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SAÚDE RENAL
HU-Unifap realiza ação em alusão ao Dia Mundial do Rim
Macapá (AP) – O Hospital Universitário da Universidade Federal do Amapá (HU-Unifap), vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), promove programação especial no Dia Mundial do Rim, 12 de março, na Unidade Básica de Saúde (UBS) da Universidade Federal do Amapá (Unifap). A ação tem por objetivo orientar a população em geral quanto a importância do rastreio precoce da função renal e oferecer coleta de sangue para dosagem da creatinina. Foram atendidas 70 pessoas.
O médico nefrologista, Hivis Sousa, destaca a importância da campanha em levar informação de forma simples e clara, sobre prevenção, diagnóstico e tratamento precoce da Doença Renal Crônica (DRC). “É uma forma de conscientizar os grupos de risco, como: diabéticos, hipertensos, cardíacos e pessoas com histórico familiar de doença renal”, disse
Na programação, foram realizadas palestra com médico nefrologista, coleta de sangue para dosagem de creatinina, café da manhã para comunidade, distribuição de brindes e panfletos educativos, verificação de pressão arterial, glicemia capilar e cálculo de ICM.
Vale ressaltar que os participantes com exames alterados serão encaminhados para consulta médica com nefrologista no ambulatório do HU-Unifap, para possível investigação e controle da função renal.
De acordo com a enfermeira nefrologista, Raquel Silva, o HU-Unifap atende pessoas que necessitam de suporte renal artificial, principalmente Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulto. Em 2025, foram realizadas cerca de 350 hemodiálises. “No hospital, 2 médicos nefrologistas, conduzem atendimentos no ambulatório, acompanhando pessoas em investigação, controle e conservação da função renal, para evitar a progressão para a forma grave da DRC”, afirmou.
A doença renal pode ser prevenível e, quando diagnosticada precocemente, pode ser controlada. Para detectar problemas renais, são recomendados exames de creatinina e exame de urina. Segundo especialistas, os sintomas variam de acordo com a causa da doença e podem incluir dor lombar, fadiga e fraqueza, perda de apetite, náusea e vômitos, edemas e alterações na urina.
Hivis Sousa, alerta que a Doença Renal Crônica é silenciosa e não apresenta sintomas evidentes nos estágios iniciais, podendo evoluir para complicações graves sem que a pessoa perceber. “O rastreio precoce com exames simples e barato, como a dosagem da creatinina no sangue e o exame de urina, permite diagnóstico e tratamento precoce, reduzindo o risco de complicações graves”, afirma.
Existem dois tipos de pacientes renais: os agudos, que apresentam declínio repentino da função renal, levando a um aumento da creatinina sérica e/ou redução do débito urinário; e os crônicos, que sofrem perda progressiva e irreversível da função renal.
Prevenção
Segundo o nefrologista, existe oito regras de ouro, que podem ajustar na prevenção da doença: mantenha-se em forma, praticar atividade física; ter uma dieta saudável, evitar alimentos ultraprocessados ou ricos em sal; verificar e controlar a glicose no sangue; verificar e controle sua pressão arterial; manter uma ingesta de líquidos adequada; não fumar; não consumir medicamentos anti-inflamatórios regularmente e dosar a Creatinina no sangue e fazer exame de urina, caso tenha um ou mais fatores de risco.
Saiba mais
A campanha do “Dia Mundial do Rim”, é realizada anualmente no dia 13 de março, onde teve seu início em 2006, realizado por profissionais de saúde ligados a Nefrologia, no Brasil é coordenada pela Sociedade Brasileira de Nefrologia, com o objetivo de reforçar e disseminar informações sobre as doenças renais, em especial a Doença Renal Crônica, cujo a temática de 2026 é: “Cuidar de pessoas, e proteger o planeta”
Segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia A doença renal crônica (DRC) é um desafio crescente de saúde global, afetando 1 em cada 10 pessoas em todo o mundo. Frequentemente silenciosa nos estágios iniciais, a DRC pode progredir sem ser notada, causando graves consequências à saúde, impactando indivíduos, famílias e comunidades. “A doença aumenta significativamente o risco de complicações cardiovasculares, reduz a qualidade de vida e pode evoluir para insuficiência renal, onde a sobrevivência depende de terapias de substituição renal que mantêm a vida, como diálise ou transplante”.
Sobre a Ebserh
O HU-Unifap faz parte da Rede Ebserh desde 2022. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.
Por Neurizete Duarte
Coordenadoria de Comunicação Social/Ebserh