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DIA E | EBSERH EM AÇÃO
Todos os 45 hospitais da Rede Ebserh promovem neste sábado mutirão para redução de fila do SUS com foco em saúde da mulher
Brasília (DF) – No mês da mulher, a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) direciona a quarta edição da iniciativa “Dia E: Ebserh em Ação” para a saúde feminina. Neste sábado (21), os 45 hospitais universitários federais gerenciados pela estatal estão ofertando mais de 36,5 mil exames e terapias, 7,3 mil consultas especializadas e 1,2 mil cirurgias eletivas a pacientes que estavam na fila do Sistema Único de Saúde (SUS).
Acompanhando a ação no Hospital Universitário da Universidade Federal do Amapá (HU-Unifap), o ministro da Educação, Camilo Santana, também inaugurou o Parque Tecnológico da unidade. Foram investidos R$ 30,6 milhões. “Acabamos de visitar pacientes que fizeram endoscopia, tomografia e ressonância magnética já nos equipamentos novos do centro de diagnóstico de imagem que estamos inaugurando hoje aqui, e o dia todo os hospitais estarão trabalhando nesse mutirão para atender à população”.
O presidente da estatal, Arthur Chioro explicou que o Dia E é um esforço conjunto para garantir mais saúde e dignidade. “Hoje é dia da saúde da mulher em todos os nossos hospitais. Cirurgias, exames, procedimentos, não apenas ginecológicos, afinal de contas é o cuidado à saúde integral da mulher. Juntos, a Ebserh, o MEC, o Ministério da Saúde e todo o governo federal estão trazendo especialidades, diminuindo o tempo de espera e ampliando o acesso à população, porque agora tem especialista no Brasil”, afirmou.
A diretora de Atenção à Saúde da Ebserh, Lumena Furtado, que está no Hospital da Universidade Federal de Brasília, (HUB-UnB), ressaltou que este Dia E tem também o foco em populações específicas, como quilombolas e indígenas. “Entre os atendimentos, mais de 370 procedimentos em nossos hospitais estão voltados para mulheres indígenas por exemplo”.
Participaram ainda o ministro da Integração, Waldez Góes; o presidente do Senado, Davi Alcolumbre; o governador do Amapá, Clécio Luís, e outras autoridades.
Ensino para uma assistência cada vez melhor
O mutirão é também uma ferramenta de ensino. “Esse dia, especialmente, é muito importante não só para as pacientes, mas para nosso aperfeiçoamento, para nossa qualificação profissional, para depois conseguirmos dar assistência ainda mais qualificada”, disse Melanie Banha, residente de enfermagem obstétrica no Hospital Universitário da Universidade Federal do Amapá (HU-Unifap). Para esse esforço, estão atuando 3,7 mil pessoas, sendo cerca de 900 estudantes e 2,8 mil trabalhadores.
Mais saúde de Norte a Sul do país
Em Fortaleza (CE), a paciente Angela Maria da Silva vinha sofrendo com a visão embaçada, sem conseguir enxergar pelo olho esquerdo há meses. Convocada pelo Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC-UFC), onde é atendida e estava na fila do SUS, conseguiu ser operada de catarata neste sábado. Agora, aliviada, tem as melhores expectativas: “Vai mudar demais minha vida, porque minha visão estava muito comprometida e eu espero que agora melhore 100%. Acho esse mutirão essencial para que a fila ande e as pessoas já resolvam logo seus problemas”, disse.
Lindalva Martins, de 65 anos, acompanhou a mãe, Lindaura Martins, de 86 anos, que há três anos faz tratamento na rede pública. De Taguatinga (DF), a paciente foi transferida para o HUB (em Brasília), onde fez audiometria e no mutirão de hoje está realizando o teste para receber o aparelho auditivo. A filha disse que a recuperação da audição vai amenizar também outras limitações. “Para minha mãe, o otorrino falou que vai ajudar até na locomoção dela, porque ela tem muita tontura devido à falta de escuta, então espero que melhore um pouco”.
Uma das maiores contribuições do mutirão está sendo a aplicação de contraceptivos subcutâneos em 1.100 pacientes em hospitais da Rede Ebserh. Júlia Medeiros Machado está aliviada por ser uma delas, na Maternidade Escola da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ME-UFRJ). “Achei que seria melhor colocar um método mais definitivo, mais seguro, que não dependesse de eu lembrar de usar, fora que tira um peso financeiro. Às vezes eu esquecia de tomar a pílula, ou acabava antes do que eu tinha planejado. Eu comecei a ter um pouco de medo de não estar fazendo muito adequadamente essa adesão e agora fico mais tranquila”.
No Hospital Universitário da Universidade Federal de Rio Grande (HU-Furg), em Rio Grande (RS), Franciane Borges também conseguiu a colocação do contraceptivo subcutâneo. Segundo disse, foi recomendação do ginecologista como método ideal para ela. “Por questões hormonais foi a melhor indicação para meu caso e, graças ao SUS, eu estou aqui colocando de forma totalmente gratuita”, comemorou.
Dia “E” Ebserh em Ação – Agora Tem Especialistas
Em 2025, foram realizadas três edições do Dia E, com mais de 100 mil atendimentos realizados. Para ampliar o acesso, promover o diagnóstico precoce e a continuidade do cuidado para as comunidades, a iniciativa promoveu, também no ano passado, o primeiro Mutirão de Saúde Indígena e Quilombola, com aproximadamente 2,3 mil atendimentos.
Desde seu lançamento, e para além do Dia E, a iniciativa Ebserh em Ação tem mobilizado os 45 hospitais universitários federais da Rede Ebserh, promovendo mutirões locais, turnos extras e envolvimento direto de residentes e graduandos, reforçando o compromisso com a formação profissional, o atendimento humanizado e as necessidades da população.
Sobre a Ebserh
Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.
Coordenadoria de Comunicação Social da Rede Ebserh