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CONSCIENTIZAÇÃO
HUPAA reforça combate a lesões e doenças osteomusculares no trabalho
A servidora Ana Márcia já teve lesão decorrente de esforço repetitivo e hoje participa assiduamente da ginástica laboral
Maceió (AL) – As Lesões por Esforços Repetitivos (LER) e os Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT) são as síndromes que mais acometem os trabalhadores brasileiros e estão entre as principais causas de afastamento ocupacional. Os principais distúrbios incluem tendinites (inflamação dos tendões), bursites (inflamação nas articulações), mialgias (dores musculares) e a Síndrome do Túnel do Carpo, condição causada pela compressão do nervo mediano do punho, resultando em dor, formigamento e fraqueza na mão.
No Dia Mundial de Combate à LER e DORT, profissionais do Hospital Universitário Professor Alberto Antunes, da Universidade Federal de Alagoas (HUPAA-Ufal), alertam sobre riscos, prevenções e tratamento do problema. O HUPAA-Ufal é vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).
Distúrbios comprometem capacidade funcional
De acordo com o médico do trabalho Anderson Moura, do HUPAA, os sintomas provocam a redução da produtividade do trabalhador, seja por ele necessitar de mais tempo para executar as tarefas ou por trabalhar com desconforto constante. Segundo Moura, mesmo quando não há afastamento formal, ocorre o chamado “presenteísmo”, em que o profissional está presente fisicamente, mas com rendimento reduzido devido à dor.
“Nos casos mais graves ou quando o diagnóstico é tardio, pode haver afastamentos prolongados, aumentando os índices de absenteísmo e gerando custos indiretos com substituições, sobrecarga da equipe e impacto organizacional. Portanto, esses problemas afetam não apenas a saúde individual, mas também o desempenho coletivo e a sustentabilidade do ambiente de trabalho”, explicou o médico.
Segundo o educador físico do HUPAA, Roberto Vinícius Silva, as principais queixas dos trabalhadores são dores na coluna, tensão nos ombros e trapézio, além de rigidez e estalos nas articulações, principalmente no punho e tornozelo. “Nesse sentido, a ginástica laboral é uma ferramenta preventiva essencial, pois interrompe posturas estáticas e movimentos repetitivos. Somado a isso, a prática auxilia na reeducação postural e no alívio do estresse”, destacou o educador físico.
Ginástica laboral como política institucional
Como ação de prevenção, a Unidade de Saúde Ocupacional e Segurança do Trabalho (USOST) do HUPAA implementou uma política institucional de cuidado por meio da ginástica laboral. Para Felipe Maciel, chefe da USOST, a iniciativa fundamental e inegociável, como parte integrante da excelência operacional. “O papel da gestão é centralizar, educar e prevenir, utilizando um sistema integrado para garantir a saúde física e mental dos colaboradores”, declarou.
A assistente administrativa Ana Márcia Coutinho Canuto, do HUPAA, contou que teve Síndrome do Túnel do Carpo e fez a cirurgia em 2020. “Sempre trabalhei com movimento repetitivo, seja digitando ou fazendo outros trabalhos manuais. Agora sempre participo da ginástica laboral, porque ajuda bastante no alívio das dores e na mobilidade”, declarou.
A ginástica laboral foi implementada em dezembro de 2025 e acontece sempre às segundas-feiras à tarde e à noite e às terças, quartas e quintas-feiras pela manhã, de acordo com calendário de horários estabelecido para cada setor do hospital.
Sobre a Ebserh
O HUPAA-Ufal faz parte da Rede Ebserh desde 2014. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.
Por Suzana Gonçalves, com informações de Rosenato Barreto
Coordenadoria de Comunicação Social/Ebserh