Notícias
Música no ar
Projeto Vozes que Curam e escola Musiartes cantam para pacientes pediátricos
Quatro cantores mirins do Centro de Educação Musical Musiartes, acompanhados dos professores e da fonoaudióloga Carla Viegas – do Projeto Vozes que Curam –, percorreram as unidades pediátricas do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM), na manhã de sexta-feira, 14. As crianças cantaram desde canções de ninar, para os bebês da UTI Neonatal, até hits de sucesso do momento para os pacientes do Centro de Tratamento da Criança e Adolescente com Câncer (CTCriac), da UTI Pediátrica e da Unidade de Internação Pediátrica. A iniciativa foi uma homenagem pelo Dia das Crianças – comemorado na última quarta-feira.
- Tudo é amor e, a voz que cura, tem essa finalidade: trazer alegria em um momento de dor. Crianças cantando para crianças é muito diferente. É importante, desde a infância, ter esse olhar de cuidado e atenção pelo outro – afirma a fonoaudióloga Carla Viegas, idealizadora do projeto Vozes que Curam, criado há 4 anos para trazer música aos pacientes do HUSM.
A enfermeira Elen Ortiz, que trabalhou no HUSM durante a Pandemia de Covid 19, conhece de perto a batalha daqueles que lutam para recuperar a saúde. Dessa vez, ela colocou em prática outro dom – o do canto – para aliviar o sofrimento dos pequenos.
- Lidar com o sofrimento é uma tarefa muito árdua e a música é uma forma de nos libertar. Vir proporcionar um momento de alívio é, extremamente, necessário e faz parte da humanização – afirmou Elen, que também é professora da Musiartes.
Os pequenos cantores afirmam ter interesse em repetir a visita.
– Foi uma experiência muito boa cantar para as crianças doentes. Fiquei muito feliz. Quero voltar – disse Larissa Brasil, 9 anos.
– Foi muito diferente. Dizem que a gente tem que ter o coração puro. Me senti assim cantando para as crianças e eu senti o agrado delas. Percebi como fez bem para elas – afirmou Valentina Moresco Pivotto, 7 anos.
– É a primeira vez que venho aqui. Acho que deu motivação para as crianças. Me senti muito bem, foi revigorante – completou Thierry Basseto, 12 anos.
– O mais legal foi que eu vi crianças dando as mãos, se divertindo, cantando com a gente – comemorou Teodora Beltrame Dutra, 9 anos.
A cada parada para soltar a voz, pacientes, pais e profissionais da saúde cantaram junto.
– Mexe muito com a gente. Depois de uma experiência como essa, a gente começa dar valor para coisas que tu não enxerga no dia a dia. Foi um prazer – diz a professora e proprietária da Escola Musiartes, Liége Schneider.
– Foi muito gratificante. Em muitos momentos, a gente se queixa e ver as crianças lutando pela vida foi inspirador – concluiu Elvis Saldanha, professor de violão que acompanhou o quarteto no itinerário musical.