PANAMÁ 2026

É tetraaaaaa! Brasil é tetracampeão dos Jogos Sul-Americanos da Juventude no Panamá com recorde de medalhas

Dos 248 atletas da delegação brasileira, 137 são bolsistas ativos o Programa Bolsa Atleta do Ministério do Esporte

Publicado em 29/04/2026 17:48Modificado há 3 dias
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O nadador Davi Vallim foi o maior medalhista da delegação. Foto: Leo Barrilari/COB
O nadador Davi Vallim foi o maior medalhista da delegação. Foto: Leo Barrilari/COB

Após uma campanha brilhante, o Brasil manteve a hegemonia continental e encerrou os Jogos Sul-Americanos da Juventude Panamá 2026, no sábado (25), com ampla liderança no quadro de medalhas. O país teve sua melhor campanha nos Jogos, encerrando sua participação com 157 medalhas, sendo 58 ouros, 51 pratas e 48 bronzes.

Dos 248 atletas da delegação brasileira nos Jogos Sul-Americanos, 137 são bolsistas ativos do Programa Bolsa Atleta do Ministério do Esporte, 27 já foram beneficiados em anos anteriores e 16 estão pleiteando pela primeira vez em 2026.

Para a secretária nacional de Excelência Esportiva, Iziane Marques, o desempenho do Time Brasil nos Jogos Sul-Americanos da Juventude é motivo de muito orgulho. Conquistar o tetracampeonato, segundo ela, com recorde de medalhas, mostra que o Brasil está no caminho certo quando o assunto é formação esportiva.

“Mais do que o resultado em si, esse desempenho revela a força de uma nova geração de atletas que já chega preparada, competitiva e com mentalidade de alto rendimento. São jovens que representam o futuro do esporte brasileiro, e que já entregam resultados no presente. Como atleta olímpica, sei o quanto esse tipo de competição é determinante na trajetória de quem sonha em chegar aos Jogos Olímpicos. É aqui que muitos dão os primeiros passos em um ambiente internacional, aprendem a competir sob pressão e começam a construir suas histórias”, disse.

Iziane acentuou que esse resultado também é fruto de um trabalho coletivo — do Comitê Olímpico do Brasil, das confederações, dos clubes e das políticas públicas que vêm fortalecendo a base e criando oportunidades em todo o país. “Seguimos comprometidos em ampliar esse caminho, garantindo que cada vez mais jovens talentos tenham acesso ao esporte e possam se desenvolver com qualidade, rumo à excelência esportiva."

Hegemonia

O Brasil segue sendo o único vencedor de todas as edições da competição. A delegação brasileira bateu seu próprio recorde, superando Santiago 2017, quando havia conquistado 152 medalhas.

Brasil foi ouro nas duplas masculina e feminina do badminton. Foto: Leo Barrilari/COB

A consolidação do evento, que chega à sua quarta edição no calendário internacional, também resultou no aumento do nível das disputas. Seguindo o Brasil, a Argentina alcançou o segundo lugar pelo total, com 105 (32, 39 e 34), seguida da Colômbia, com 89 (26, 19, 44). Pelo número de ouros, a Venezuela chegou atrás do Brasil, com um total de 83 medalhas, sendo 33 de ouro, 21 de prata e 29 de bronze.

Os destaques da participação brasileira foram muitos. Modalidades como atletismo, boxe, ciclismo estrada, tiro com arco, wrestling, esgrima, karatê, levantamento de pesos e tênis, por exemplo, ampliaram as conquistas em relação a Rosário 2022. Modalidades estreantes no Panamá, como surfe e flag football, chegaram ao pódio. A caçula do Time Brasil nestes Jogos, Ana Paula Delgado, de apenas 13 anos, garantiu a prata na trave da ginástica artística. Mas o destaque em número de medalhas foi Davi Vallim, da natação, que deixou o Panamá com 8 ouros e 1 prata. Ele é um dos contemplados pelo Bolsa Atleta.

Apesar da confiança na boa performance, a liderança no quadro de medalhas não era o principal objetivo ao chegar no Panamá. Com 96% dos atletas participando de sua primeira delegação com o Time Brasil, o foco principal foi desenvolver novos talentos e uma geração inspirada e moldada pelos Valores Olímpicos. Além disso, com uma delegação formada por adolescentes, o COB deu atenção especial ao Esporte Seguro, priorizando a prevenção de riscos, o acolhimento e a proteção de todos os integrantes.

Um dos símbolos do respeito e cuidado do COB com os atletas foi a escolha da medalhista olímpica Poliana Okimoto para chefiar a missão. “Tenho certeza de que demos a tranquilidade necessária para que os atletas pudessem performar em alto nível. Acredito muito nessa geração. Eu sei o quanto é árduo o caminho, mas vi muita vontade de vencer e muito brilho no olhar. E, quando se tem brilho no olhar, você alcança seus objetivos. Espero encontrar muitos desses atletas nos próximos Jogos Olímpicos”, declarou a medalhista de bronze nas águas abertas na Rio 2016.

O encerramento fica com a pureza da resposta das crianças na palavra do capitão da equipe de flag football, Pedro Barletta de Oliveira, de 16 anos, também bolsista, logo após a conquista histórica do ouro em cima dos favoritos donos da casa: “Eu só tenho a agradecer ao Time Brasil e ao COB por tudo o que me proporcionaram. Estou muito emocionado. Essa viagem foi perfeita. Eu não precisei me preocupar com nenhum problema. Só precisei fazer a minha parte dentro de campo”, disse o defensive back. “Essa foi a melhor viagem da minha vida!”, completou Pedro.

Assessoria de Comunicação – Ministério do Esporte, com informações do COB

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Cultura, Artes, História e Esportes
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