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METADADOS
“HUGG-Unirio/Ebserh” é a nova nomenclatura oficial para publicações acadêmicas envolvendo a instituição
A partir da proliferação das Novas Tecnologias de Comunicação e Informação (NTICs) os conteúdos publicados passaram por uma revolução, tornando-se prontamente disponíveis, porém descentralizados pelo caráter virtual e difuso do acesso. Por isso, a facilidade e a homogeneidade na hora da busca tornam-se tão importantes quanto a divulgação. Com base nisso, a Gerência de Ensino e Pesquisa do Hospital Universitário Gaffrée e Guinle (HUGG), em diálogo com os diversos atores envolvidos na área de pesquisa da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) e da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares ( Ebserh), definiu oficialmente a nomenclatura “HUGG-Unirio/Ebserh” para as publicações científicas da instituição.
– Percebemos, a partir da divulgação das pesquisas nos periódicos científicos, que o HUGG é referido na literatura, nos metadados da pesquisa, de formas diferentes. E quando se faz um estudo bibliométrico (avaliação/mensuração da quantidade de publicações feitas e cujo principal objetivo é o desenvolvimento de indicadores confiáveis) isso acaba tendo um prejuízo, pela dificuldade de rastreio. A utilização de termos distintos, portanto, enfraquece a identificação da nossa produção, dentro de um cenário nacional –, explicou o Prof. Dr. Daniel Aragão, Gerente de Ensino e Pesquisa do HUGG.
Metadados são informações estruturadas que auxiliam na descrição, identificação, gerenciamento, localização, compreensão e preservação de documentos digitais. A relevância dos metadados para a web semântica (a “web inteligente”) está, então, basicamente ligada à facilidade de recuperação dos dados, uma vez que estes terão um significado e um valor bem definidos.
– Nossa proposta, então, é que uniformizemos esse termo colocando “HUGG-Unirio/Ebserh”. Dessa maneira podemos preservar não só a ciência que é produzida na universidade, como preservar nossos parceiros. Afinal, se hoje existem recursos para a instituição HUGG, para produção de pesquisa, devemos isso à Unirio, tanto por meio de investimentos financeiros quanto da utilização dos espaços em que são coletados dados e dos profissionais disponíveis, e à Ebserh que tem trabalhado nesse cenário de perspectiva de investir em pesquisa. Logo, é importante que ambas apareçam em nossas publicações. Com um nome unitermo, poderemos identificar de uma forma única o local onde a pesquisa é executada, no caso o HUGG, e os parceiros envolvidos para além dos pesquisadores, orientandos e professores, caso da Unirio e da Ebserh –, continuou Daniel.
A padronização dos metadados ainda otimiza os procedimentos, já que possui um alto grau de “findability”, que parametriza o quão simples é a localização de um documento quando o usuário, ou o pesquisador, precisa dele, economizando tempo e gerando um sentimento positivo em quem está realizando buscas em indexadores, levando melhorias a todos os envolvidos no processo
– Aqui existem professores e técnicos administrativos de alta qualidade, que investiram em capacitação, muitas vezes por meio da própria Unirio, então temos de privilegiar isso também. Para que apareçam e tenham condição e viabilidade para desenvolvimento da pesquisa, além daquele trabalho rotineiro. Isso é o grande diferencial –, acrescentou o gerente.
E, exatamente por buscar um avanço comunitário, a decisão pela utilização da nova nomenclatura contou com a participação e apoio de outros gerentes da Rede Ebserh; da Pró- Reitoria de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação; da Pró- Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa e da diretoria de Pós-Graduação da Unirio; além da superintendência e da gerência de Atenção à Saúde do HUGG; dos coordenadores de programas acadêmicos, diretores das Escolas e dos pesquisadores.
– Nós temos que sonhar e ter objetivos comuns e tentar produzir dados/resultados que sejam coletivos. Uma vez eu tendo benefícios na minha pesquisa, isso traz o nome da instituição, que consequentemente se torna mais forte. A instituição se tornando mais forte rompe seus próprios muros. Você sai de um ponto para outro e esse movimento começa a envolver e trazer mais pessoas, aumentando o carinho delas pelo hospital, aumentando o desejo de virem para nosso espaço e embarcarem, afinal, todos estarão crescendo juntos –, finalizou Daniel Aragão.
Confira, aqui, o documento oficializando a nova nomenclatura
Sobre a Rede Ebserh
Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) foi criada em 2011 e, atualmente, administra 40 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência.
Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), e, principalmente, apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas.
Devido a essa natureza educacional, os hospitais universitários são campos de formação de profissionais de saúde. Com isso, a Rede Ebserh atua de forma complementar ao SUS, não sendo responsável pela totalidade dos atendimentos de saúde do país.