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SAÚDE OCUPACIONAL
Capacitação prepara profissionais da Ebserh para aplicação do Índice de Funcionalidade Brasileiro Modificado
Participaram do curso integrantes da sede da estatal e das Usosts do CHC-UFPR e de outros hospitais da Rede Ebserh.
Curitiba (PR) – O Complexo do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (CHC-UFPR), vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), realizou, nos dias 10 e 11 de março, o Curso de Capacitação para Aplicação do Índice de Funcionalidade Brasileiro Modificado (IFBrM). Organizado pela Unidade de Saúde Ocupacional e Segurança do Trabalho (Usost) da instituição, o treinamento contou com a participação de representantes da sede da estatal e de integrantes das Usosts do CHC e de outros seis hospitais da Ebserh:
- Hospital Universitário Getúlio Vargas da Universidade Federal do Amazonas (HUGV-UFAM), de Manaus (AM);
- Complexo Hospitalar Universitário da Universidade Federal do Pará (CHU-UFPA), de Belém (PA);
- Hospital Universitário Antônio Pedro da Universidade Federal Fluminense (HUAP-UFF), de Niterói (RJ);
- Hospital Universitário dos Servidores do Estado da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (HUSE-Unirio), do Rio de Janeiro (RJ);
- Hospital Universitário Dr. Miguel Riet Corrêa Jr. da Universidade Federal do Rio Grande (HU-Furg); e
- Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago da Universidade Federal de Santa Catarina (HU-UFSC) de Florianópolis (SC).
O objetivo do treinamento foi preparar os profissionais para a aplicação do IFBrM, possibilitando a avaliação da funcionalidade do trabalhador de forma ampliada, considerando suas capacidades, limitações e as influências do ambiente de trabalho. Dessa forma, podem contribuir para decisões mais justas relacionadas à inclusão, acessibilidade e participação laboral.
O IFBrM é um instrumento usado para avaliar a deficiência de uma forma mais completa. “Por meio dele, não olhamos só para a doença em si, mas para a funcionalidade da pessoa, baseando-se na Classificação Internacional de Funcionalidade (CIF)”, frisou Edvania da Silva Moreira, chefe da Unidade de Saúde Ocupacional e Segurança do Trabalho (Usost) do CHC-UFPR.
De acordo com Edvania Moreira, o grande objetivo do IFBrM é fazer uma avaliação biopsicossocial. “No nosso caso aqui da Saúde Ocupacional, esse instrumento é essencial para definirmos o grau de deficiência e garantirmos que o trabalhador tenha acesso aos direitos dele, como a questão da adaptação no posto de trabalho, ajuda no enquadramento de Pessoa com Deficiência (PCD) e necessidade ou não de Avaliação de Capacidade Laboral (ACL)”, destacou.
Para a chefe da Usost, a capacitação foi fundamental para o hospital, já que o conhecimento do tema possibilita segurança técnica para os integrantes da unidade. “Capacitar nossa equipe garante que todos avaliem os casos da mesma maneira, com critério técnico e sem subjetividade. Isso evita erro nos laudos e dá mais transparência para o processo”, disse Edvania. Além disso, a capacitação foi motivada pela necessidade de atualização da equipe da Usost.
Conforme a chefe da unidade, as regras de avaliação de deficiência mudam e, por isso, a equipe precisa estar alinhada com o que a Rede Ebserh e o governo federal solicitam hoje em dia, principalmente para não prejudicar o colaborador na hora da avaliação.
O curso foi conduzido pela representante da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), a fonoaudióloga Maria Cristina Pedro Biz. Ela apresentou as orientações técnicas para a aplicação do instrumento. Os participantes receberam informações, desde a teoria da funcionalidade até as questões práticas, como pontuar cada domínio da vida da pessoa e fechar o diagnóstico funcional utilizando a matriz de pontos em casos reais do CHC-UFPR.
Sobre a Ebserh
O CHC-UFPR faz parte da Rede Ebserh desde 2014. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.
Por Rosenato Barreto
Coordenadoria de Comunicação Social/Ebserh