh desde janeiro de 2013. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo em que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.
Redação e revisão: Elenita Araújo e Elizabeth Souza
Coordenadoria de Comunicação Social/Ebserh