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JANEIRO ROXO
HULW-UFPB promove ação educativa sobre diagnóstico e tratamento da hanseníase
João Pessoa (PB) – Apesar de secular, a hanseníase ainda é considerada um problema de saúde pública. A Paraíba é um dos estados brasileiros com maior prevalência de casos e, para alertar a população sobre diagnóstico precoce, tratamento adequado e enfrentamento ao estigma associado à doença, o Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW-UFPB), gerido pela Ebserh, realizou uma ação educativa intitulada "Hanseníase Purple Round - Saúde em ação".
A iniciativa, realizada nesta quinta-feira (29) em alusão ao “Janeiro Roxo”, contou com abordagem a pacientes, acompanhantes, funcionários, alunos e docentes sobre essa doença endêmica que acomete pessoas de todas as idades e ainda é fruto de muito preconceito. Participaram da ação profissionais de saúde do Serviço de Dermatologia do HULW e da Universidade Federal da Paraíba (Dermatologia e Terapia Ocupacional), com apoio dos Projetos de Extensão em Hanseníase; Psoríase e Urticária Crônica, do Projeto de Monitória "Oficina em Hanseníase" e das Ligas Acadêmicas LiDERM e LACEMPB.
A hanseníase é uma doença transmissível, causada por bactéria que atinge a pele, mucosas e nervos periféricos. Entre os sintomas estão manchas claras ou avermelhadas na pele, alteração ou perda de sensibilidade na região afetada, dormência em mãos e pés, queda de pelos e surgimento de caroços pelo corpo. O diagnóstico precoce é fundamental para interromper a transmissão da hanseníase e evitar incapacidades físicas.
De acordo com a dermatologista do HULW, Esther Palitot, a doença tem várias formas de apresentação e pode ser classificada em “paucibacilar” (PB – presença de até cinco lesões de pele com baciloscopia de raspado intradérmico negativo, quando disponível) e “multibacilar” (MB – presença de seis ou mais lesões de pele ou baciloscopia de raspado intradérmico positiva).
“É importante ressaltar que a forma paucibacilar não é contagiosa e o paciente com hanseníase multibacilar, a partir do momento que inicia o tratamento, não é mais transmissor do bacilo”, informou a dermatologista.
Tratamento e Acesso ao Serviço
O HULW oferece acompanhamento por meio do Ambulatório de Dermatologia do HULW-UFPB/Ebserh. O paciente deve, primeiro, ser atendido na Unidade Básica de Saúde da sua cidade e, caso necessário, será encaminhado via regulação estadual para o Lauro Wanderley. Os atendimentos acontecem às terças-feiras, no turno da tarde.
O tratamento padrão da hanseníase é realizado através da associação de medicamentos (poliquimioterapia – PQT) conhecidos como Rifampicina, Dapsona e Clofazimina, sendo oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Quando iniciado corretamente, é altamente eficaz e impede rapidamente a transmissão da doença.
Fique alerta aos sinais
Manchas esbranquiçadas, que lembram pano branco
Placas delimitadas, avermelhadas ou amarronzadas que lembram impingem
Dor, sensação de choque, fisgadas, formigamento, dormência nas mãos, pés e pele seca
Lesões na pele que não melhoram, mesmo com medicamentos
Às vezes, esses sinais e sintomas não incomodam e surgem de forma lenta e progressiva
Saiba mais: Janeiro com ênfase na hanseníase
O Janeiro Roxo é uma campanha nacional dedicada à conscientização sobre a hanseníase, doença infecciosa crônica que ainda representa um importante desafio para a saúde pública no Brasil. O país é o segundo mais afetado no mundo – atrás apenas da Índia – e concentra mais de 90% dos novos casos diagnosticados nas Américas, segundo o Ministério da Saúde.
Sobre a Ebserh
O Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW-UFPB) faz parte da Rede Ebserh desde 2013. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.
Por Jacqueline Santos e Elisa Andrade
Coordenadoria de Comunicação Social/Ebserh