Notícias
DISFAGIA
Dia Nacional da Atenção à Disfagia é lembrado nesta quarta (20)
Sabe aquela sensação que sentimos quando engolimos, de “arranhar”, ou quando a comida ou bebida fica “presa” na passagem da garganta? O nome correto é disfagia, dificuldade de engolir alimentos, líquidos ou saliva em qualquer etapa do trajeto da boca ao estômago.
Fernanda Targon, fonoaudióloga da Unidade de Reabilitação do Hospital de Clínicas da Universidade de Uberlândia (HC-UFU/Ebserh) explica que a disfagia geralmente é um sintoma prolongado, que está associado a alguma alteração de base: sendo neurológica (AVC, Parkinson, demências, TCE) ou mecânica (câncer de cabeça e pescoço, traumas de face). A prematuridade e o envelhecimento também são considerados fatores de risco.
A disfagia é caracterizada por um desconforto que pode provocar: dor ao engolir, engasgos, tosse frequente (durante ou após comer e beber), sensação de alimento parado na garganta, dificuldade ou lentidão durante a alimentação e até pneumonias de repetição.
Segundo a fonoaudióloga, esses desconfortos são um alerta e um sinal de que é preciso procurar um especialista: “A disfagia é uma das especialidades do fonoaudiólogo, portanto, este profissional está habilitado a realizar avaliação da deglutição para identificar quais as alterações existentes e elaborar um planejamento terapêutico visando a reabilitação”.
Somente nos dois primeiros meses deste ano (2024), a Unidade de Reabilitação do HC-UFU realizou 397 avaliações e 532 atendimentos terapêuticos para reabilitação. O tratamento da disfagia é multidisciplinar e nele estão envolvidos médicos, fonoaudiólogos, nutricionistas, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos e assistentes sociais. Cada profissional tem sua função no tratamento da disfagia.
A especialista alerta que nem sempre a disfagia está ligada a uma doença: “Temos as presbifagias, que são as alterações de deglutição em decorrência do envelhecimento; as disfagias em neonatos/prematuros; as disfagias consequentes ao uso medicações que podem secar a boca (xerostomia) ou podem levar a uma alteração do estado de alerta do paciente”. Então o ideal, é sempre observar os sintomas e procurar ajuda especializada.
Rede Ebserh
O Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU) faz parte da Rede da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Rede Ebserh) desde maio de 2018. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 41 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo em que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.