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LOGÍSTICA
Almoxarifado reestruturado depois de uma “boa ideia”
Em busca de boas ideias, o Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes (HUCAM-UFES) ganhou dos funcionários um presente: a equipe do Almoxarifado da unidade, organizou e informatizou todo o setor, com uma excelente climatização. O “cofre do hospital” - onde se guarda ‘milhões’, entre materiais cirúrgicos, medicamentos, equipamentos, grande parte de alto custo - é referência hoje de um local totalmente apropriado, seguro e com cuidados para principalmente evitar comprometimento da saúde do nosso cliente, para guardar materiais médico-hospitalares.
No momento atual, de crise, esse trabalho é bastante oportuno para o evitar o desperdício e, inclusive, manter controle de todo o estoque do HUCAM. Sempre em busca de economia, campanhas vem sendo desenvolvidas para eliminar perda, desatenção e falta de conhecimento técnico, tudo com planejamento.
O superintendente do HUCAM, Luiz Alberto Sobral Vieira Júnior, destacou a importância de ter uma equipe engajada com o trabalho.
” Quando você consegue chegar neste parâmetro, o custo de uma mudança é praticamente zero. Basta ter uma boa ideia para que, ao colocá-la em prática, os resultados sejam visíveis. Foi o que aconteceu no Almoxarifado do HUCAM. Não precisamos comprar uma prateleira: tudo que tem aqui foi reaproveitado de forma harmônica, eficiente, organizada, aproveitando a tecnologia, ou seja, sabemos o que entra, o que sai e qual o nosso estoque. Esse trabalho será o primeiro a receber o ‘Selo Colaborativo’, projeto que será lançado até o final do mês, para as equipes apresentarem resultados através de boas ideias”, aplaudiu Sobral.
A chefe do Almoxarifado, Maria do Carmo Coelho, que explicou a importância da nova reestruturação do setor. “Estamos reorganizando o Almoxarifado porque é nele que se faz toda a guarda do material médico-hospitalar, nutrição, higienização, laboratório, entre outros. Na verdade, eu tenho o cofre do hospital. Todos os materiais distribuídos internamente são guardados aqui. Então, essa reestruturação veio para poder qualificar a guarda do material, ficando fácil encontrar os materiais, espaço esse climatizado. Mantivemos o mesmo espaço, mas na verdade modificamos, sem reforma, sem gasto e sem nova estrutura “, ressaltou.
Segundo Maria do Carmo, a estrutura foi modificada internamente pelos funcionários, com colaboração plena da equipe de trabalho: não teve obra, apenas boa vontade e o trabalho dos funcionários.
“Hoje posso dizer que todo o material médico-hospitalar está armazenado adequadamente, dentro das normas de responsabilidade, com almoxarifado limpo e organizado. Não há falta de material e trabalhamos com o mesmo valor financeiro, com o dobro de material que tínhamos”, finalizou.
O chefe da Divisão de Apoio Diagnóstico e Terapêutico, Dr. Fernando Martins Bermudes, lembrou que esse trabalho possibilita também o controle de saída de material. Sobre o que é pedido, haverá um controle pela média de consumo.
“Quando há aumento de consumo, cobramos por que há esse aumento. Aos professores, a gente sempre pede que nos repassem de fato o que necessitam, para evitar compra perdida, desperdício. Hoje a perda é muito menor, é quase zero por cento, enquanto antes era de 20%”, disse Bermudes.
Com o trabalho de motivação da gestão, “hoje falamos que os funcionários não trabalham para chefia, nem para a direção, mas para a comunidade. É tudo voltado para a nossa clientela”, ressalta Maria do Carmo Coelho.