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ESPECIALIZAÇÃO
Residência Buco-maxilofacial do HU-UFMA forma primeiros especialistas
Um momento importante para a história do Hospital Universitário da UFMA (HU-UFMA) e para o estado do Maranhão marcou a manhã desta sexta-feira, 23. A Residência em Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial, primeira na área em todo o estado, entregou dois novos profissionais, após três anos de especialização.
Pioneiros desta Residência, Elesbão Ferreira Viana Júnior e Raissa Pinheiro Moraes, finalizaram a especialização com a apresentação dos trabalhos intitulados, respectivamente, “Osteotomia LE FORT I para o tratamento cirúrgico do Angiofibroma juvenil nasofaríngeo: relato de três casos”; e “Tratamento da Anquilose Temporomandibular por reconstrução protética em estágio único: relato de caso”.
O primeiro aborda a utilização da técnica da Osteotomia LE FORT I como acesso para o tratamento cirúrgico de três pacientes do gênero masculino do Ambulatório de Cirurgia Buco-maxilo-facial, portadores de extensos angiofibromas (tumor benigno altamente vascularizado de crescimento lento, mas localmente invasivo e destrutivo) localizados na nasofaringe. A banca avaliadora foi formada pelos professores doutores Eider Guimarães Bastos (orientador), Evandro Portela Figueirêdo e pelo professor mestre Josimar Camelo, ambos da UFMA.
O segundo examina aspectos de interesse cirúrgico referente a anquilose da articulação temporomandibular (fusão fibrosa, fibro- óssea ou óssea das estruturas articulares, sendo geralmente causada por traumas ou infecções e que podem causar limitação parcial ou total dos movimentos mandibulares, dificuldade de mastigação, entre outros). O trabalho esclarece as características do tratamento por meio da reconstrução com prótese customizada, associada a cirurgia ortognática, em estágio único, através de um relato de um caso clínico, correlacionando com outras formas de tratamento. A banca foi formada pelos professores doutores Luís Raimundo Serra Rabêlo (orientador), Paulo Maria Santos Rabêlo Júnior, ambos da UFMA, e Adriano Rocha Germano, da UFRN.
Ao final das apresentações, o sentimento era de gratidão e felicidade. “Quero agradecer a toda equipe. Foram três anos de muito aprendizado e crescimento profissional. Tenho orgulho em fazer parte dessa história”, disse, emocionada, Raíssa Moraes, que veio de Fortaleza para fazer a Residência.
Também procedente de outro estado, Elesbão Ferreira Júnior, do Piauí, agradeceu o apoio de todos. “Momentos importantes e enriquecedores eu vivi aqui. Não tenho palavras para agradecer, sei que o caminho é longo e está só começando”.
Coordenador da Residência, o professor Eider Bastos reforçou a importância desse momento para a instituição. “Estamos entregando para a sociedade excelentes profissionais. Eles se esforçaram incansavelmente e enriqueceram nosso serviço. E isso nos deixa muito contentes, pois demonstra o ganho que tivemos com a criação dessa Residência”.
A Residência tem uma duração de três anos com carga horária de 60 horas semanais que contemplam o desenvolvimento de atividades teóricas/práticas com aulas expositivas, aulas expositivas dialogadas e treinamento em serviço. Tem como objetivo geral conduzir ao conhecimento na área de Cirurgia e Traumatologia Buco- Maxilo- Facial, proporcionando treinamento suficiente para a atuação na especialidade em nível ambulatorial e hospitalar.
A especialidade Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial abrange uma extensa área de conhecimento, desde o diagnóstico de pequenas lesões bucais e dentários até o tratamento em nível hospitalar dos traumatismos faciais e deformidades dento-faciais. O serviço é referência para todo o estado do Maranhão.
Para enriquecer ainda mais esse momento, o hospital recebeu a visita do professor renomado na área, Adriano Rocha Germano, que ministrou a palestra “Tratamento das sequelas das fraturas maxilofaciais – Uso de biomodelos em CTBMF”. Ele é professor doutor da área de cirurgia e traumatologia buco-maxilo- facial da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte-FO/UFRN e membro titular do Colégio Brasileiro de Cirurgia e Traumatologia Buco-maxilo-facial.
Por Danielle Morais