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Serviço de Implante Coclear realiza 1º Encontro de Pacientes Implantados do HUWC
Em luta contra o silêncio e a surdez desde 1997, a dona de casa Ana Mariane Rodrigues Oliveira, de 31 anos, ouviu os primeiros sons com qualidade e passou a compreender melhor o que diziam os filhos Yuri e Isabel em 2019, ano no qual foi submetida ao implante coclear no Hospital Universitário Walter Cantídio, do Complexo Hospitalar da UFC/Ebserh. “Agora, sou eu de verdade. Não me escondo, não fico mais calada com nada”, disse, em tom de liberdade, em depoimento no 1º Encontro de Pacientes Implantados do HUWC, evento emocionante que reuniu profissionais de saúde, pacientes, familiares e fornecedores na manhã de hoje, 06.
Instalado via procedimento cirúrgico, o implante coclear é um equipamento eletrônico computadorizado que substitui a função do ouvido interno de pessoas com surdez total ou quase total. É conhecido popularmente como ouvido biônico. O encontro realizado hoje foi para celebrar a marca dos 44 implantes cocleares já realizados no HUWC desde 25 de abril de 2019, data do primeiro procedimento; ouvir depoimentos emocionantes de superação como o de Mariane e outros beneficiados; orientar pacientes e familiares sobre o processo de reabilitação; reconhecer o trabalho da equipe interdisciplinar do Serviço de Implante Coclear do Hospital Universitário; e oportunizar troca de experiências entre profissionais, pacientes, familiares e fornecedores.
Reconhecimento
Na abertura do evento, Marcos Rabelo de Freitas, otorrinolaringologista, professor da Faculdade Medicina da UFC e um dos principais nomes do implante coclear no HUWC, fez questão de chamar e reconhecer, um a um, todos os profissionais, assistenciais e administrativos, que fazem o trabalho acontecer no dia a dia. “Sem a equipe que aqui está, não estaríamos hoje celebrando tantos feitos”, disse, emocionado. Já o superintendente do Complexo Hospitalar da UFC, Prof. Carlos Augusto Alencar Júnior, destacou a mudança que o implante coclear faz na vida dos pacientes e do núcleo familiar. “Assim como a criança ou o adulto que é apresentado ao mundo do som, a família toda também é. Temos trazido benefícios inimagináveis a muitas pessoas. Parabéns pelo trabalho”, acrescentou.
A chefe da Divisão de Gestão do Cuidado do Hospital Universitário, Airtes Vitoriano, reconheceu o esforço do Serviço para conseguir o credenciamento do HUWC com o Ministério da Saúde para a realização dos implantes cocleares. “Foram 14 anos de muita luta. Parabéns, Marcos, equipe, pacientes, famílias e ao dedicado Prof. Sebastião Diógenes Pinheiro, que iniciou essa luta ainda em 2005, pelos resultados, hoje, colhidos”, ressaltou a gestora. Ainda nesse contexto, a fonoaudióloga Alessandra Mendonça, em sua fala, fez um resgate histórico do Serviço de Implante Coclear do HUWC. Entre os muitos marcos, a conquista da implantação do protocolo de atendimento.
Atendimento no HUWC
A fonoaudióloga explicou que, primeiro, o paciente candidato é avaliado por uma equipe multiprofissional. Se indicado, ele é encaminhado para cirurgia de implante do componente interno. Após 30 dias, é realizada a ativação do componente externo. “A reabilitação fonoaudiológica é fundamental já que o paciente vai reaprender a ouvir sons ambientais e de fala. A terapia vai ajudar a descobrir os sons”, pontua sobre o processo após a cirurgia. Todos os pacientes atendidos no HUWC são encaminhados, via sistema de regulação, pela Prefeitura de Fortaleza.
Saiba mais
De acordo com o chefe do Serviço de Otorrinolaringologista do HUWC, André Alencar Araripe Nunes, o implante estimula diretamente o nervo auditivo por meio de pequenos eletrodos. Eles são colocados na cóclea, estrutura do ouvido interno em forma de caracol que converte a energia mecânica do som em estímulos elétricos. Esses sinais, por sua vez, são levados ao cérebro pelo nervo auditivo. Marcos Rabelo acrescenta que o implante coclear tem sido utilizado para restaurar a função auditiva nos pacientes portadores de surdez severa a profunda que não se beneficiam com o uso de próteses auditivas convencionais.
Sobre a Ebserh
O Hospital Universitário Walter Cantídio e a Maternidade-Escola Assis Chateaubriand, do Complexo Hospitalar da UFC/Ebserh, fazem parte da Rede Hospitalar Ebserh desde novembro de 2013. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) foi criada em 2011 e, atualmente, administra 40 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência.
Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) e, principalmente, apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas. Os hospitais universitários são, por sua natureza educacional, campos de formação de profissionais de saúde. A Rede Hospitalar Ebserh não é responsável pela totalidade dos atendimentos de saúde do país, apenas atua de forma complementar ao SUS.
Jornalista responsável: Ludmila Wanbergna (MTB 1809 CE)
Unidade de Comunicação Social
Complexo Hospitalar da UFC
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