Em semana de articulações Copa do Mundo de Futebol Feminino 2027 avança na organização e no plano de legado
Reuniões com ministérios, organismos internacionais e entes federativos consolidam governança e definem próximos passos da organização do Mundial no Brasil

A preparação para a Copa do Mundo de Futebol Feminino 2027 entrou em uma fase de consolidação institucional, com uma agenda que reuniu, nesta segunda-feira (23), diferentes órgãos do governo do Brasil, parceiros internacionais e representantes de estados e municípios. As reuniões integram a estrutura de governança coordenada pela Secretaria Extraordinária da Copa e têm como foco alinhar ações, definir prioridades e estruturar o plano nacional de legado.
A articulação envolve 25 ministérios e inclui tanto encontros nas Câmaras Temáticas quanto agendas bilaterais. Segundo a secretária extraordinária Juliana Agatte, esse formato permite tratar temas específicos com maior agilidade e garantir coerência entre as frentes de atuação.
“A articulação entre ministérios, organismos internacionais, estados, municípios e sociedade organiza a preparação da Copa de 2027 e sustenta a construção de um plano de legado voltado à profissionalização do futebol feminino, à ampliação do acesso ao esporte e à promoção de ambientes seguros para as mulheres", disse Juliana Agatte.
Entre os encontros realizados, foram realizadas reuniões com a Escola Nacional de Administração Pública (Enap), o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e a Casa Civil. As pautas incluem produção de dados, definição de estratégias de comunicação, organização do evento e construção do legado.
A agenda também abrange o diálogo com estados e cidades-sede, além da interlocução com federações, pesquisadores e representantes da sociedade. O objetivo é reunir contribuições para estruturar uma proposta que contemple tanto a realização do torneio quanto os impactos posteriores para o país.
Outro eixo da semana foi o alinhamento internacional. A organização do Mundial prevê a participação de 32 seleções e a realização de 64 partidas, o que exige coordenação com diferentes países e planejamento para recepção de delegações e turistas.

Cooperação internacional e estruturação do legado
Na reunião com o MRE, por exemplo, a pauta foi a definição de procedimentos como facilitação de vistos, comunicação com delegações e orientação ao público estrangeiro. Entre as iniciativas em discussão está a elaboração de materiais informativos sobre o evento e o país.
Em outra reunião com a Organização de Estados Ibero-americanos (OEI), foram discutidas contribuições para a criação de um observatório do futebol feminino no âmbito do plano de legado. A proposta prevê a sistematização de dados e indicadores sobre a modalidade e o esporte praticado por mulheres.
Avanços e próximos passos
De acordo com a secretária, um dos principais avanços é o alinhamento entre os órgãos envolvidos e o aumento do nível de preparação institucional para o evento. Esse processo inclui a construção de uma agenda comum e a definição de responsabilidades entre os diferentes atores.
Entre as próximas entregas estão os planos operacionais e de ação das câmaras temáticas, previstos para junho. A etapa também inclui a realização de visitas técnicas às cidades-sede, que vão subsidiar a elaboração desses documentos.
A Secretaria prevê ainda o desenvolvimento de mecanismos de participação social, em articulação com a Secretária-geral da Presidência da República. A proposta é ampliar o envolvimento da sociedade na construção do legado da Copa.
Construção do torneio e foco no legado

A organização da Copa segue os parâmetros estabelecidos pela FIFA para a realização do evento em junho e julho de 2027. Porém, em paralalelo, o governo do Brasil iniciou a elaboração do Plano Nacional do Legado, que orienta as ações estruturantes associadas ao torneio.
A estratégia difere do modelo adotado em 2014, quando o foco esteve na infraestrutura. Para 2027, a prioridade é o legado esportivo e social, com ações voltadas à profissionalização do futebol feminino e à ampliação do acesso à prática esportiva.
“O legado social da Copa de 2027 está centrado na ampliação da participação das mulheres, no enfrentamento à violência e na construção de ambientes seguros, com impactos que ultrapassam o esporte e alcançam a sociedade como um todo.”
Entre as diretrizes estão a equiparação de condições em relação ao futebol masculino, a expansão de núcleos de base para meninas e o estímulo à presença de mulheres em cargos de gestão no esporte. A agenda também contempla políticas de transição de carreira para atletas.
No campo social, a proposta inclui ações voltadas à promoção da participação feminina, ao enfrentamento da violência contra a mulher e à criação de ambientes seguros nos espaços esportivos. A expectativa é que protocolos desenvolvidos para o evento tenham aplicação permanente.
Assessoria de Comunicação – Ministério do Esporte