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FORMATURA
HUB celebra conclusão de turmas dos Programas de Residência Médica e Multiprofissional
Brasília (DF) – O Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB), vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), celebrou a formatura das turmas dos Programas de Residência Médica (Resmed) e multiprofissional (Resmulti) 2026. O evento aconteceu na noite do dia 20 de fevereiro, no Centro Comunitário Athos Bulcão, na Universidade de Brasília (UnB) e também marcou a certificação de profissionais que concluíram especialidades em Residências Médicas Veterinárias.
A superintendente do HUB, Fátima Sousa, destacou a importância da residência para a formação de especialistas nas diversas áreas da saúde, o que fortalece a assistência à população. “O impacto é estruturante, tendo em vista que os profissionais formados no HUB atuam majoritariamente no SUS e ocupam posições estratégicas na rede pública do DF e de estados do Centro-Oeste.”, explicou a superintendente.
Exaltando a trajetória dos formandos, a gerente de Ensino e Pesquisa do HUB, Carla Targino, ressaltou o desenvolvimento técnico e humano durante os anos de estudos e práticas nas especialidades escolhidas. “Vale destacar que hoje não celebramos apenas a conclusão de um ciclo acadêmico, celebramos a consolidação de competências técnicas, amadurecimento ético e a afirmação de um compromisso público com a vida.”, destacou.
Por sua vez, a Priscilla Azevedi, coordenadora-geral de Residências em Saúde, do Ministério da Saúde (MS), se referiu à residência como um “espaço singular de formação” pelas experiências e aplicações de conhecimento ao longo dessa trajetória. “É onde o conhecimento científico deixa de ser apenas conceito e passa a ser decisão clínica, conduta responsável, escuta, qualificada.”, frisou Priscilla apontando os benefícios disso para o SUS. “O SUS é uma das maiores políticas públicas de saúde do mundo e motivo de orgulho de todos os brasileiros (...) e ele só existe porque há profissionais preparados, comprometidos e formados com base sólida científica, como vocês.”.
Também participaram da mesa de honra Rozana Reigota Naves, reitora da UnB; Priscilla Azevedo Souza, representante da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde (SGTES/MS) e coordenadora-Geral de Residências em Saúde; João Paulo Chieregato Matheus, diretor da Faculdade de Ciências e Tecnologia em Saúde da UnB; Neysa Aparecida Tinoco Regattieri, diretora da Faculdade de Medicina da UnB; Laudimar Alves de Oliveira, diretor da Faculdade de Ciências da Saúde da UnB; e José Ricardo Peixoto, diretor da Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária da UnB.
Especialistas
O evento foi marcado por sorrisos e abraços apertados de familiares, amigos, professores, preceptores e residentes orgulhosos das trajetórias trilhadas até ali. Um deles se chama Vitor de Araújo Pereira, ele concluiu a residência multiprofissional na área de Fisioterapia - Atenção em Oncologia. “O HUB é um hospital que tem vários setores, tendo vários níveis de complexidade de saúde, com isso temos acesso à uma formação que é completa.”, avaliou o jovem que informou ter se encantado pela atuação junto à Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e que após a conclusão da especialização pretende permanecer atuando no SUS.
Ao realizar seu sonho, Vitor direcionou motivações e esperança a outros profissionais que também pretendem ingressar na residência. “Primeiro de tudo, não desista. A residência é muito intensa, a gente acaba pensando em desistir em alguns momentos, mas é uma formação muito importante, a gente cresce muito como pessoa, como profissional. [É importante] ter por perto os próprios residentes do seu programa, como uma família, todo mundo se apoiando, acaba que ajuda muito a passar por esse processo.”, disse.
Percepção também partilhada por Radassa Lemes que realizou a residência médica na área de Patologia. Nesse sentido, a profissional destacou a formação humanizada no HUB. “A gente é visto como ser humano (...) A gente realmente faz amizade com os colegas e com os preceptores. Então, assim, é uma relação de respeito muito grande dentro do hospital”, detalhou Radassa que pretende permanecer transmitindo esses princípios dentro do HUB, tendo em vista que foi aprovada recentemente no concurso da Ebserh. “Amo o HUB e carrego para sempre no meu coração. Fui muito feliz aqui.”
Residência
O programa de residência médica no HUB possui 32 programas, enquanto a residência multiprofissional possui cinco. As residências vêm passando por um processo de fortalecimento e ampliação, com iniciativas que impactam tanto a formação quanto a gestão do ensino. Entre as ações recentes está a participação no Programa Mais Especialistas, estratégia do Ministério da Saúde voltada à qualificação e expansão da formação médica especializada no país.
No campo da gestão acadêmica, foi implantado o Sistema de Gestão do Ensino (SGE), que organiza e integra informações da graduação e da pós-graduação, contribuindo para maior eficiência administrativa e acompanhamento dos processos formativos.
Também houve ampliação dos cenários de prática, a exemplo do Acordo de Cooperação Técnica (ACT) firmado com o SENAC, possibilitando a formação em nível técnico e fortalecendo a integração ensino-serviço. O HUB ainda registrou aumento na oferta de vagas e a abertura de novos Programas de Residência, ampliando o acesso à formação especializada em saúde.
As residências contam, ainda, com parcerias estratégicas voltadas à inovação, como a formação técnica em Inovação e Saúde Digital por meio do programa de residência em saúde digital do Samsung Ocean, além da participação no PET Saúde Digital, iniciativas que incorporam tecnologia e transformação digital ao processo formativo.
Sobre a Ebserh
O HUB-UnB faz parte da Rede Ebserh desde janeiro de 2013. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo em que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.
Por Marília Rêgo e Elizabeth Souza
Coordenadoria de Comunicação Social/Ebserh