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HPV: Saiba mais sobre riscos, prevenção e a importância da vacinação
Imagem: Freepik.
Você sabia que o Papilomavírus humano (HPV) é uma das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) mais comuns no mundo? Além disso, ele está associado ao desenvolvimento de vários tipos de câncer, como o de colo do útero, ânus e orofaringe.
Segundo o Ministério da Saúde, o HPV é um grupo composto por aproximadamente 200 tipos de vírus já identificados, sendo que pelo menos 14 são classificados como de alto risco para o desenvolvimento de câncer. Entre eles, os tipos 16 e 18 são responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer do colo do útero. Já os tipos 6 e 11 estão associados a 90% das ocorrências de verrugas genitais.
Neste Dia Internacional de Conscientização sobre o HPV (04/03), especialistas da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), incluindo o Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU), reforçam um recado essencial: a prevenção está ao alcance de todos e pode salvar vidas.
Como o HPV é transmitido?
O HPV é um vírus de fácil transmissão e pode infectar a pele e as mucosas de homens e mulheres, provocando verrugas genitais e lesões precursoras de câncer, principalmente no colo do útero, além de ânus, pênis, orofaringe e vulva. A transmissão ocorre principalmente durante relações sexuais, incluindo contato vaginal, anal e oral, podendo ocorrer mesmo sem penetração, apenas pelo contato pele a pele na região genital.
Além disso, o HPV pode ser transmitido da mãe para o bebê durante o parto, embora essa forma de transmissão seja menos frequente. Já a transmissão através de superfícies, toalhas, roupas íntimas e vasos sanitários não pode ser completamente descartada e requer mais investigações para entender sua importância clínica.
Diagnóstico
Na maioria das vezes, a infecção pelo HPV não apresenta sintomas. O diagnóstico é realizado por meio de exames complementares, como testes de biologia molecular para identificação do vírus, exame preventivo (colpocitologia oncótica), colposcopia e, quando necessário, biópsia. Quando há sintomas, o principal achado clínico são as verrugas genitais. O HPV pode também causar coceira, ardência ou manchas na região das verrugas.
Tratamento
O tratamento do HPV varia de acordo com o tipo e a gravidade das lesões, podendo ser:
- Lesões benignas (verrugas genitais): tratamento com medicamentos ou remoção cirúrgica.
- Lesões precursoras de câncer: tratamento cirúrgico, como excisão da zona de transformação (EZT) ou conização.
- Câncer associado ao HPV: o tratamento depende do estágio da doença e pode envolver cirurgia, quimioterapia, radioterapia, entre outras abordagens.
Medidas Protetivas
A prevenção do HPV é essencial para reduzir o risco de infecção e evitar sua evolução para o câncer do colo do útero e suas lesões precursoras. Nesse contexto, destacam-se o uso de preservativos, que oferecem proteção parcial contra a infecção, e a vacinação, considerada a estratégia mais eficaz de prevenção, que deve ser administrada antes do início da atividade sexual.
A vacina Quadrivalente (Gardasil), disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), protege contra quatro tipos de HPV (6, 11, 16 e 18) e está disponível para os seguintes públicos:
- Meninas e meninos de 9 a 14 anos: essa faixa etária é priorizada devido à melhor resposta imunológica antes do início da vida sexual ativa. O esquema vacinal é de dose única.
- Jovens de 15 a 19 anos: para jovens que não receberam a vacina no período recomendado, o esquema também é de dose única.
- Outros grupos: a vacina quadrivalente também está disponível no SUS para: homens e mulheres transplantados de órgãos sólidos ou de medula óssea (três doses); pacientes oncológicos (três doses); pessoas vivendo com HIV/Aids (três doses); Imonossuprimidos por doença e/ou tratamento com drogas imunossupressoras (três doses); vítimas de violência sexual (duas a três doses, a depender da faixa etária); pessoas com Papilomatose Respiratória Recorrente (três doses) e usuários de PrEP -Profilaxia Pré- Exposição ao HIV ( três doses).
Rede Ebserh
O HC-UFU faz parte da Rede Ebserh desde maio de 2018. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.