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“EU, ENFERMEIRO”: tecnologia e inovações como aliadas em prol dos pacientes do HUAP
O Hospital Universitário Antônio Pedro (HUAP) busca sempre dar aos seus pacientes o melhor atendimento, e isso envolve tanto as equipes, quanto os equipamentos utilizados. Em muitos dos casos, a tecnologia pode se tornar uma aliada em cirurgias e no acompanhamento no ambulatório e nas enfermarias. Este mês, a série “Eu, Enfermeiro” conta um pouco mais sobre a atuação de dois profissionais, um do Centro Cirúrgico e outro do “time” de terapia infusional. A Chefe da Divisão de Enfermagem, Fabiana Braga, explica como surgiram esses trabalhos:
- Quando assumimos o cargo, criamos um plano de atuação para entender o que pretendíamos dentro da instituição. A primeira coisa foi criar “times”, e um deles foi o da terapia infusional. Nós vimos a importância dessa terapia no tratamento do paciente. E, com isso, agrupamos pessoas para trabalhar com esse processo, considerando posteriormente a indicação de um enfermeiro dedicado. Outro ponto que observamos como fundamental foi ter um profissional para a perfusão cardíaca. O enfermeiro tem tido protagonismo muito grande de assistência ao paciente nesses dois campos, prestando todos os cuidados necessários em que somos capacitados.
Pensando nisso, Fabiana cita o trabalho de circulação extracorpórea em cirurgias cardíacas no Centro Cirúrgico e na atuação no pós-operatório, caso haja necessidade. O intuito é ter um profissional no hospital que trabalhe desde os descritivos dos insumos utilizados até a saída do paciente. É o que desenvolve o enfermeiro Geison Bilro, por meio de uma máquina de perfusão, que faz as vezes do coração. De acordo com ele, é algo que vem aumentando a tecnologia para diminuir ainda mais as possibilidades de que problemas ocorram durante o processo. Dessa forma, o paciente consegue sair bem da operação.
- O trabalho de enfermagem que desenvolvo no Antônio Pedro é o de interfusão. Aliado diretamente à cirurgia cardíaca, durante o ato operatório, é colocada uma máquina que substitui a função do coração. O médico, para fazer a cirurgia, necessita que o coração esteja parado. Com a máquina, eu consigo realizar toda a circulação do organismo durante a parada do coração. Então, minha atuação principal é justamente no acompanhamento da circulação extracorpórea, ou fora do corpo, na operação -, comenta o enfermeiro.
Geison faz questão de enfatizar a importância de se tratar de um serviço multidisciplinar e contínuo, principalmente considerando o fato de a sala de cirurgia já trazer um estresse muito grande. Assim, o trabalho desenvolvido deve ser conjunto, em prol do usuário. “A entrada e a saída desse paciente na circulação extracorpórea é tensa e demanda cuidados muito importantes. É como um pit stop de Fórmula 1: todo mundo trabalhando dentro do mesmo ambiente, mas com sua responsabilidade. Eu tenho orgulho de falar que faço parte dessa equipe”, complementa.
Inovação no trabalho de terapia infusional em benefício do paciente e do hospital
O “time” de terapia infusional foi criado em 2016, com o plano de ação criado pela Divisão de Enfermagem. A ideia era ter uma equipe que se dedicasse a esses pacientes. No entanto, desde o princípio, ela era composta por coordenadores de diversos setores. Dessa forma, algumas ações eram desenvolvidas, mas não tudo aquilo que os enfermeiros desejavam, por não estarem exclusivos naquela função e carecerem de tempo. Bom, isso até este ano. Pensando na melhoria do trabalho e em inovar o serviço, a enfermeira Danielle Souza fez uma proposta:
- Sempre gostei do tema, por isso pedi para fazer parte do “time” desde que surgiu. Então, sugerimos e a chefia concordou em ter um enfermeiro coordenador dedicado para conseguirmos de fato avançar nessa questão. E eu fui indicada para ocupar essa função. É uma inovação ter um enfermeiro exclusivo, são poucos os hospitais no Brasil com esse trabalho. Com o profissional dedicado, é possível desenvolver um serviço melhor. Acreditamos que vai ser um ganho não só para os pacientes, como para a instituição e para os pacientes. Estamos buscando também diminuir os gastos pela unidade e o tempo de enfermagem desprendido nesse processo.
Hoje, ela se dedica a coordenar esta equipe, que tem o objetivo de melhorar e adequar as boas práticas na terapia infusional como um todo. Segundo Fabiana, com um profissional dedicado é possível “diminuir o índice de infecção, realizar treinamentos e ter uma equipe ainda mais capacitada”. Danielle esclarece que é feito o acompanhamento das necessidades de cada setor, para construir um banco de dados que mostre o panorama geral para, assim, atuar da maneira mais adequada com os profissionais. A consequência disso? Benefício aos usuários, que é sempre o foco do trabalho do enfermeiro.
- A grande maioria dos pacientes, quando entra no hospital, vai receber algum tipo de terapia infusional, por acesso periférico, central ou até pelos dois. Então, a gente gerencia esse processo, além de desenvolver um trabalho fundamental na manutenção. Fazemos uma avaliação mensal de todos os acessos venosos que os pacientes têm aqui no HUAP para ter um planejamento de onde precisamos estar atuando. Nossa atuação é desde os ambulatórios até setores de exames e o Centro Cirúrgico. É uma equipe que trabalha implantando treinamentos periódicos, com ações para trazer melhorias ao cuidado -, finaliza Danielle.
Felicidade em ver o resultado do trabalho
Para os enfermeiros, a principal consequência de seus trabalhos é ver o resultado positivo nos pacientes. Danielle se sente lisonjeada e com uma grande responsabilidade nas mãos: “vejo que temos um caminho amplo a seguir. Considerando as características dos usuários do HUAP, de quem vai e volta muitas vezes ao hospital, se torna ainda mais necessário que tenhamos alguém focado nisso, com intuito de trazer inovações que beneficiem os pacientes. Fico feliz que seja eu”. As palavras de gratidão são reforçadas pelo colega Geison:
- É gratificante, porque me sinto inserido no cuidado com o paciente e totalmente responsável por ele conseguir ter plenitude na operação. A satisfação do pós-operatório, poder ver esse paciente acordando, levantando e podendo voltar para a sua família, é muito prazeroso, tanto pelo lado profissional, quanto pessoal e humano. Eu cito algo que, nos últimos tempos, tem se falado com frequência: aquela pessoa que está ali é o amor de alguém, então, devolver esse paciente bem à sua família compensa mais que qualquer coisa.
Unidade de Comunicação Social (UCS)