Notícias
DIAGNÓSTICO POR IMAGEM
Hospital inicia instalação de aparelhos de ressonância magnética e Raio-X telecomandado
A partir do início do segundo semestre deste ano, os usuários do Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW), vinculado à Universidade Federal da Paraíba e à Rede Ebserh, vão ter acesso à tecnologia de ponta no que se refere à diagnóstico por imagem. A instituição deu início à instalação do aparelho de ressonância magnética e de dois equipamentos de Raio-X telecomandado.
Inicialmente, os serviços vão priorizar os pacientes internados na unidade hospitalar que precisavam ser conduzidos às clínicas privadas para serem submetidos aos exames. Após essa adequação, a ideia é ampliar os atendimentos para os usuários externos por meio da Central de Regulação.
Além do diagnóstico mais rápido e preciso com a chegada dos equipamentos para a Unidade de Diagnóstico por Imagem (UDI), o HULW vai contar com uma nova termodesinfectora e um gabinete de secagem, conhecido como secadora de traqueia hospitalar, ambos destinados à Central de Material e Esterilização (CME) para limpeza, desinfecção e secagem automatizada.
O gerente administrativo, Alberto Palmeira, destacou que são feitos contínuos incrementos visando à modernização dos setores do HU, entre eles o serviço de diagnóstico por imagem, a exemplo da aquisição de novos mamógrafo, tomógrafo e aparelhos de ultrassonografias. “Com esse diferencial, vamos atender melhor os pacientes, ter exames mais ágeis e dar adequadas condições de trabalho para os profissionais. Vale ressaltar que a ressonância será a única do SUS em João Pessoa para atender o público referenciado (externo)”, acrescentou.
Os investimentos superam R$ 6 milhões e, para receber os novos aparelhos, as salas foram readequadas após a adesão à Ebserh. De acordo com o engenheiro clínico do hospital e responsável pelos projetos, Rafael Gadelha, havia a necessidade de reformular os ambientes tanto da UDI quanto da CME.
“Para a correta instalação dessa tecnologia, foi necessário atender uma série de exigências técnicas dos fabricantes como adequação do espaço físico, da rede elétrica, do sistema de climatização e contratação de empresa especializada em movimentação com guindaste. Nesse sentido, os trabalhos já foram concluídos e os equipamentos já estão sendo instalados. Dar andamento a essa demanda tem sido motivo de comemoração para todos que fazem parte do setor de engenharia clínica e infraestrutura física”, ressalta.
Os aparelhos de Raio-X telecomandado serão os únicos em funcionamento pelo SUS em João Pessoa. Com esse mecanismo, os médicos acompanham a execução do exame em tempo real. Segundo o coordenador médico da UDI e médico radiologista, Carlos Ferreira, o equipamento vai ter larga aplicabilidade nas mais diversas áreas da medicina.
“São exames contrastados, de difícil acesso por parte dos usuários até mesmo na rede privada, mas muito importantes para pediatria, para pacientes que foram submetidos a procedimentos cirúrgicos no trato gastrointestinal, ou que possuem alguma patologia urológica, por exemplo”, cita.
A previsão é que no segundo semestre sejam iniciados os exames de ressonância magnética. São serviços de alto custo na rede privada e que os usuários vão ter acesso gratuito via regulação do SUS. O coordenador médico da UDI lembra que, atualmente, os pacientes internados com indicação desse tipo de procedimento precisam ser conduzidos para clínicas particulares para realizarem o exame.
Ferreira afirmou que a instalação do equipamento é um avanço tecnológico para o diagnóstico de patologias das várias áreas da medicina como neurologia, cabeça e pescoço, abdômen, parte osteoarticular. “Essa é uma grande conquista não só para os pacientes. Era um anseio de todos os colaboradores, da comunidade médica e dos residentes. Trata-se de um método de diagnóstico muito importante e que vai trazer benefícios dos mais diversos para a população”, disse.
No caso do Raio-X telecomandado, a oferta é ainda mais escassa, visto que nem mesmo as unidades privadas realizam o exame. “Vai trazer mais comodidade e segurança para os pacientes internados, principalmente aos internos”, destaca.
Novos exames
No primeiro mês de atividade, a expectativa é que sejam realizados cerca de 200 exames de ressonância magnética. São procedimentos capazes de rastrear doenças neurológicas, ortopédicas, abdominais, cervicais e cardíacas de difícil rastreabilidade. Os testes podem diagnosticar, por exemplo, esclerose múltipla, câncer, infartos, fraturas e até infecções.
“A princípio, abriremos apenas para atender a demanda interna até a regularização nos atendimentos. Existem pacientes internados que precisam do exame para a liberação. Então eles eram levados às clínicas particulares, resultando em maiores custos, como tempo de internação e transporte”, destacou o coordenador técnico da Unidade de Diagnóstico por Imagem, Morisi Malheiros.
Com os novos aparelhos da Central de Material e Esterilização, a previsão é duplicar a capacidade de esterilização, repercutindo no número de cirurgias ofertadas. Atualmente, o hospital dispõe apenas de um equipamento para processar todo o material cirúrgico. “O arsenal reduzido limitava a quantidade de cirurgias. Com a instalação dos novos equipamentos, esperamos que o número de procedimentos possa dobrar”, explicou o engenheiro clinico e responsável pelos projetos de instalação, Rafael Gadelha.
Sobre a Ebserh
O Hospital Universitário Lauro Wanderley da Universidade Federal da Paraíba (HULW-UFPB) integra a Rede Ebserh desde dezembro de 2013. Estatal vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) administra atualmente 40 hospitais universitários federais.
O objetivo é, em parceria com as universidades, aperfeiçoar os serviços de atendimento à população, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), e promover o ensino e a pesquisa nas unidades filiadas.
A empresa, criada em dezembro de 2011, também é responsável pela gestão do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf), que contempla ações em todas as unidades existentes no país, incluindo as não filiadas à Ebserh.
Jacqueline Santos - Jornalista HULW-UFPB