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EXCELÊNCIA
Centro de Reprodução Assistida de Natal é referência norte-nordeste
O Centro de Reprodução Assistida (CRA) da Maternidade Escola Januário Cicco, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (MEJC-UFRN) e filiada a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), criado em 2013 com investimento de R$ 1.169.257,51, veio preencher uma lacuna na assistência aos casais que possuem algum tipo de problema de infertilidade, a qual se categoriza pela incapacidade de se obter uma gestação, após um ano de tentativas mantendo relações sexuais frequentes sem o uso de contraceptivos.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 278 mil casais não conseguem ter filhos no Brasil, o que representa 15% do total e, a OMS ainda revela que, um a cada cinco casais apresenta algum tipo de problema. Os fatores podem ser tanto de origem feminina como masculina.
A especialista em reprodução assistida e coordenadora do centro, Mychelle Garcia, explica os fatores clínicos que causam a infertilidade nas mulheres variam desde problemas anatômicos até problemas hormonais, enquanto que nos homens, os fatores estão relacionados diretamente a avaliação qualitativa e quantitativa de espermatozoides.
“Quando o fator é feminino, as causas mais frequentes são os fatores tubários, decorrentes de processos inflamatórios ou da endometriose e problemas hormonais relacionados a problemas de amadurecimento, rompimento e ou baixa reserva de óvulos. Já no lado masculino, a triagem do sêmen norteia o caminho a ser seguido”, afirma.
A paciente do CRA da maternidade, Elisângela Cabral, bacharel em direito, descobriu aos 31 anos um fator tubário que a tornava infértil e diminuía a probabilidade de uma gestação emesmo passando por cirurgia, o casal teve que partir para a fertilização in vitro (FIV). “Ano passado a gente tentou engravidar particular numa FIV e nós não tivemos sucesso”, disse.
Em sua segunda tentativa, desta vez pelo SUS – o Sistema Único de Saúde –, a gestação evoluiu. Hoje grávida de gêmeos aos 37 anos, “Elis” talvez não tivesse conseguido engravidar sem o tratamento de fertilização.
“Para nós foi uma alegria muito grande, o nosso presente veio em dobro”, diz a paciente que está prestes a dar à luz a Miguel e a Gabriel.
O centro oferece toda a assistência médica, psicológica e multidisciplinar de enfermeiros e assistentes sociais aos casais que entram no programa, através do SUS. Trabalha com tratamentos de baixa complexidade, que se caracteriza pela identificação de fatores clínicos ou cirúrgicos que possam adequar um tratamento e fazer com que esse casal obtenha o sucesso da gestação.
Habilitado em oferecer técnicas como: inseminação artificial, fertilização in vitro (FIV) e a Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoides (ICSI), o centro chega a realizar por ano cerca de 4.000 consultas e só em 2016, foram realizados 221 (duzentos e vinte e um) procedimentos.
Todos os casais são referenciados pela rede de saúde e o atendimento obedece a ordem do cadastramento, tendo em vista a grande demanda.
“As pacientes devem vir encaminhadas do SUS, de algum médico que faça nela o diagnóstico de infertilidade. Desta forma, todos os casais passam pela consulta médica onde se investigam todos os fatores relacionados à infertilidade. É importante a avaliação da saúde como um todo e de outros diagnósticos que possam implicar no prognóstico do tratamento ou na saúde do futuro bebê”, comenta Mychelle.
Sobre a Ebserh
A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), estatal vinculada ao Ministério da Educação, administra atualmente 39 hospitais universitários federais. O objetivo é, em parceria com as universidades, aperfeiçoar os serviços de atendimento à população, por meio do SUS, e promover o ensino e a pesquisa nas unidades filiadas. O órgão, criado em dezembro de 2011, também é responsável pela gestão do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf), que contempla ações nas 50 unidades existentes no país, incluindo as não filiadas à Ebserh.