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25 anos da UTI Neonatal do CHC-UFPR/Ebserh
Há 25 anos era criada a Unidade de Terapia Intensiva do Hospital de Clínicas da UFPR/Ebserh, espaço que ampliava o cuidado e atenção em saúde ao recém-nascido.
A UTI Neonatal do HC-UFPR/Ebserh foi uma das primeiras do Paraná e também é referência hospitalar na atenção à saúde em gestação de alto risco. Participa ativamente de estudos na Rede Brasileira de Pesquisas Neonatais e de estratégias governamentais como Qualineo, a fim de reduzir as taxas de mortalidade e qualificação da atenção ao recém-nascido. E é certificada pela Iniciativa Hospital Amigo da Criança e da Mulher que promovem atenção humanizada, incentivo ao aleitamento materno e garantia ao pai e mãe como acompanhantes, além de outras comissões de tamanha importância.
“A UTI Neo conta com leitos para atendimento a pacientes graves e potencialmente graves, bem como enfermaria de Cuidados Intermediários, certificada e reconhecida como referência estadual do Método Canguru pelo Ministério da Saúde”, explica a enfermeira Bruna Piahui dos Santos, chefe da Unidade de Pediatria e Neonatologia do CHC-UFPR/Ebserh.
Hoje, em suas bodas de prata, o serviço prestado na instituição continua sendo referência, contando com mais de 150 profissionais especializados – médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, psicóloga, assistente social e fonoaudióloga, além dos residentes médicos e residentes multiprofissionais dessas áreas – e equipamentos de ponta para assistir pacientes com os mais diversos quadros clínicos, especialmente a prematuridade.
Ensino e pesquisa
O ensino e pesquisa desenvolvidos na Unidade são referência na formação de profissionais, contando com acadêmicos de medicina, residentes, mestrandos e doutorandos médicos e multiprofissionais.
“Dentro na UTI Neo o aprendizado é muito enriquecedor, pois acompanhamos o início da vida, que muitas vezes acontece de forma prematura. A cada atendimento desenvolvemos o conhecimento científico associado aos cuidados prestados”, relata a enfermeira residente no Programa de Residência Integrada Multiprofissional em Atenção Hospitalar, Franciellen Veiga da Silva.
“Acabamos criando um vínculo com o recém-nascido, pois fazemos parte da continuidade desse desenvolvimento, e cada evolução é uma conquista. Para o meu aprendizado, a vivência na UTI Neonatal tem sido uma grande experiência, desde o conhecimento teórico até o prático, mas posso destacar que a humanização foi ainda mais aflorada nesse cenário”, finaliza a residente.
Os desafios da prematuridade
Dependendo da idade gestacional com a qual o bebê nasce, pode ser preciso um cuidado especial proporcionado por uma equipe de saúde especializada. Nesses casos, a UTI Neonatal entra em ação. Se o nascimento acontecer muito cedo, o bebê precisará de um atendimento prolongado. Em alguns casos, os bebês chegam a ficar internados durante meses até terem peso e condições clínicas para a alta.
Método Canguru
O Método Canguru traz diversas vantagens, não só para a criança, como também para a mãe, entre elas, um maior vínculo afetivo, menor tempo de internação, menores riscos de infecções hospitalares, aumento da estimulação sensorial e do aleitamento materno, além de garantir mais segurança aos pais na hora do manuseio do bebê.
Esse tipo de assistência neonatal implica em contato pele a pele entre a mãe e o recém-nascido. A posição canguru consiste em manter o recém-nascido de baixo peso parcialmente desnudo na posição vertical contra o peito do adulto.
Três etapas principais conduzem o método. A primeira consiste na internação do bebê na UTI neonatal, onde a equipe assistencial assumirá seus cuidados. Na segunda, os pais se juntam ao processo e passam a cuidar do filho, ainda no hospital. Já na terceira, a criança está livre dos maiores riscos proporcionados pelo nascimento prematuro e pode receber alta.
Quando o bebê passa a ter estabilidade clínica e condições de ficar sob os cuidados da mãe, ele pode ocupar um leito da Enfermaria de Cuidados Intermediários e utilizar o Método Canguru. Nessa fase, a mãe fica junto com o bebê, não mais como paciente, mas como acompanhante, vivenciando o cuidado e a assistência multiprofissional 24 horas.