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OUTUBRO ROSA
Mutirão de reconstrução mamária ajuda a melhorar a qualidade de vida de 20 mulheres
Parte da equipe que realizou as cirurgias.(Foto: Sarah Serafim)
Dona Antônia Severo Soares, de 49 anos, tinha um desejo: colocar uma blusa de alcinha. Mastectomizada desde 2012, a dona de casa não teve coragem de reconstruir a mama esquerda naquele ano. Mas, em 2016, a história mudou por uma convergência de fatores. O medo foi deixado de lado, e o Hospital Universitário Walter Cantídio, em parceria com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), fez um mutirão de reconstrução mamária, beneficiando 20 mulheres no Ceará. Uma delas foi Dona Antônia. “Não vejo a hora de tirar da gaveta a blusa de alcinha”, espera a dona de casa. Sonho que, daqui a alguns dias, será realizado com uma felicidade sem precedentes.
Durante a última semana do mês de outubro, o Hospital Universitário Walter Cantídio realizou a reconstrução mamária de mulheres mastectomizadas (que retiraram uma ou ambas as mamas em razão do câncer de mama) e, assim, conseguiu zerar a fila de espera de pacientes de reconstrução tardia (feita mais tarde. Diferente da imediata, quando é feita ou pelo menos iniciada com a mastectomia). A ação foi uma iniciativa da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica que, aqui no Ceará, teve como parceiros, além do HUWC, a Universidade Federal do Ceará, a SBCP Regional Ceará e a Escola de Saúde Pública.
Antes, a reconstrução mamária não era um direito garantido por lei. Atualmente, é parte integrante da proposta de tratamento para o câncer de mama implementada no Brasil. Por isso, 20 dessas mulheres tiveram a oportunidade de reconstruir uma ou ambas as mamas aqui no Hospital Universitário Walter Cantídio, unidade de saúde do Ceará que recebeu o maior número de próteses do 2º Mutirão Nacional de Reconstrução Mamária. No Estado, que recebeu a doação de 50 próteses ao todo, participaram também o Instituto do Câncer do Ceará (ICC), o Hospital Geral de Fortaleza (HGF) e o Hospital Geral Dr. César Cals (HGCC).
As pacientes que participaram do mutirão foram selecionadas e realizaram previamente todos os exames necessários para a cirurgia. Em todo o Brasil, cerca de 840 mulheres passaram por cirurgias de reconstrução mamária em 98 hospitais. Ao todo, 18 unidades da Federação que contam com uma regional da entidade participaram da ação. Foram elas: Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Pará, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, além do Distrito Federal.
De acordo com o Dr. Vitor Muniz, chefe do Serviço de Cirurgia Plástica do HUWC, e o Dr. Salustiano Pessoa, chefe da Residência em Cirurgia Plástica do hospital, ações como essa são muito importantes para devolver a essas mulheres autoestima e qualidade de vida. “Estudos mostram que as mulheres reconstruídas têm menor chance de reincidir no câncer porque essas doenças estão relacionadas à produção de endorfina e ao equilíbrio emocional. Mulheres mastectomizadas são mais deprimidas, mutiladas, tristes. Mulheres reconstruídas retomam seu relacionamento afetivo, encontram um ponto de equilíbrio psicoafetivo e uma melhora do humor e do estado depressivo”, avalia Luciano Chaves, presidente da SBCP.
Realidade no Brasil
Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, o Brasil registra cerca de 50 mil casos de câncer de mama anualmente. Desses, em torno de 12 mil pacientes morrem após o diagnóstico. Dos outros 38 mil, cerca de 5 mil conseguem fazer a reconstrução mamária pelo convênio ou plano de saúde, enquanto mais de 30 mil mulheres dependem da rede pública para o procedimento.
“Todos os anos, acumulamos aproximadamente entre 25 mil e 27 mil mulheres que ficam sem realizar a reconstrução mamária. O tempo médio de espera de uma mulher brasileira que permanece mastectomizada na rede pública gira em torno de 10 anos. Na França, por exemplo, de cada 100 mulheres submetidas à mastectomia, 82 fazem a reconstrução no primeiro ano após o procedimento”, compara Chaves. Conforme levantamento da SBCP, em 2012, quando foi realizado o 1º Mutirão Nacional de Reconstrução Mamária, 555 pacientes foram operadas no prazo de uma semana, enquanto a rede pública realizou 1.120 cirurgias em um ano.
Ação especial
No dia 20 de outubro, ainda como parte da programação da campanha Outubro Rosa, a Maternidade Escola Assis Chateaubriand realizou uma ação especial para colaboradores, pacientes e acompanhantes do Hospital Universitário Walter Cantídio. Houve oficina de maquiagem, apresentação de balé e o depoimento emocionante de uma paciente da MEAC que superou o câncer de mama. A ação ocorreu na recepção da Radiologia e chamou a atenção de dezenas de pessoas.
Abaixo, você confere links de matérias feitas pela imprensa do Ceará sobre o mutirão:
Em mutirão, 50 mulheres passam por reconstrução mamária
As cirurgias gratuitas beneficiam mulheres que não puderam fazer a reconstrução logo após a mastectomia
O Povo – Cotidiano – 25/10/2016
Mulheres terão mama reconstruída em mutirão no Ceará
Mulheres fizeram tratamento de câncer e foram mastectomizadas.
Cerca de 40 mil mulheres estão à espera da cirurgia de reconstrução.
G1 Ceará – Notícias – 24/10/2016
Mutirão de reconstrução mamária é realizado no Hospital das Clínicas
Verdes Mares – Bom Dia Ceará – 25/10/2016
Mutirão realiza cirurgias de reconstrução de mamas para mulheres mastectomizadas
Verdes Mares – CE TV 1ª Edição – 25/10/2016
Hospitais Universitários Federais realizam mutirões de reconstrução mamária
Ministério da Saúde – Blog da Saúde – Serviços – 25/10/2016
Hospitais Ebserh realizam mutirões de reconstrução mamária
Objetivo é reduzir filas e melhorar a vida das participantes
Portal Ebserh Nacional – Notícias – 27/10/2016
Mulheres passam por reconstrução de mama em mutirão realizado na capital
TV Ceará – Jornal da TVC – 26/10/2016
https://www.youtube.com/watch?v=bGukOhp1guo
Ceará realiza mutirão para reconstrução mamária
TV Cidade – Jornal da Cidade – 26/10/2016
http://cnews.com.br/videoplay/17230/ceara_realiza_mutirao_para_reconstrucao_mamaria
Reconstrução mamária: mutirão no Hospital Universitário Walter Cantídio
Revista Saúde Fortaleza – Saúde e Bem Estar – 25/10/2016
http://saudefortaleza.com.br/reconstrucao-mamaria-mutirao/
Jornalista responsável: Ludmila Wanbergna (MTB 1809 CE)
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