Notícias
Prevenção
Ação no HDT-UFT/Ebserh reforça importância do tratamento ao HIV/Aids e desmistifica estigmas
Elaboração de folder contendo uma história em quadrinhos, que mostra as consequências ao interromper o tratamento ao HIV/Aids, e uma roda de conversa entre profissionais e acompanhantes de pacientes com a realização da dinâmica “mito e verdade”, estratégia lúdica e interativa para envolver os participantes e proporcionar um espaço de aprendizado e reflexão acerca do assunto.
Esses foram os produtos resultado da disciplina de "Educação em saúde e abordagem interdisciplinar e interprofissional" do primeiro semestre do Programa da Residência Multiprofissional em Saúde Coletiva, do Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Tocantins (HDT-UFT), instituição filiada à Rede da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).
A preceptora dos residentes, Karina Silva explica que pelo fato da ênfase do programa de residência ser em infectologia, e o tema ainda ser rodeado de mitos, a temática foi a sugestão principal. “As práticas de educação em saúde são inerentes ao trabalho em saúde e por isso a importância de trabalhá-la e incentivá-la na residência, visto que os profissionais residentes estão em formação e poderão levar essa prática para a vida profissional”.
“A educação em saúde é um processo político pedagógico que requer o desenvolvimento de um pensar crítico e reflexivo dos profissionais de saúde e tem a finalidade de conduzir o indivíduo à sua autonomia, sendo capaz de propor e opinar nas decisões de saúde para cuidar de si, de sua família e de sua coletividade e não apenas atuar como sujeito passivo”, finaliza.
O residente nutricionista Igor Santos da Silva ressalta que após uma análise do público atendido no hospital e de alguns relatos observados em consultas, foi identificado uma grande prevalência de indivíduos com várias dúvidas e alguns tabus sobre o diagnóstico e tratamento do HIV. “Outro ponto chave foi em relação a adesão ao tratamento, pois grande parte dos indivíduos que chegaram a ser internados, a principal causa esteve relacionada a infecções oportunista devido a falhas na adesão ao tratamento. Dessa forma, elaboramos um folder ilustrativo onde chamasse a atenção e prendesse o leitor de forma lúdica”.
Os residentes distribuíram o folder aos usuários e deixaram disponíveis em locais estratégicos do hospital, além da versão digital, que pode ser acessado no site, clique aqui para conferir .
Sobre a dinâmica, a residente psicóloga Glenda Maria Cunha de Carvalho destaca que a ação foi pensada no intuito de desmistificar e contribuir para a divulgação das diferentes formas de prevenção às Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST’s), com foco no HIV. “A novidade na divulgação foi a PrEP (Profilaxia Pré-Exposição) e a PEP (Profilaxia Pós-Exposição), ambas ofertadas no SUS desde 2018, mas ainda é pouco conhecida pela maioria das pessoas. Outro intuito com a ação é contribuir com a diminuição do estigma em relação às pessoas vivendo com HIV”.
“Ao abordar mitos e verdades relacionados ao HIV e às medidas de prevenção, nossa equipe pôde esclarecer informações errôneas e fornecer conhecimentos atualizados sobre o tema. Consideramos que a ação foi um sucesso, pois contribuímos com a divulgação de informações sobre a prevenção ao HIV e outras IST 's e principalmente, com o combate ao estigma dessa população. Quando falamos de estigma, estamos falando de algo enraizado e difícil de combater, se conseguirmos modificar o posicionamento e postura, ainda que de poucas pessoas, já é muito valioso e impactante para esse grupo historicamente violado”.
Para a psicóloga, a PrEP e a PEP são medicamentos que podem evitar a infecção por HIV e isso é fantástico, um avanço em termos de tecnologia científica e de política pública, pois ele é ofertado pelo SUS. “Acreditamos que essa é uma informação que precisa ser divulgada e precisa chegar nas pessoas. É importante também falar sobre as formas de prevenção já conhecidas, fortalecer as informações e trazer as novas tecnologias que podem contribuir com o reforço da prevenção de grupos mais expostos ao risco de infecção por HIV. A ação também desmistificou ideias falsas que ainda persistem no imaginário da população sobre as pessoas que vivem com HIV, isso contribui com o combate ao estigma desse grupo”, conclui.
Sobre a Rede Ebserh
O HDT-UFT faz parte da Rede Ebserh desde 2015. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 41 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.