Copa do Mundo

Com recorde de público, Brasil perde para França na Copa do Mundo feminina

No próximo jogo, Seleção enfrenta Jamaica para se classificar

Publicado em 29/07/2023 13:06
Compartilhe:
Foto: Thais Magalhães/CBF

Em uma atuação marcante, o Brasil perdeu para a França por 2 x 1 em seu jogo mais difícil da chave, neste sábado (29.07), pela segunda rodada do Grupo F da Copa do Mundo Feminina, no Estádio Brisbane, na Austrália. Agora, a Seleção Brasileira encara a Jamaica em busca da classificação para as oitavas do Mundial. Nas redes sociais, a ministra do esporte, Ana Moser, destacou recorde de público de 49,378 pessoas e fez uma análise pós jogo.

O primeiro período do segundo jogo do Brasil na Copa do Mundo foi abaixo do esperado. Por causa do excesso de passes e, ainda por cima, passes incompletos, a França foi superior em quase todas as estatísticas da Fifa. Duas se destacaram: passes concluídos (140 a 119) e penetrações na defesa (5 a 0).

No tempo seguinte, a Seleção Brasileira demonstrou uma melhora significativa em seu desempenho, especialmente com Debinha se adaptando. Mas Renard manteve o ímpeto europeu e fez um tento que não só colocou as francesas novamente em vantagem, mas também evidenciou erros que as meninas de amarelo falham constantemente. “São pequenos detalhes que a gente precisa melhorar. A gente sabia que seria decidido nos pequenos detalhes”, disse a autora do gol solo brasileiro na partida.

Já a treinadora Pia comentou em entrevista de campo que errou em não fazer as jogadoras se sentirem conectadas. Contudo, afirmou que está feliz pela oportunidade contra a Jamaica e que precisa voltar para entender o que pode fazer. “Eu não havia inicialmente preparado a seleção tão bem para a competição. Tudo parecia estar funcionando bem, e nos primeiros trinta minutos faltou um entrosamento entre a equipe. É claro que problemas acontecem e isso não é o problema, mas é preciso se recuperar e no segundo tempo nós conseguimos nos recuperar. Agora temos a Jamaica pela frente e vamos voltar às nossas bases e queremos um time mais feliz, com mais alegria, com jogo bonito e brasileiro. Nós precisamos recuperar para o próximo jogo”, acrescentou.

O jogo do Brasil ficou recuado, concentrado na zaga, por um grande tempo. Em 8 minutos, as francesas Sandie Tolleti e Eugenie Le Sommer tentaram duas vezes chute a gol, desestabilizando a estratégia canarinha. Em 10 de partida, a seleção da França confirmou o domínio, com maior posse de bola e propondo mais jogadas. Seis minutos depois, o perigo chegou ainda mais forte: de Le Sommer, a atacante maior artilheira da seleção francesa, abriu o placar: 1 x 0.

A França estava apoiada nas costas de Tamires. O meio-campo brasileiro não conseguiu dar origem a novas jogadas. A disputa para as francesas estava sem grandes preocupações. Com quase todas as jogadoras ajudando a goleira Lelê, na pequena área, as oportunidades de ataque estavam focadas somente em Adriana, que deu as primeiras duas chances de gol para o Brasil, aos 16’ e aos 23’.

O meio-campo era francês. Apesar de apresentar dificuldades neste setor, o Brasil conseguiu chegar mais à área da França.Vendo esse pequeno avanço,no lugar de Bia Zaneratto - que não incomodou as francesas - a técnica Pia Sundhage escalou Geyse para gerar velocidade, mas foi pouco acionada durante a partida.

Na volta do vestiário, o Brasil retornou ao campo sem mudanças nas 11 titulares. Porém, com Debinha se encaixando melhor na tática de Pia. Adiante da longínqua terra das francesas, o meio-campo, a França exibiu ter uma defesa lenta, bastou conseguir trocar três passes seguidos para furar a marcação e encontrar a meia Debinha: 1 x 1, aos 58’.

A Seleção verde-amarela começou a criar confiança. Mas a felicidade durou exatos 25 minutos. Após avanço da bola no gramado, Renard, que machucou a panturrilha na estreia da França e ainda não está 100%, completou para o gol no escanteio e as bleus voltaram a ficar à frente no placar: 2 x 1.

Pia Sundhage fez mudanças no time brasileiro após o gol sofrido, colocando jogadoras experientes como Mônica e Marta, e reforçando o meio-campo com Ana Vitória para tentar o empate. As alterações não surtiram efeito, e o Brasil perdeu novamente o controle para as francesas. A falta de reação após o gol sofrido acabou custando a vitória ao Brasil.

Assessoria de Comunicação Social - MEsp

Compartilhe: