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NOVO EQUIPAMENTO
HUSM será o primeiro hospital do interior do RS a oferecer exame para diagnóstico de apneia do sono pelo SUS
Publicado em
18/02/2015 12h47
Atualizado em
18/06/2015 12h53
A partir da segunda quinzena de fevereiro, o Laboratório do Sono do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM) passará a contar com um novo aliado para o diagnóstico de apneia obstrutiva do sono. O aparelho de polissonografia já está instalado e passa por uma fase de testes com pacientes internados no hospital. O aparelho - instalado no HUSM - será o primeiro do interior do Estado a prestar o serviço de graça, pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Os técnicos que irão operar o software para gravação de dados passaram por uma capacitação em Santa Cruz do Sul. Por mês, serão disponibilizados 20 exames, um por noite – de segunda a sexta-feira -, já que o paciente precisará passar a noite no hospital, monitorado por, pelo menos, 6 horas.
A apneia e a hipopneia – obstrução total ou parcial, respectivamente, das vias aéreas durante o sono – está associada, na maioria das vezes, com o ronco, queixa encontrada em 30% dos casais. Pois saiba que se não for diagnosticada e tratada a tempo, pode evoluir com complicações como o Infarto Agudo do Miocárdio e o Acidente Vascular Encefálico (veja ponto abaixo).
A apneia tem vários fatores relacionados, desde questões anatômicas, como o diâmetro da via aérea, o encurtamento do queixo, aumento das amigdalas, tamanho da língua, etc, até a obesidade e disfunções da tireoide. Todos influenciam na qualidade da respiração durante o sono, na disposição do indivíduo durante o dia e, consequentemente, na qualidade de vida das pessoas – explica a médica pneumologista Alessandra Bertolazi.
Para saber se o indivíduo tem a chamada Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono, ou seja, mais de 5 apneias por hora de sono associada a sintomas durante o dia e qual a sua gravidade, o aparelho de polissonografia é fundamental. Ele irá monitorar o paciente durante todas as fases do sono: REM (com atividades cerebrais mais rápidas e com período de sonhos) e não-REM (desde a fase superficial até a mais profunda).
É considerada apneia leve quando há de 5 a 15 eventos de apneia/hipopneia por hora, moderada de 15 a 30 eventos no mesmo período e grave se há mais de 30 eventos por hora.
Como é feito o exame – o tempo de preparação para o exame dura em torno de 40 minutos. É preciso instalar eletrodos na cabeça do paciente (eletroencefalograma), na lateral dos olhos (para identificar a movimentação dos olhos), no queixo (para verificar o tônus muscular), nas pernas, além de uma cinta no tórax para mensurar a movimentação respiratória. Outro sensor instalado no paciente é o oxímetro no dedo, para verificar a oxigenação do sangue durante os eventos respiratórios.
- O exame vai nos mostrar o quanto o paciente dormiu, quais estágios de sono alcançou e o número de apneias e hipopneias registradas – diz a médica.
O tratamento é individualizado. Em alguns casos, precisa-se adotar medidas mais simples - que dependem da mudança de hábito do paciente - , como prática de exercícios físicos, suspender ingestão de bebidas alcóolicas (que relaxam a musculatura e pioram a apneia e o ronco), evitar a ingestão de comidas pesadas no jantar e perder peso.
- Quando é identificado um desvio de septo ou amígdalas grandes, por exemplo, encaminhamos o paciente ao especialista para avaliação quanto à necessidade de uma intervenção cirúrgica - esclarece Alessandra.
Há ainda a indicação de um aparelho intraoral (feito por dentistas), que faz avançar a mandíbula e afasta os tecidos da garganta, evitando o ronco e a apneia do sono de grau leve a moderado. Para as apneias mais graves, muitas vezes a indicação é o uso do CPAP (pressão positiva contínua na via aérea). O CPAP é um pequeno aparelho que vem conectado com um tubo flexível que, por sua vez, conecta-se a uma máscara nasal ou facial, que é ajustada à face por meio de tiras elásticas.
Estrutura da sala para o exame - A sala-dormitório onde é feito o exame tem paredes com vedação para som, duas câmeras infravermelhas para capturar as imagens no quarto escuro (para quem optar por dormir com a luz apagada), um microfone e uma campainha para chamar o técnico, se necessário.
Os pacientes serão inicialmente avaliados no Ambulatório do Sono do Serviço de Pneumologia do HUSM e, posteriormente, agendados para o exame de polissonografia.
O projeto - A ideia de instalar um Laboratório do Sono vem sendo gestada há 12 anos, quando a pneumologista Alessandra Bertolazi fez estágio no Instituto do Sono de São Paulo (UNIFESP). Em 2009, Alessandra concluiu o mestrado na área no Hospital de Clínicas em Porto Alegre e, no ano seguinte, solicitou a compra do aparelho de polissonografia para o HUSM. De lá para cá, seguiram os trâmites para aquisição, instalação e capacitação da equipe.
Sintomas:
- Ronco;
- Sono não reparador. O paciente acorda com a sensação de cansaço;
- Paradas momentâneas da respiração durante o sono;
- Dificuldade de memória, concentração e atenção;
- Irritabilidade;
- Fadiga;
- Dor de cabeça ao acordar;
- Diabetes;
- Sonolência durante o dia.
Consequências da apneia se não tratada:
Maior risco de acidentes de trânsito e de trabalho: Vários estudos demonstram que o número de acidentes de trânsito é 2 a 3 vezes superior em relação à população normal.
Acidentes ocorrem com maior frequência com estes pacientes porque eles tendem a apresentar maior tendência para "cochilos" involuntários durante o dia.
A apneia do sono aumenta em 30% as chances de risco de Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) e Acidente Vascular Cerebral (AVC).
Os técnicos que irão operar o software para gravação de dados passaram por uma capacitação em Santa Cruz do Sul. Por mês, serão disponibilizados 20 exames, um por noite – de segunda a sexta-feira -, já que o paciente precisará passar a noite no hospital, monitorado por, pelo menos, 6 horas.
A apneia e a hipopneia – obstrução total ou parcial, respectivamente, das vias aéreas durante o sono – está associada, na maioria das vezes, com o ronco, queixa encontrada em 30% dos casais. Pois saiba que se não for diagnosticada e tratada a tempo, pode evoluir com complicações como o Infarto Agudo do Miocárdio e o Acidente Vascular Encefálico (veja ponto abaixo).
A apneia tem vários fatores relacionados, desde questões anatômicas, como o diâmetro da via aérea, o encurtamento do queixo, aumento das amigdalas, tamanho da língua, etc, até a obesidade e disfunções da tireoide. Todos influenciam na qualidade da respiração durante o sono, na disposição do indivíduo durante o dia e, consequentemente, na qualidade de vida das pessoas – explica a médica pneumologista Alessandra Bertolazi.
Para saber se o indivíduo tem a chamada Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono, ou seja, mais de 5 apneias por hora de sono associada a sintomas durante o dia e qual a sua gravidade, o aparelho de polissonografia é fundamental. Ele irá monitorar o paciente durante todas as fases do sono: REM (com atividades cerebrais mais rápidas e com período de sonhos) e não-REM (desde a fase superficial até a mais profunda).
É considerada apneia leve quando há de 5 a 15 eventos de apneia/hipopneia por hora, moderada de 15 a 30 eventos no mesmo período e grave se há mais de 30 eventos por hora.
Como é feito o exame – o tempo de preparação para o exame dura em torno de 40 minutos. É preciso instalar eletrodos na cabeça do paciente (eletroencefalograma), na lateral dos olhos (para identificar a movimentação dos olhos), no queixo (para verificar o tônus muscular), nas pernas, além de uma cinta no tórax para mensurar a movimentação respiratória. Outro sensor instalado no paciente é o oxímetro no dedo, para verificar a oxigenação do sangue durante os eventos respiratórios.
- O exame vai nos mostrar o quanto o paciente dormiu, quais estágios de sono alcançou e o número de apneias e hipopneias registradas – diz a médica.
O tratamento é individualizado. Em alguns casos, precisa-se adotar medidas mais simples - que dependem da mudança de hábito do paciente - , como prática de exercícios físicos, suspender ingestão de bebidas alcóolicas (que relaxam a musculatura e pioram a apneia e o ronco), evitar a ingestão de comidas pesadas no jantar e perder peso.
- Quando é identificado um desvio de septo ou amígdalas grandes, por exemplo, encaminhamos o paciente ao especialista para avaliação quanto à necessidade de uma intervenção cirúrgica - esclarece Alessandra.
Há ainda a indicação de um aparelho intraoral (feito por dentistas), que faz avançar a mandíbula e afasta os tecidos da garganta, evitando o ronco e a apneia do sono de grau leve a moderado. Para as apneias mais graves, muitas vezes a indicação é o uso do CPAP (pressão positiva contínua na via aérea). O CPAP é um pequeno aparelho que vem conectado com um tubo flexível que, por sua vez, conecta-se a uma máscara nasal ou facial, que é ajustada à face por meio de tiras elásticas.
Estrutura da sala para o exame - A sala-dormitório onde é feito o exame tem paredes com vedação para som, duas câmeras infravermelhas para capturar as imagens no quarto escuro (para quem optar por dormir com a luz apagada), um microfone e uma campainha para chamar o técnico, se necessário.
Os pacientes serão inicialmente avaliados no Ambulatório do Sono do Serviço de Pneumologia do HUSM e, posteriormente, agendados para o exame de polissonografia.
O projeto - A ideia de instalar um Laboratório do Sono vem sendo gestada há 12 anos, quando a pneumologista Alessandra Bertolazi fez estágio no Instituto do Sono de São Paulo (UNIFESP). Em 2009, Alessandra concluiu o mestrado na área no Hospital de Clínicas em Porto Alegre e, no ano seguinte, solicitou a compra do aparelho de polissonografia para o HUSM. De lá para cá, seguiram os trâmites para aquisição, instalação e capacitação da equipe.
Sintomas:
- Ronco;
- Sono não reparador. O paciente acorda com a sensação de cansaço;
- Paradas momentâneas da respiração durante o sono;
- Dificuldade de memória, concentração e atenção;
- Irritabilidade;
- Fadiga;
- Dor de cabeça ao acordar;
- Diabetes;
- Sonolência durante o dia.
Consequências da apneia se não tratada:
Maior risco de acidentes de trânsito e de trabalho: Vários estudos demonstram que o número de acidentes de trânsito é 2 a 3 vezes superior em relação à população normal.
Acidentes ocorrem com maior frequência com estes pacientes porque eles tendem a apresentar maior tendência para "cochilos" involuntários durante o dia.
A apneia do sono aumenta em 30% as chances de risco de Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) e Acidente Vascular Cerebral (AVC).