Presidente Lula e ministro Fufuca recebem, no Palácio do Planalto, a taça da Copa do Mundo FIFA de Futebol
Em sua fala o ministro aproveitou a oportunidade para reafirmar que a Copa de 2027, no Brasil, será a melhor da história do futebol feminino

O salão Oeste do Palácio do Planalto recebeu a nata do futebol brasileiro na tarde desta quinta-feira, 26/02. Estavam ali os campeões das Copas de 58, 62, 70, 94 e 2002, respectivamente o bicampeão Pepe, Jairzinho, Branco, Edmílson e Cafu. Além deles, a atleta símbolo do futebol feminino, a brasileira Formiga, única atleta a participar de sete Copas do Mundo.
O evento serviu para promover a Copa do Mundo FIFA de Futebol Masculino de 2026, que acontece entre 11 de junho e 19 de julho em três países – México, Canadá e Estados Unidos – e que pode dar ao Brasil o sexto título mundial na competição.
Em sua fala, o ministro do Esporte, André Fufuca, lembrou das duas maiores estrelas brasileiras dos campos de futebol: o Rei Pelé e a Rainha Marta. Fufuca fez questão de reafirmar o compromisso de fazer no Brasil a melhor Copa do Mundo de Futebol Feminino, em 2027.
“Enquanto o mundo vive tempos de conflitos e invasões territoriais, nós vamos mostrar que o esporte é capaz de unir os povos. E o Brasil fará, como nos pede o presidente Lula, a melhor Copa do Mundo de Futebol Feminino da história”, disse o ministro.
Fufuca também fez questão de ressaltar que o esporte está junto na campanha de enfrentamento à violência contra as mulheres. “Nós vamos mostrar que não aceitamos a violência contra as mulheres. Essa, como diz o presidente Lula, não é uma batalha apenas delas, é uma luta de todos nós. E o mundo vai perceber que o Brasil não produziu só o rei e a rainha do futebol. Com a graça de Deus, vamos mostrar que o Brasil é a melhor nação de todas”, concluiu Fufuca. “O Fufuca falou uma coisa que é muito verdade: não à violência contra a mulher, ao feminicídio, e sim à vida da mulher”, completou Cafu, capitão do penta.
A presidente da Coca-Cola para o Brasil e Cone Sul, Luciana Batista, se disse feliz pela oportunidade de aproximar a Copa do povo brasileiro que é apaixonado pelo futebol. A empresa, parceira global da FIFA desde 1978, é a responsável pelo Tour da Copa, que trouxe o troféu a três cidades brasileiras, reforçou a importância da parceria como governo do Brasil.
Em sua fala, a ex-jogadora Formiga, recordista de participações em copas do mundo, esteve em campo em sete delas, registrou que a geração passada da qual fez parte teve que lutar muito e recebeu pouco apoio. “Eu tenho certeza de que a Copa do Mundo de 2027, será transformadora. Não só para as pioneiras do futebol feminino, que precisam ser reconhecidas, mas para todas as mulheres que terão mais espaço e precisam de respeito e reconhecimento. A copa de 2027 deixará um legado muito importante para o futebol feminino” disse Formiga que passa a integrar a equipe do Ministério do Esporte, na condição de diretora de promoção do Futebol Feminino.

Cafu, o capitão da seleção brasileira campeã em 2002, disse que o Brasil só é pentacampeão de futebol porque antes disso um conjunto de atletas fez história em campo e agradeceu aos jogadores das gerações passadas presentes ao evento. “Tenho muito orgulho de dizer que somos pentacampeões, que somos apaixonados pelo nosso país e unidos em torno da bola, da prática de um esporte que não faz distinção de religião, raça ou classe social, que é o futebol” afirmou.
O presidente Lula, depois de receber a taça em suas mãos, discursou lembrando que o Brasil desperdiçou uma oportunidade única, na copa de 2014, quando a animosidade política criou narrativas falsas, que não se confirmaram depois. “Nós perdemos a oportunidade de conquistar o sexto campeonato no Brasil. Agora, a Copa Feminina de 2027, nos dará a oportunidade de mudar essa história. O país vive um bom momento, a economia está bem, e eu tenho certeza de que Copa Feminina vai servir para que as mulheres tenham mais respeito”.
Lula terminou fazendo um apelo a Formiga: “você será a mola propulsora pra fazer as meninas correrem e ganhar essa copa do mundo. Porque os homens também vão ganhar e as mulheres não podem ficar pra trás”, concluiu o presidente.
Assessoria de Comunicação - Ministério do Esporte