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Ministério da Saúde autoriza Ambulatório de Diversidade de Gênero
Evento realizado em 2017 no Hucam pelo combate a LGBTfobia
O Ministério da Saúde deu habilitação neste mês de março para o Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes (Hucam-Ufes) instalar oficialmente o Ambulatório de Diversidade de Gênero. Uma cerimônia para marcar a conquista deve ocorrer no dia 17 de maio, data em que se celebra no mundo o combate à LGBTfobia.
Neste ambulatório são atendidos cidadãos e cidadãs que passam pelo processo de transexualização. O trâmite para a habilitação estava em curso desde 2015. Mesmo assim, desde agosto de 2016, o Hucam oferece o serviço, em caráter piloto. Cerca de 120 pessoas, exclusivamente residentes no Espírito Santo, são acompanhadas pela equipe multiprofissional que o hospital dispõe para esse público.
O time que atua no Ambulatório é composto de urologista, enfermeiro, psicólogo, assistente social, endocrinologista, ginecologista, fonoaudiólogo, psiquiatra e infectologista. Com a habilitação, a remuneração do Sistema Único de Saúde ao hospital pelos serviços realizados sobe de patamar. Além disso, abre oportunidade para que a instituição possa, além de prescrever, ter autorização para comprar os hormônios usados durante a transexualização.
Sobre o nome do ambulatório
A equipe multiprofissional decidiu intitulá-lo como Ambulatório de Diversidade de Gênero em atendimento às diversas formas de manifestação de gênero, que devem ser respeitadas. A equipe decidiu iniciar os atendimentos ambulatoriais mesmo sem habilitação, como forma de absorver a demanda reprimida criada ao longo dos anos e para tentar entender quais eram suas reais necessidades.
A entrada de usuários no programa do Ambulatório de Diversidade de Gênero se dá por meio de reuniões mensais chamadas de “acolhimento”, em que é explicado como se dá o tratamento ambulatorial e as regras de funcionamento. Além disso, são escutadas as expectativas destes usuários, que saem dessa reunião já com encaminhamentos para realização de exames e consultas com assistente social e psicólogo. Após passarem por estes dois profissionais, havendo consenso, o (a) usuário (a) é encaminhado (a) ao endocrinologista. Qualquer profissional que achar necessário pode encaminhar esse (a) usuário (a) ao psiquiatra. A procura está equilibrada quanto ao número de homens trans e mulheres trans. Os usuários tem dado respostas positivas sobre a melhora no acesso para tratamento de suas demandas.