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REABILITAÇÃO
Terapia Ocupacional confecciona órteses para pacientes
Com o objetivo de tratar pacientes que possuem disfunções ortopédicas e traumatológicas, o setor de Terapia Ocupacional (TO) do Hospital Universitário de Brasília (HUB) está realizando oficinas de Órteses. O projeto conta com a participação de alunos e professores. O tratamento é realizado com orientação e produção do dispositivo, que auxilia na movimentação dos membros. A terapia é uma novidade no HUB, porém já funciona em outros hospitais da rede pública do Distrito Federal.
A órtese - mecanismo aplicado na parte externa do corpo - possui a função de auxiliar, alinhar, prevenir e corrigir deformidades. “O rompimento de um tendão não permite certos movimentos. A nossa intenção é, exatamente, fazer com que o paciente recupere a agilidade e não tenha dificuldades para realizar suas tarefas diárias.”, explica o terapeuta Pedro Henrique Almeida, chefe do setor de TO.
O tratamento oferecido pela TO é realizado com orientação, na qual os profissionais recomendam movimentos sem mecanismos que podem melhorar a agilidade. Porém, alguns casos devem ser tratados apenas com a utilização das órteses. Por este motivo, produz-se o dispositivo específico, que varia de acordo com as necessidades do paciente.
A órtese pode ser utilizada em caso pós-operatório. Nessa situação, o dispositivo substitui o gesso, pois tem a capacidade de se ajustar a diferentes posições. Além de tratar, o mecanismo também pode evitar a deformidade.
Dalva Pereira dos Santos possui artrite reumatóide e lembra as dificuldades que enfrentava. “Estou fazendo tratamento há dois anos. Antes de começar a terapia eu tinha dificuldades. Além disso, eu estava limitada porque não conseguia realizar as tarefas do dia a dia.”, afirma a paciente.
Após a produção do aparelho, o paciente retorna ao hospital, para que seja feito um teste de adaptação. Caso seja necessário, confecciona-se outra órtese, de acordo com as necessidades do enfermo.
O mecanismo pode ser produzido por profissionais da TO ou por fisioterapeutas. Para confeccionar o produto, o profissional deve ter treinamento especifico em anatomia, conhecimento da doença, patologia e o manuseio dos equipamentos. A órtese pode ser fabricada com gesso, couro, ou o termoplástico, que é o mais comum.