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AGOSTO DOURADO
Informação ajuda tornar o processo da amamentação mais efetivo e duradouro
Foto: Freepik
Agosto é o mês dedicado ao incentivo do aleitamento materno. A data chama atenção para a importância da prática e mobiliza profissionais de saúde, gestantes e mães. O objetivo principal é auxiliar as mulheres nesse processo delicado da amamentação.
O leite materno é um alimento tão rico para o recém-nascido, que é preconizado ser a nutrição exclusiva do bebê até os primeiros seis meses de idade, não havendo necessidade sequer de dar água ou chás, por exemplo. Oferece inúmeros benefícios fisiológicos, com adequadas quantidades de nutrientes e elementos que fortalecem a imunidade do bebê. Além disso, o ato de mamar estimula o desenvolvimento motor, neurológico e afetivo do recém-nascido e o vínculo dele com a mãe.
A neonatologista do Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora (HU-UFJF, sob gestão da Ebserh), a médica Eduarda de Souza, ressalta a importância de estimular a prática. “O leite materno é o alimento mais completo que existe na natureza. Para a mãe que amamenta, ele diminui o risco de hemorragias, de câncer de mama e ovários. Para o bebê, previne doenças, favorece o desenvolvimento global da criança, além de ser mais um momento de conexão entre mãe e bebê. Já para a família, ajuda na questão econômica, pois não tem custo”, enfatiza.
A fonoaudióloga Marcela Rosa explica que as gestantes podem ser orientadas também quanto às técnicas de amamentação, cuidados com as mamas e prevenção de mastites. “Após o nascimento do bebê, é importante que sejam orientadas quanto à prática de correção de técnicas, avaliação de alterações no freio lingual, técnicas de armazenamento de leite, estratégias para retorno ao trabalho e até o desmame gradual”, enumera a profissional.
Segundo a neonatologista Eduarda, o desmame muitas vezes passa por uma questão cultural, no qual a mulher acredita que seu leite é fraco ou insuficiente. Por isso, “buscar informações e ajuda pode tornar o processo da amamentação mais efetivo e duradouro. Prevenir o desmame precoce é uma questão de saúde pública”, destaca.
Cerca de seis milhões de vidas são salvas por causa do aumento das taxas de amamentação exclusiva até o sexto mês de idade, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). A prática protege a criança de doenças como diarreia, infecções respiratórias e alergias, além de evitar o risco de desenvolver hipertensão, colesterol alto, diabetes e obesidade na vida adulta. Diante desses dados, a Organização Mundial da Saúde estabeleceu como meta aumentar em 50% a taxa de aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses de vida até 2025. No Brasil, a amamentação exclusiva alcança 45,8% dos bebês com até seis meses, de acordo com dados no Ministério da Saúde.
Sobre a Ebserh
O Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora (HU-UFJF) faz parte da Rede Ebserh desde 2014. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 41 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.