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DIÁLISE
HUB é o primeiro hospital público do DF a realizar hemodiálise através de acesso vascular totalmente arterial
Foto: Karina Zambrana
Brasília (DF) – O Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB), vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), se tornou o primeiro hospital público do Distrito Federal (DF) a oferecer o procedimento de acesso vascular totalmente arterial para hemodiálise. Antônio Carlos, de 60 anos, foi o primeiro paciente a realizar procedimento, no dia 24 de fevereiro, indicado para casos em que haja falência de acesso venoso.
Para uma melhor compreensão dessa novidade que chega ao HUB e ao Sistema Único de Saúde (SUS) no DF, é importante entender primeiramente como acontecem as doenças renais. Nesse caso, os rins são órgãos com funções muito importantes para a sobrevivência humana. Uma das principais diz respeito à filtração do sangue em nosso organismo, pois removem substâncias tóxicas (Ureia, Potássio, Fósforo etc) que são eliminadas na urina. Quando essa funcionalidade vital é comprometida o médico especialista em doenças dos rins – nefrologista – avalia a necessidade de o paciente iniciar a diálise.
Diálise
Existem dois tipos de diálise: a hemodiálise (HD) e a diálise peritoneal (DP). Esta última acontece na casa do próprio paciente utilizando o peritônio (membrana abdominal) como filtro. Já a HD é um procedimento que acontece no hospital através de uma máquina que contém o dialisador (filtro) que faz o papel dos rins, pois ela recebe o sangue, realiza a sua filtração e o devolve ao corpo sem impurezas.
Esse procedimento pode ser realizado tanto via catéter como através de uma fístula arteriovenosa (FAV). Nesse sentido, a FAV é feita através de um procedimento cirúrgico em que há a ligação de uma veia à uma artéria para que essa veia fique mais resistente às punções para a retirada e devolução do sangue ao organismo.
Nova alternativa
No entanto, há pacientes que devido ao tempo de tratamento e pelo agravamento do caso clínico desenvolvem a falência de acessos venosos, como é o caso de Antônio Carlos. Buscando ser uma solução para esses casos mais graves, o HUB, de forma inédita na saúde pública do DF, também passa a oferecer diálise de acesso vascular totalmente arterial.
“O paciente Antônio tem histórico de múltiplos acessos venosos pra hemodiálise e problema de disfunção dos cateteres ou infecção de corrente sanguínea associada ao cateter, [o que] necessitou trocar os dispositivos várias vezes, levando à falência de acessos venosos para Hemodiálise.”, destaca Karine Lora, responsável técnica (RT) da Unidade de Nefrologia do HUB.
“Esse procedimento é inédito porque as hemodiálises são realizadas via cateter ou fístulas arteriovenosas, ou seja, quando há conexão de uma artéria e uma veia. No caso [de seu Antônio], foi utilizado apenas artéria para confeccionar o acesso.”, explica Larissa Gouveia, cirurgiã Vascular do HUB, que integrou a equipe de médicos que realizou a cirurgia em seu Antônio.
Após o procedimento, o paciente encontra-se bem, em casa e realiza hemodiálises três vezes por semana no Centro de Diálise do HUB e segue sendo acompanhado pela equipe de profissionais na Nefrologia do hospital.
“Hoje temos uma parceria próxima com a equipe da Cirurgia Vascular do HUB e saber que podemos contar com algo inovador como esse procedimento é inspirador e nos motiva sempre na tentativa de entregar o melhor cuidado, a melhor prática assistencial.”, comenta Karine.
“O procedimento será disponibilizado para os pacientes que necessitarem, porém é um acesso com critérios de elegibilidade bem definidos para ser realizado. O paciente precisa de esgotamento de outras vias para poder chegar nesse estágio e precisar desse acesso.”, conclui Larissa Gouveia.
Sobre a Ebserh
O HUB-UnB faz parte da Rede Ebserh desde janeiro de 2013. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo em que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.
Redação e revisãp: Elizabeth Souza
Coordenadoria de Comunicação Social/Ebserh