Rio Grande do Norte será representado nas Paralimpíadas de Paris por 13 atletas
Atletas que integram a equipe norte-rio-grandense são praticantes do atletismo, goalball, bocha, paracanoagem, judô, natação e halterofilismo

Nesta quarta-feira (28) começam em Paris os Jogos Paralímpicos, evento que reúne uma das maiores delegações já convocadas para uma edição dos jogos fora do Brasil, ficando atrás apenas da Rio 2016. Nos Jogos Paralímpicos 2024, o Rio Grande do Norte será representado por 13 atletas, sendo 12 deles beneficiários pelo programa Bolsa Atleta do Ministério do Esporte.
A 17ª edição dos Jogos contará com a maior quantidade de atletas brasileiros em competições internacionais: 280 no total, dos quais 274 fazem parte do programa Bolsa Atleta, ou seja, 97,86% dos convocados. Entre os bolsistas, mais de 63% são beneficiados com a mais alta categoria do programa, a Bolsa Atleta Pódio. Somente no ano de 2023, o valor investido nos atletas das modalidades paralímpicas, referente aos editais de dezembro de 2022 (Bolsa Pódio) e janeiro de 2023 (Bolsa Atleta), foi de mais de R$57 milhões.
Dos 13 que compõem a equipe norte-rio-grandense cinco deles praticam o atletismo, modalidade em que o Brasil mais conquistou medalhas nos Jogos Paralímpicos. Na delegação do estado está Clara Daniele Barros da Silva. Ela começou a praticar esporte aos 12 anos, na modalidade karatê, juntamente com a velocista Thalita Simplício. Praticou goalball por sete anos, e em 2019 migrou para o atletismo, após ter participado também do judô.
Efraim Elias de Andrade começou no atletismo em 2017. Foi atleta da classe T47 e competiu em regionais, no Open Internacional de atletismo. Começou a ser guia de jovens atletas cegos de seu estado nas Paralimpíadas Escolares. Em 2023, tornou-se guia da atleta Clara Daniele.
Natural de Natal, Jardênia Felix Barbosa da Silva competia no atletismo convencional em 2016 e, em 2017, migrou para o paralímpico após um técnico observá-la. Principais conquistas: bronze no salto em distância no Mundial Paris 2023; bronze nos 400m nos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020; bronze nos 100m e 200m no INAS Global Games 2019.
Maria Clara Augusto da Silva começou a praticar atletismo em um projeto da cidade onde morava, aos 11 anos. No ano seguinte, conheceu o esporte paralímpico após ser convidada para a seletiva das Paralimpíadas Escolares.
Thalita Vitória Simplício da Silva sempre praticou esportes, mas começou no atletismo aos 15 anos em um projeto do CPB, antes ela praticava natação, karatê e goalball. Principais conquistas: ouro nos 400m e prata nos 200m no Mundial de Kobe 2024; ouro nos 400m e prata nos 200m nos Jogos Parapan-Americanos de Santiago 2023. A atleta acumula outras conquistas em sua vida.
Integram ainda a equipe norte-rio-grandense Iuri Tauan Saraiva da Silva, de Parnamirim. Ele começou a praticar a bocha após um convite de um professor quando fazia natação. Iuri foi revelado nas Paralimpíadas Escolares do CPB, pela qual participou das edições de 2015 a 2019.
Adriana Gomes de Azevedo começou a nadar com menos de dois anos. Aos 18, já competia pela natação. Em 2016, buscou na paracanoagem um novo estímulo para continuar no esporte.
Geovana Clara Costa de Moura nasceu com catarata, conheceu o goalball em 2013 por meio de um amigo, e começou a competir em 2014. Em 2016, conseguiu a primeira convocação para a seleção brasileira adulta.
Romário Diego Marques perdeu a visão aos oito anos de idade, em consequência de uma retinose pigmentar. Chegou a praticar judô antes de conhecer a modalidade goalball, em 2005. Foi convocado para a seleção brasileira pela primeira vez em 2006.
Maria Rizonaide da Silva começou no halterofilismo em 2011, oito anos após receber um convite de uma atleta da associação em que iniciou seus treinos. Principais conquistas: Prata na categoria até 50kg nos Jogos Parapan-Americanos de Santiago 2023; ouro na Copa do Mundo de Dubai em 2022; ouro no Open das Américas de Saint Louis, nos EUA, em 2022; ouro nos Jogos Parapanamericano de Toronto 2015.
Arthur Cavalcante da Silva teve retinose pigmentar e começou a perder a visão aos 2 anos. Aos 18, ficou cego. Ainda na adolescência, começou a treinar judô. Gostou da modalidade e passou a se dedicar somente a ela. Principais conquistas: prata na categoria até 90kg nos Jogos Parapan-Americanos de Santiago 2023.
Rosicleide Silva de Andrade teve retinopatia em decorrência da prematuridade, nasceu com seis meses pesando 900 gramas. Passou nove anos praticando balé e, depois, ingressou no karatê. Mas, posteriormente, se dedicou à prática do judô, em 2014. Passou a integrar a seleção adulta em 2022.
Cecília Kethlen Jeronimo de Araújo teve paralisia cerebral no momento de seu nascimento, o que limitou os seus movimentos. Como forma de fisioterapia, conheceu a natação e se apaixonou pelo esporte.
Bolsa Atleta
A maioria dos atletas que compõem a delegação paralímpica brasileira é beneficiária do programa Bolsa Atleta. O Bolsa Atleta é um dos maiores programas de patrocínio individual de atletas no mundo. Desde sua criação, em 2005, até junho de 2024, já foram investidos R$ 1,77 bilhão em seus beneficiários. Até hoje, 37.595 atletas foram contemplados, e 105 mil bolsas foram concedidas.
O programa garante condições mínimas para que atletas de alto desempenho — que obtêm bons resultados em competições nacionais e internacionais — possam se dedicar, com exclusividade e tranquilidade, ao treinamento e às competições locais, sul-americanas, pan-americanas, mundiais, olímpicas e paralímpicas.
A categoria Bolsa Pódio, a mais alta do programa, começou a ser paga a partir de 2013. Ela prevê repasses de até R$ 16.629,00 mensais e é destinada a atletas com grandes chances de conquistar medalhas em eventos internacionais, posicionados entre os 20 melhores do ranking mundial em suas modalidades.
Assessoria de Comunicação – Ministério do Esporte