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ALEITAMENTO
HU-UFMA promove atividades em alusão ao Dia Nacional da Doação de Leite Humano
São Luís (MA) – A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) recomendam o aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses de vida do bebê. Isso porque esse alimento é rico em nutrientes e anticorpos que ajudam a proteger o recém-nascido contra infecções e doenças, fortalecendo seu sistema imunológico.
Em alusão ao Dia Nacional de Doação de Leite Humano (19 de maio), o Hospital Universitário da Universidade Federal do Maranhão (HU-UFMA), vinculado à Ebserh, realiza uma programação diversa que tem, entre os objetivos, estimular as mães de bebês de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) a manter a produção de leite materno e estimular a coleta beira leito.
“Durante a semana iremos realizar distribuição de lembranças (kit de cuidados com rosto e cabelo) e cartão de agradecimento às doadoras em domicílio. Serão realizadas também ações de sensibilização e captação de doadoras na área de vivência com os pacientes do Banco de Leite, com objetivo de esclarecer sobre a campanha mundial do mês de doação de Leite Humano”, informou a enfermeira Liane Batista, da Unidade de Obstetrícia do hospital-escola.
O lançamento do mês de doação de leite humano do HU-UFMA aconteceu no dia 14 e contou com distribuição de folders e laços, além da divulgação do banner com o slogan: “Amor em cada gota doada, vida em cada gota recebida!”. Houve ainda mesa redonda e palestra sobre a importância da doação de leite humano para as pacientes do Programa de Incentivo ao Aleitamento Materno (captação de doadoras).
No dia 17 de maio, uma manhã especial foi promovida para as mães doadoras de leite cadastradas, que tiveram a oportunidade de visitar as instalações do Banco de Leite Humano (BLH), observar o processo de pasteurização e preparo do leite, bem como conhecer a UTI Neonatal, local onde os bebês beneficiados pelas gotas preciosas doadas por cada uma delas, são assistidos.
O chefe da Unidade de Obstetrícia, Antônio Leonardo Pereira, enfatizou que as ações referentes ao Dia Mundial são importantes também como forma de reconhecimento e agradecimento às doadoras. “Precisamos enaltecer este dom e disponibilidade das doadoras e agradecer a todas estas mulheres empenhadas que transformam parte de seu tempo em trabalho para salvar vidas, dar esperanças e permitir o sorriso de tantos cidadãos que superaram um período de muitas apreensões e preocupações, graças à sua fantástica doação de leite humano, A estas mulheres, nossa constante e eterna gratidão”, disse.
Doação é vida
Quando Benício nasceu, Alessandra da Consolação Silva enfrentou dificuldades e passou a produzir leite somente 72 horas após a cesariana. Hoje, o bebê está com quase três meses e a mamãe segue amamentando o pequeno. Mais: tornou-se doadora e ajuda outras crianças a se desenvolverem com mais saúde. A enfermeira, que atualmente está de licença-maternidade, faz a coleta diariamente e uma equipe do Banco de Leite Humano (BLH) do HU-UFMA vai até a residência dela para buscar o alimento.
“Sei da dificuldade do banco de leite em conseguir doadoras. Só de imaginar cada gotinha ofertada para os bebês que estão internados na UTI precisando desse estímulo, eu me sinto no dever de ajudar a salvar vidas, pois Deus me abençoou com a oportunidade de suprir a necessidade do meu filho e de poder ajudar os bebês internados”, relatou.
O leite coletado é destinado aos recém-nascidos internados na unidade de neonatologia do Hospital Materno Infantil, que conta com 20 leitos de Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) e 22 leitos de Unidade de Cuidados Intermediários Neonatais (UCIN). Cada pote com 300 ml de leite humano pode ajudar até 10 bebês por dia.
Ação Nacional
A campanha alusiva ao Dia Nacional de Doação de Leite Humano tem como objetivos divulgar os 225 bancos de leite e 217 postos de coleta que fazem parte da Rede de Bancos de Leite Humano (rBLH) do Ministério da Saúde, estimular a doação e promover debates sobre a importância desse gesto solidário. Um pote de leite humano pode alimentar até 10 recém-nascidos prematuros ou que estão passando por dificuldades de saúde.
O 19 de maio foi escolhido durante o V Congresso Brasileiro de Bancos de Leite Humano e I Fórum de Cooperação Internacional em Bancos de Leite Humano, realizado no ano de 2010, em Brasília. Na data, sucedeu-se a assinatura da Carta de Brasília para a criação da Rede de Bancos de Leite em 23 países, seguindo o modelo da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano.
No início deste mês, o Ministério da Saúde lançou a campanha “Doe leite materno: vida em cada gota recebida”, que tem como objetivo ampliar em 5% a oferta de leite materno a recém-nascidos internados nas unidades neonatais brasileiras. Em 2023, foi registrada a doação de 253 mil litros de leite humano nos bancos de leite e postos de coleta do país.
Diversos hospitais universitários da rede Ebserh fazem parte da rBLH e participam da coleta, processamento e distribuição de leite humano a bebês prematuros e de baixo peso, auxiliando mulheres que não conseguem amamentar os seus filhos por várias razões: problemas de saúde, uso de certos medicamentos, baixa produção de leite, dificuldades físicas e fatores culturais.
Serviço
O BLH do HU-UFMA foi inaugurado em 15 de dezembro de 1999, sendo responsável pela promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno, além das atividades de coleta, processamento, controle de qualidade e distribuição. O serviço funciona de segunda-feira a sexta-feira, das 7h às 19h, na Unidade Materno Infantil. Para agendar a coleta domiciliar, basta entrar em contato pelos telefones (98) 2109-1178 ou (98) 99163-6833.
Sobre a Ebserh
O HU-UFMA faz parte da Rede Ebserh desde 2013. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) foi criada em 2011 e, atualmente, administra 41 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.