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OSCE
Exame Clínico Objetivo Estruturado é realizado pela primeira vez no HU-UFJF
O Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora (HU-UFJF), sob gestão da Ebserh, foi pela primeira vez local da realização do Exame Clínico Objetivo Estruturado (OSCE - Objective Structured Clinical Examination). Mais de 250 acadêmicos dos últimos períodos do curso de Medicina da UFJF puderam ser avaliados em competências e raciocínio clínico em um ambiente realístico, ou seja, dentro de um hospital.
Durante a formação médica, os futuros profissionais são avaliados além dos conceitos teóricos, sendo importante conhecer as competências clínicas, com observação direta, capacidade de colher histórias, comunicação, controle das emoções, realização de exame físico e execução de procedimentos. Dessa forma, o OSCE passou a ser um exame padrão utilizado internacionalmente.
Ele é baseado na rotatividade, dividido por estações, que podem ser uma sala ou uma mesa. Nela é simulado um atendimento, com dados preliminares da situação do paciente. Assim, os alunos percorrem as estações e têm um período pré-estabelecido para realizar o exercício. Durante a aplicação, os estudantes são avaliados por um professor ou instrutor, por meio de um checklist objetivo, considerando aspectos de conhecimentos técnicos, habilidades com o paciente e raciocínio diagnóstico.
O professor João Carlos Arantes Júnior, um dos coordenadores do OSCE, juntamente com os professores Lígia do Amaral e Diego Sarkis, explica que o objetivo é testar habilidades e competências. “Queremos saber se eles conseguem realmente atender um paciente com qualidade, humanismo, dedicação, com os cuidados básicos”. Além disso, o teste é muito importante porque esses alunos vão prestar prova de residência, e a maioria das provas de residência hoje exige esse tipo de atividade, então esse aprendizado para eles é importante. A adesão foi de praticamente 100% dos acadêmicos dos quatro últimos períodos de Medicina, envolvendo diversas especialidades, acrescenta o professor.
Giovanna Alves, aluna do 12º período do curso de Medicina, participou e afirmou ter achado muito boa a avaliação. “É uma maneira da gente aprender como são as coisas na prática, ver nossos pontos de falha, em que precisamos melhorar, estar realmente preparada para chegar no lugar, ver a situação, esquematizar o pensamento rápido e vê o que vai fazer”, pontua.
Compartilha da mesma opinião o aluno Arthur Negri, também do 12º período: “Foi muito bom, acho que temos que ter esse tipo de experiência tanto para prova de residência, até por padrão internacional, que é uma ferramenta muito utilizada para avaliar o profissional”. Para a nossa formação médica, auxilia a sistematizar, principalmente o exame clínico, organizar o pensamento e estruturar o que a gente tem que fazer, analisa. Quando a gente tem o feed back no final, podemos identificar o que faltou, até pelo nervosismo da prova, mas que é importante no dia a dia, conclui.