MÊS DAS MULHERES

Atletas brasileiras destacam superação e inspiram novas gerações no esporte em celebração ao mês do Dia Internacional da Mulher

Painel sobre empoderamento feminino reuniu atletas e lideranças esportivas que compartilharam desafios e conquistas da das mulheres no alto rendimento

Publicado em 16/03/2026 18:25
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A secretária Iziane Marques ao lado das atletas que participaram do evento.
Foto: João Victor Carvalho/MEsp

No mês em que celebramos o Dia Internacional da Mulher, histórias de superação e conquistas reforçam o protagonismo feminino no esporte brasileiro. Nesta segunda-feira (16), a secretária Nacional de Excelência Esportiva do Ministério do Esporte, Iziane Marques, participou do painel Empoderamento Feminino no Esporte, promovido pelo Ministério da Defesa, em Brasília.

O encontro reuniu atletas e lideranças esportivas para debater os desafios e as oportunidades para as mulheres no esporte de alto rendimento. Participaram também a vice-presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Yane Marques, e as atletas militares Ellen Caroline de Souza, Laura Amaro e Rebeca de Lima Santos. Estas duas últimas beneficiárias do Programa Bolsa Atleta.

Durante o painel, as participantes compartilharam trajetórias até o esporte de alto rendimento e destacaram como a prática esportiva pode transformar vidas, fortalecer a autoestima e abrir oportunidades para mulheres e meninas.

A halterofilista Laura Amaro contou que o interesse pelo esporte começou quando ainda era criança, inspirada pelo futebol e pela trajetória da jogadora Marta. “O esporte gera empoderamento. Sofri críticas em relação ao meu corpo, mas hoje entendo que ele faz parte da modalidade que pratico”, afirmou.

Laura ingressou no Programa Forças no Esporte (PROFESP), no Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes (CEFAN), no Rio de Janeiro. Desde 2014 compete no levantamento de peso e já conquistou resultados expressivos. Em 2021, fez história ao conquistar a medalha de prata no arranco na categoria até 76 kg no Campeonato Mundial de Tashkent e foi a primeira brasileira a subir em um pódio mundial da modalidade.

Mesa com participação das atletas e da secretária Iziane Marques. Ao fundo há um letreiro dizendo mu
Foto: João Victor Carvalho/MEsp

A boxeadora Rebeca de Lima Santos também relatou como o esporte mudou sua trajetória. Criada no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, ela conheceu o boxe aos sete anos e encontrou na modalidade uma oportunidade de transformação social ao ingressar na organização Luta pela Paz.

“Quero deixar um legado e ser uma referência para outras meninas. Usar a farda e conquistar uma medalha representa muito para mim”, disse a atleta.

Já a sargento meteorologista Ellen Caroline de Souza destacou o orgulho de conciliar a carreira militar com o esporte. Ela foi a primeira brasileira a conquistar o primeiro lugar no individual geral feminino no 60º Campeonato Mundial de Pentatlo Aeronáutico Militar. “Conciliar minha profissão com o esporte e inspirar os cadetes é extremamente gratificante”, afirmou.

Esporte como ferramenta de transformação

Ao comentar sobre os caminhos para incentivar mais mulheres a ingressarem no esporte, Iziane Marques destacou que as experiências no esporte refletem desafios semelhantes aos enfrentados na vida cotidiana.

“O esporte se confunde com aquilo que a vida nos coloca todos os dias. Ele nos ensina a perseverar, a atravessar dificuldades, cair e levantar. Esses aprendizados ajudam a transformar realidades”, afirmou.

Ex-atleta da seleção brasileira de basquete, Iziane também relembrou sua própria trajetória de superação. “Saí de uma comunidade vulnerável e encontrei no esporte um caminho para transformar a realidade da minha vida e da minha família”, disse.

A vice-presidente do Comitê Olímpico do Brasil, Yane Marques, destacou ainda a importância da presença feminina em cargos de liderança no esporte. Medalhista olímpica no pentatlo moderno, ela se tornou a primeira mulher a ocupar a vice-presidência da entidade.

“Não estou ocupando esse espaço por ser mulher, mas pela trajetória que construí como atleta. Estou dedicada a fazer um bom trabalho e representar essas mulheres”, afirmou.

Para Yane, o esporte também deixa um legado importante para as novas gerações. “O legado que deixo é o encorajamento para quebrar paradigmas. As mulheres precisam se preparar, aproveitar as oportunidades e ocupar os espaços”, concluiu.

Assessoria de Comunicação – Ministério do Esporte

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Cultura, Artes, História e Esportes
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