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NOVEMBRO AZUL
Especialistas alertam para diagnóstico precoce do câncer de próstata, que aumenta a chance de cura
Belo Horizonte (MG) - Segundo tipo mais comum entre os homens (atrás apenas do tumor maligno de pele não melanoma), o câncer de próstata tem evolução silenciosa e não pode ser evitado, mas o diagnóstico precoce aumenta a chance de cura, que chega a 90% dos pacientes que descobrem cedo a doença. Daí a importância da campanha Novembro Azul, que promove a conscientização e reforça os cuidados com a saúde dos homens, incentivando-os a buscar atendimento nas Unidades Básicas de Saúde espalhadas pelo Brasil, a porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS). Especialistas do Hospital das Clínicas da UFMG e da Rede Ebserh esclarecem sobre o tratamento.
O urologista Marcelo Esteves e também coordenador do Centro de Treinamento e Educação Cirúrgica (Cetec) do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (HC-UFMG) destaca que os homens vivem, em média, sete anos menos do que as mulheres e uma das causas para essa diferença é a resistência a realizar um cuidado maior com a saúde. “Por uma série de questões culturais e educacionais, geralmente, eles só procuram o serviço de saúde quando perdem sua capacidade de trabalho. Com isso, perde-se um tempo precioso de diagnóstico precoce ou de prevenção, já que chegam ao serviço de saúde em situações-limite”, afirma Esteves.
Como diversos tipos de câncer, o de próstata é silencioso. Muitos homens não apresentam sintoma ou, quando apresentam, são semelhantes aos do crescimento benigno da próstata, como dificuldade de urinar ou frequência elevada de micção. Daí, a importância do exame para chegar ao diagnóstico preciso. Já na fase avançada, o paciente pode apresentar dor óssea e sintomas urinários e evoluir para infecção generalizada ou insuficiência renal.
Tratamento
Marcelo Esteves explica que quando o câncer é diagnosticado no início e está localizado ainda dentro da próstata, com a cirurgia, por exemplo, é possível curar entre 85% e 90% dos pacientes. “Se o tumor já estiver avançado e saído da próstata, a eficiência do tratamento cai muito e, nesses casos, a intenção não é mais curativa, e sim, paliativa. Por isso, é fundamental que todos os homens procurem um urologista para um diagnóstico preciso”, alerta.
Esteves afirma que a questão cultural impede a detecção precoce da doença por desinformação e preconceito. Isso agrava o quadro de saúde. “Os homens relutam em realizar o exame de toque retal devido ao preconceito típico do machismo. Vagarosamente, isso vem diminuindo, mas, infelizmente, muitos ainda não buscam ajuda no consultório por receio de se submeter ao exame do toque retal. Este exame é rápido e indolor. O homem inteligente é o homem que se cuida”, relata Marcelo Esteves.
Novembro Azul no HC-UFMG
Um mês importante para refletirmos sobre os cuidados com a saúde masculina o ano todo. Pensando nisso, o HC-UFMG/Ebserh vai promover uma live no dia 07/11, às 15h. Os médicos urologistas do Hospital das Clínicas da UFMG e professores da Faculdade de Medicina Paulo Cézar Martins, Marcelo Campos, Augusto dos Reis, vão abordar os temas câncer e outras doenças da próstata, além de disfunção sexual masculina. Para participar, basta acessar o YouTube do Centro de Telessaúde do HC-UFMG (https://www.youtube.com/centrodetelessaudeHCUFMGRTMG), pouco antes do horário marcado.
Para chamar a atenção, durante o Novembro Azul o Hospital das Clínicas da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) está com uma exposição de 3 réplicas da estátua do menino de Bruxelas (Manneken Pis) com a seguinte mensagem: “A diminuição do jato de urina pode indicar alguns problemas de saúde, sendo as doenças da próstata, o principal deles.” As estátuas representam a intensidade do jato de urina e o último boneco faz uso de sonda urinária.
Durante o mês, a fachada do HC-UFMG estará iluminada de azul para lembrar sobre a importância da prevenção e cuidado com a saúde e, com o apoio da Escola de Enfermagem, também será realizada abordagem educativa com a entrega e panfletos aos frequentadores do Campus Saúde da UFMG.
Por Moisés de Holanda, com revisão de Danielle Campos
Tags: Ebserh, Novembro Azul, diagnóstico, tratamento, câncer de próstata