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CAR-T CELL
HU Brasil, Ministério da Saúde, Fiocruz e Sesa oficializam cooperação para desenvolvimento de terapia celular de combate ao câncer no Ceará
Fortaleza (CE) – Um memorando de entendimento foi assinado nesta terça-feira (29 de setembro) para estabelecer cooperação entre a HU Brasil, o Ministério da Saúde (MS), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) com o objetivo de criar bases para a implantação de um centro de desenvolvimento e produção de células CAR-T no estado. O Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC), vinculado à HU Brasil, já desenvolve atividades relacionadas a essa terapia em parceria com o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará (Hemoce).
Segundo o presidente da HU Brasil, Arthur Chioro, o HUWC atende pacientes onco-hematológicos e com doenças raras, que estão entre os públicos inicialmente contemplados pela produção celular e pela pesquisa. A unidade reúne assistência, pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação, em cooperação com equipes da Universidade Federal do Ceará e da Fiocruz. “Tudo isso a serviço do SUS, sob a coordenação da Secretaria de Estado da Saúde, com o Hemoce sendo a unidade que vai centralizar o recebimento, mas numa cooperação que envolve todas essas instituições”, explicou.
O memorando prevê a implantação de um espaço destinado à realização de ensaio clínico sobre a terapia no hemocentro. O projeto também envolve atividades de pesquisa e desenvolvimento relacionadas à produção de células CAR-T.
Como funciona
A terapia CAR-T utiliza células de defesa do próprio paciente, os linfócitos T, que são modificados geneticamente em laboratório para reconhecer e destruir células cancerígenas. Depois da modificação e multiplicação em laboratório, as células são reinfundidas no paciente.
De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a terapia é utilizada no tratamento de alguns tipos de leucemias e linfomas (leucemia linfoide aguda B, linfomas não-Hodgkin refratários/recidivados e mieloma múltiplo), especialmente em casos que não responderam aos tratamentos anteriores. “A cooperação possibilitará soberania sobre a produção das células a um custo acessível se comparado com a produção de qualquer empresa farmacêutica”, disse.
O desenvolvimento da CAR-T Cell envolve diferentes etapas, incluindo a coleta das células do paciente, o processamento e a modificação em laboratório, a multiplicação das células e a posterior reinfusão. O processo exige estruturas especializadas e acompanhamento de equipes capacitadas.
Gerência-Executiva de Comunicação Social