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Amamentação proporciona ganhos na saúde das crianças e mulheres fortalecendo vínculo emocional entre mães e filhos
O leite materno é considerado o alimento padrão ouro para os bebês de até seis meses de idade. Contém água, gorduras, proteínas, vitaminas e açúcares, oferecendo todos os nutrientes necessários para a criança se desenvolver bem e crescer de forma saudável. “Esses nutrientes sofrem alterações ao longo dos dias e meses de amamentação. Podem variar inclusive, em um mesmo dia. Tudo isso para que o leite materno possa oferecer ao bebê exatamente aquilo que ele precisa”, explica Ana Carolina Almeida, nutricionista no Banco de Leite Humano do CHC-UFPR/Ebserh.
Além disso, promove benefícios para a saúde das crianças, já que traz consigo anticorpos que protegem contra alergias e infecções, principalmente as gastrointestinais e as respiratórias.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o recém-nascido que recebe o leite materno em até uma hora após o nascimento terá sua saúde mais protegida. Nessas situações, há redução das taxas de mortalidade neonatal e ainda o aumento das chances de sucesso no processo de amamentação.
O aleitamento materno é recomendado de forma exclusiva até o sexto mês de vida do bebê, e não há prazo para encerrá-lo, o desmame acontece de forma natural. As crianças amamentadas possuem menor risco de asma, diabetes e obesidade. O ato de mamar é um excelente exercício para que a criança tenha dentes fortes, desenvolva a face, a fala e a respiração. Os benefícios também ocorrem para as mães, já que a amamentação, além de aumentar o vínculo com a criança, ajuda a prevenir hemorragias e perder peso após o parto, protegendo contra o câncer de mama e de ovário. Além de ser uma forma muito mais prática de alimentar a criança e economicamente viável. Envolvendo inclusive a sustentabilidade do planeta.
A promoção e apoio à amamentação são estratégias importantes em nível institucional e individual, refletindo na sociedade. O Banco de Leite Humano (BLH) do Complexo Hospital de Clínicas - UFPR/Ebserh visa promover, proteger e apoiar o aleitamento materno, cujos benefícios à saúde se perpetuam por todas as fases da vida. A equipe de enfermagem e nutrição do BLH orienta gestantes e lactantes sobre a importância do aleitamento, maneira correta de amamentar e ainda atende mulheres que estejam enfrentando dificuldades na amamentação.
Ao apoiar as mães nesse processo, a equipe do BLH consegue também identificar potenciais doadoras, que queiram voluntariamente doar o leite que estão produzindo em excesso, beneficiando os recém-nascidos que estão internados na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal e, que por algum motivo, não podem ser alimentados por suas mães.
A Maternidade do CHC-UFPR/Ebserh acredita fortemente que o aleitamento materno é um fator de transformação para uma sociedade que almeja indivíduos saudáveis física e emocionalmente.
Mitos sobre amamentação
- Se o bebê não estiver ganhando peso, significa que meu leite é fraco.
Cada caso precisa ser avaliado individualmente. Na maioria das vezes, pode haver alguma falha na amamentação, que pode ser facilmente corrigida para que o bebê possa mamar melhor e ganhar peso adequadamente.
- Se eu tiver gêmeos não vou conseguir amamentar.
O sucesso da amamentação não depende disso. Nesses casos, a mãe precisa estar bem informada sobre amamentação, possuir uma boa rede de apoio que a ajude e incentive, e ter confiança de que o processo vai dar certo.
- Se eu estiver com Covid, não vou poder amamentar.
Não existe orientação de interromper o aleitamento materno nesses casos. Se a mãe estiver se sentindo bem, pode amamentar. Porém, recomenda-se que ela lave bem as mãos antes de tocar no bebê e utilize máscara durante as mamadas.
Serviço
O Banco de Leite Humano funciona no prédio da Maternidade do Hospital de Clínicas.
Rua General Carneiro, 181 – Bairro Alto da Glória, das 8h às 18h, de segunda a sexta-feira.
Mais informações: (41) 3360-1867