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MAIO ROXO
HUWC promove série de ações para conscientizar sobre Doenças Inflamatórias Intestinais (DII)
A já tradicional 13ª Caminhada Cearense de Conscientização às Doenças Inflamatórias Intestinais (DII) na Praia de Iracema e a realização de minipalestras para os pacientes do Serviço de Gastroenterologia e àqueles em atendimento nas Ilhas Ambulatoriais marcaram as ações do Maio Roxo desenvolvidas pelo Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC), do Complexo Hospitalar da Universidade Federal do Ceará (CH-UFC), unidade vinculada à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).
“Temos um atendimento multidisciplinar e com a qualidade de um centro de referência a esse paciente crônico. Além do atendimento, ações como essas são importantes para a conscientização das pessoas sobre a Doença Inflamatória Intestinal e os pacientes saberem que não estão sozinhos. Há uma equipe junto com eles”, explica a chefe do Serviço de Gastroenterologia e coordenadora do Programa de Residência em Gastroenterologia do HUWC, Lúcia Libanez.
O ambulatório existe há mais de 20 anos no HUWC tratando as pessoas com Doenças Inflamatórias Intestinais, como a retocolite ulcerativa e a Doença de Crohn, as principais dessas enfermidades. Além da assistência aos pacientes, um projeto de extensão vinculado ao Departamento de Medicina Clínica da UFC promove ações educativas aos pacientes e seus familiares.
A campanha Maio Roxo tem como objetivo aumentar a visibilidade das DII e incentivar o diagnóstico precoce e tratamento adequado. Ao longo deste mês, os pacientes do HUWC tiveram acesso às minipalestras “Qualidade de vida e Doença Inflamatória Intestinal”, com a enfermeira Michelle Soeiro, no último dia 15; “Direitos e benefícios sociais dos pacientes de Doença Inflamatória Intestinal”, com a assistente social Najara Nobre, no dia 22; e “Expressando o invisível - Arte e Terapia Ocupacional na Doença de Crohn, com a terapeuta ocupacional Terezinha de Jesus Pereira. A música também tomou conta do HUWC com a participação do grupo musical dos acadêmicos da Faculdade de Medicina (Famed).
A paciente Nislândia Fernandes destaca como é importante o diagnóstico rápido, como foi o dela no HUWC. “Como é uma doença crônica é importante seguir o tratamento e ter a consciência sobre o seu corpo. É um aprendizado constante para que a doença não agrave e o paciente tenha melhor qualidade de vida”, explica.
Sobre as DII
As doenças inflamatórias intestinais são crônicas, logo necessitam de cuidado contínuo para serem controladas, já que não há cura. Elas afetam o trato gastrointestinal, causando inflamação no intestino delgado e/ou grosso e podem causar uma variedade de sintomas, como dor abdominal, diarreia, sangramento no reto, perda de peso e fadiga. As causas exatas da DII não são totalmente conhecidas, mas a maior possibilidade é que sejam uma combinação de fatores genéticos, ambientais e imunológicos.
O tratamento da DII visa controlar a inflamação, aliviar os sintomas e prevenir complicações. A maioria dos pacientes necessita de tratamento a longo prazo com medicamentos e, em alguns casos, a cirurgia seja necessária.
Sobre a Ebserh
O CH-UFC faz parte da Rede Ebserh desde 2013. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.
Por Moisés de Holanda
Coordenadoria de Comunicação Social/Ebserh