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Linhas de cuidado agilizam atendimento a pacientes dos hospitais da Rede Ebserh
Sistema traz mais celeridade no diagnóstico e tratamento aos usuários do SUS
Brasília (DF) – Haroldo Cunha jamais adoeceu em seus 61 anos de vida. No dia 25 de maio, às 7h, ele tropeçou enquanto trabalhava, caiu e não teve forças para se levantar. Haroldo havia sofrido um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Após passar por uma Unidade Básica de Saúde (UBS) às 7h20, ele foi encaminhado ao Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian, vinculado à Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e à Rede Hospitalar Ebserh (Humap-UFMS/Ebserh). Haroldo chegou às 8h e foi imediatamente atendido e medicado, apenas uma hora após o AVC.
O profissional da construção civil recebeu um tipo de atendimento integral e sistematizado, que agilizou seu atendimento e, consequentemente, potencializou seu tratamento. Essa estratégia recebe o nome de Linha de Cuidado e é oferecida em diversas especialidades de várias unidades da Rede Hospitalar Ebserh. Ela funciona como um mapa pensado para indicar o caminho que o paciente faz na rede pública de saúde, incluindo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), UBSs, hospitais, instituições sociais e outros. “O tratamento foi muito bom e eu não tive sequelas. Fui muito bem atendido! Se demorasse mais eu poderia ter sequelas”, avaliou Haroldo Cunha ao receber alta, três dias depois.
O Humap-UFMS/Ebserh implantou, no início deste ano, a primeira linha de cuidado de AVC do estado de Mato Grosso do Sul. A estratégia está trazendo mais celeridade no diagnóstico e tratamento, diminuindo sequelas e até os índices de mortalidade relacionados à doença. “Com esse fluxo, é possível grande redução das sequelas, dando uma chance de uma vida com menos incapacidade e mais qualidade aos pacientes. Após a alta, o paciente segue o programa de reabilitação com múltiplos profissionais e ambulatório especializado de neurologia vascular”, explica o neurologista responsável pelo Ambulatório Neurovascular do Humap-UFMS/Ebserh, Gabriel Braga.
As linhas de cuidado têm sido implementadas nos hospitais universitários federais vinculados à Ebserh conforme prevê seu Modelo de Gestão da Atenção Hospitalar (MGAH), formado por um conjunto de boas práticas que visam a qualificação da atenção à saúde. Como exemplos podem ser citadas ainda a Linha de Cuidado Materno-infantil do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (HC-UFTM/Ebserh), a Linha de Cuidado de Atenção às Vítimas de Violência Sexual do Hospital Universitário da Universidade Federal do Maranhão (HU-UFMA/Ebserh) e ainda a Linha de Cuidado para Crianças, Jovens Indígenas e suas Famílias em Situação de Violências do Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados (HU-UFGD/Ebserh).
Outro objetivo das linhas de cuidado é fazer com que a rede que presta atendimento ao usuário – seja ela de Atenção Básica, regional ou hospitalar – se conecte e dialogue entre si, de modo a se corresponsabilizar pelo acolhimento e tratamento oferecido ao paciente atendido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Por parte do paciente, o protocolo busca agilidade em seu atendimento e melhoria de sua saúde de forma mais efetiva. Por parte das instituições públicas de saúde, espera-se diminuição de retrabalho, investimentos mais precisos em áreas específicas, com resultados mais eficientes voltados à população.
Sobre a Rede Hospitalar Ebserh
Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) foi criada em 2011 e, atualmente, administra 40 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência.
Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), e, principalmente, apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas. Devido a essa natureza educacional, os hospitais universitários são campos de formação de profissionais de saúde. Com isso, a Rede Hospitalar Ebserh atua de forma complementar ao SUS, não sendo responsável pela totalidade dos atendimentos de saúde do país.
Coordenadoria de Comunicação Social com informações dos HUFs