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Ciclo de palestras e troca de experiências marcam o Dia da Criança Traqueostomizada no HUGV-Ufam
MANAUS (AM) - Um dia de palestras, troca de experiência, informação científica e orientação para os profissionais de área de saúde marcou o Dia da Criança Traqueostomizada no Hospital Universitário Getúlio Vargas, da Universidade Federal do Amazonas (HUGV-Ufam), vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). As atividades foram realizadas no dia 20 de fevereiro e envolveram profissionais da Unidade de Cabeça e Pescoço e da Residência Médica do HUGV e da Fundação Hospital Adriano Jorge.
A médica Mariana Raposo Monteiro, otorrinolaringologista pediátrica do HUGV-Ufam/Ebserh, falou sobre a importância da data, que foi definida pela Academia Brasileira de Otorrinolaringologia Pediátrica (ABOPe), Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF) e pela Sociedade Brasileira de Pediatria.
“Esta data é fundamental para dar visibilidade a uma realidade que ainda gera medo e muitas dúvidas. A traqueostomia não significa o fim das possibilidades da criança. Em muitos casos, é justamente o que permite que ela respire com segurança, tenha alta hospitalar e volte para casa, convivendo com sua família”, explicou a médica.
Segundo ela, o Dia da Criança Traqueostomizada é celebrado em todo o Brasil no dia 18 de fevereiro, instituído pela lei 14.249/2021 com o objetivo de promover conscientização e esclarecer dúvidas sobre os cuidados que essas crianças precisam. “A data chama a atenção de profissionais de saúde, pais e familiares para a importância do acompanhamento por uma equipe multidisciplinar, que é essencial para diminuir o risco de complicações e garantir mais segurança no dia a dia”.
Mariana Raposo explicou que a traqueostomia é um procedimento médico em que é realizado um orifício (buraco) na frente do pescoço, acessando diretamente a traqueia, permitindo a entrada do ar diretamente para os pulmões. É indicada quando há dificuldade respiratória importante, ajudando na respiração quando há obstrução da via aérea acima da traqueostomia ou quando há necessidade de suporte ventilatório (ajuda de aparelhos para respirar). O objetivo principal é garantir uma via aérea segura, reduzindo riscos e melhorando a qualidade de vida da criança.
“Por isso, nós reforçamos que o cuidado não termina após a cirurgia. É preciso orientação adequada, acompanhamento regular e apoio contínuo às famílias, que passam a assumir parte importante dos cuidados em casa. Informação correta, preparo e acompanhamento profissional fazem toda a diferença para reduzir riscos e melhorar a qualidade de vida dessas crianças”, acrescentou a otorrinolaringologista.
As palestras realizadas no HUGV foram conduzidas por cirurgião torácico, fisioterapeuta, fonoaudiólogo e otorrinolaringologista, com foco no público da área assistencial do hospital. “É fundamental compreender que a traqueostomia exige cuidado técnico rigoroso, mas também sensibilidade, por isso os profissionais devem estar capacitados para o manejo adequado da cânula, para a identificação precoce de complicações, para orientar as famílias e para o trabalho em equipe multiprofissional”, esclareceu a médica.
Além dessas orientações técnicas, o encontro serviu para reforçar a importância de combater estigmas e garantir um atendimento humanizado para as crianças e suas famílias. “O público em geral precisa entender que a traqueostomia não impede a criança de brincar, aprender ou se desenvolver. Com orientação e acompanhamento adequados, essas crianças podem frequentar escola, participar da vida social e ter qualidade de vida. Informação reduz preconceito. Quanto mais a sociedade compreende o tema, mais acolhedor se torna o ambiente para essas crianças e suas famílias”, acrescentou.
Sobre a Ebserh
O HUGV-Ufam faz parte da Rede Ebserh desde 2013. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.
Sinval Paulino
Coordenadoria de Comunicação Social