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LABORATÓRIO
Paciente oncológico terá medicamentos manipulados no Hucam
O Hospital Cassiano Antonio Moraes (Hucam) planeja triplicar o serviço de tratamento de câncer em um ano com a nova farmácia de manipulação de medicamentos quimioterápicos, que já está funcionando.
O Hucam realiza o tratamento cirúrgico e quimioterápico contra a doença, mas tem que preparar os medicamentos em outros hospitais até trazê-los de volta para os pacientes do hospital.
Com a nova instalação, o serviço de oncologia terá condições técnicas e seguras de preparar a dose certa da quimioterapia indicada para o paciente, dentro do hospital, sem ficar limitado à disponibilidade de outras unidades.
No dia 29 de junho, houve uma inspeção com profissionais da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) para revalidar o serviço de oncologia do Hucam. Checaram requisitos técnicos e visitaram a nova farmácia e o hospital-dia, instalação onde a quimioterapia é aplicada.
"A visita serviu para que o Hucam possa ser reavalidado como Unidade de Atendimento de Alta Complexidade em Oncologia, de acordo com a Portaria 140/2014, do Ministério da Saúde. Esse laboratório de manipulação de quimioterápicos vai ampliar, em 12 meses, os atendimentos oncológicos de mil para 3 mil por ano", disse Guilherme Crespo, chefe da Unidade de Oncologia e Hematologia do Hucam.
A portaria em questão, do ano passado, dava prazo de um ano para que todas as unidades do país se readequassem às normas.
"Somos referência em onco-hematologia e a intenção é expandir o serviço de oncologia. Desde o passado houve a ideia de expandir o serviço. Mas, para isso, precisávamos de alguns requisitos. O quimioterápico é necessário para o paciente, mas é extremamente tóxico para o operador, o que exige uma estrutura física, treinamento e equipamentos de segurança adequados", explica Ivy Alcofardo Felisberto, farmacêutica da unidade.
A farmácia de quimioterápicos foi construída de acordo com a Resolução de Diretoria Colegiada 220, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a qual determina o padrão para este tipo de instalação.
A intenção é aumentar a oferta de atendimento para câncer de abdômen, como os de ovário, útero, intestino, gástrico e hepático. Mas apesar do foco nos tumores de abdômen, caso um paciente do hospital for detectado um câncer de pulmão, por exemplo, também será atendido.