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CIRURGIA HIPERIDROSE
Cura da hiperidrose agora pelo SUS no HULW
O Hospital Universitário Lauro Wanderley agora administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), vem recebendo equipamentos de ponta para realização dos mais diversos tipos de cirurgia. Com isso a paciente do SUS vem tendo acesso a novos procedimentos antes realizados somente na rede privada de saúde. Uma destas cirurgias que vem sendo realizadas de forma gratuita pela primeira vez no estado leva a cura da hiperidrose. “A hiperidrose é um termo médico utilizado para caracterizar pessoas que suam excessivamente em determinadas localizações do corpo– principalmente mãos, pés, axilas, rosto e couro cabeludo – em situações corriqueiras do dia a dia”, explica o cirurgião torácico e chefe do ambulatório de hiperidrose do HULW/Ebserh Eduardo Antônio Lopes Barros.
Para realização do primeiro atendimento o paciente deve se dirigir ao ambulatório do Hospital Universitário munido de seus documentos ( Identidade, cartão do SUS e comprovante de residência) e fazer seu agendamento para o Serviço de Hiperidrose. As consultas estão acontecendo nas segundas-feiras a partir das sete da manhã.
Conheça as outras opções de tratamento
Além da cirurgia e das aplicações de toxina botulínica, pacientes que têm hiperidrose também podem contar com outros tratamentos. Em casos mais leves, os antitranspirantes costumam ser uma opção viável. Eles aparecem em forma de gel, creme e fitas.
A iontoforese, técnica que emprega íons ativos nos tecidos, também vem ganhando relevância. Realizada através de pequenos choques, ela, que é voltada para as áreas dos pés e das mãos, melhora o distúrbio apenas durante o tratamento. Já a lipoaspiração, que surge como um procedimento mais invasivo, visa retirar as glândulas sudoríparas das axilas através de aspiração interna e é feita somente em clínicas e hospitais com anestesia local.
Como as pessoas são afetadas
Quem sofre de hiperidrose tem a rotina afetada de forma intensa pelo distúrbio. De acordo com o médico Eduardo Antônio Lopes Barros, o suor em excesso proveniente das mãos, pés, axilas, rosto e couro cabeludo é visto como causador de muito sofrimento e constrangimento para os pacientes. “Na hiperidrose palmoplantar – o suor excessivo em mãos e pés –, mães de crianças que sofrem do problema relatam dificuldades na escola, pois os papéis das tarefas escolares ficam molhados e muitas vezes se faz necessária a colocação de lenços de panos na superfície do papel”, conta. “Além disso, há a impossibilidade de usar sandálias abertas, pois é comum que não se consiga firmar o pé para caminhar com as mesmas, e o acumulo de sujeira, que leva a formação daquela lama oriunda da mistura do suor com areia e a umidade, provocando um aumento da chance de infecção por fungos (frieiras)”, cita.
Eduardo conta, ainda, que em casos de suor nas axilas, os indivíduos muitas vezes preferem recorrer às roupas de cores pretas ou brancas para evitar que o suor fique evidente.“Raramente eles usam roupas de cor, pois as outras pessoas relacionam o suor visto na vestimenta com falta de higiene e isso constrange demais, principalmente uma pessoa que se preocupa tanto com isso”, relata. “Alguns, nesses casos, também podem apresentar, junto com a hiperidrose axilar, a bromidrose – mau cheiro nas axilas”, acrescenta.
Conforme o cirurgião, pacientes que sofrem da transpiração em excesso no rosto e no couro cabeludo são quase sempre dependentes de lenços e toalhas. “Estes pacientes estão com cabelos quase sempre molhados, como se tivessem acabado de sair do banho, o rosto sempre com a testa suada, o nariz e o buço também”, exemplifica.
Em entrevista a assessoria de comunicação do HULW/EBSERH, o cirurgião torácico e chefe do serviço de hiperidrose Dr. Eduardo Antônio Lopes Barros fala da importância desse tipo de procedimento para população e comunidade acadêmica.