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TRATAMENTO
Hospital Universitário de Juiz de Fora tratará pacientes hepáticos com nova medicação
Em plena comemoração dos seus 47 anos, o Hospital Universitário Bosco, vinculado a Universidade Federal de Juiz de Fora, começa a se preparar para iniciar a distribuição exclusiva de uma nova medicação para tratamento da hepatite C. Nesta sexta- feira, dia 9, o hospital receberá a visita da professora da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de minas Gerais (UFMG), Rosângela Teixeira, que integra o Ambulatório de Hepatites Virais do Instituto Alpha de Gastroenterologia, do Hospital das Clínicas. A professora irá ministrar uma palestra, no auditório da unidade Dom Bosco, sobre as recentes medicações para o tratamento da hepatite C, que representam uma nova chance para os pacientes que contraíram a doença e não obtiveram sucesso com o tratamento convencional. A partir de agora, o hospital passará a disponibilizar diretamente o mesmo tratamento para pacientes da cidade e da região, previamente selecionados.
O Chefe do Serviço de Hepatologia do Hospital Universitário, Dr. Fábio Pace, ressalta a importância que a unidade terá com as novas atribuições do Centro de Referência em Hepatologia, coordenado pelo médico Aécio Flávio Meirelles de Souza, tanto para a cidade de Juiz de Fora, quanto para a região. Em Minas Gerais, quatro centros receberão os remédios para esse novo tratamento, sendo que um deles será Juiz de Fora. O estudo – o maior já realizado e o primeiro em âmbito nacional – inclui 3 mil voluntários, sendo 40 da UFMG, e é financiado por um laboratório farmacêutico de projeção internacional, que repassará a medicação e os equipamentos necessários.
A medicação deverá tratar pacientes de hepatite C crônica em fase de cirrose ou cirrotização, chamada de retratamento. A expectativa é que de início 60 pacientes cadastrados sejam atendidos no Hospital Universítário com a nova droga. O médico Fábio Pace diz estar muito esperançoso com o tratamento, pois nos últimos 10 anos essas medicações foram as que obtiveram mais sucesso no grupo de tratamento da hepatite C. "Espera-se que com os novos medicamentos a chance de erradicação do vírus passe a ser de 70% dos casos, um aumento de 30% em relação aos antigos". De início, o grupo atendido será bem restrito, pois a normatização do Ministério da Saúde só atenderá pacientes com até 70 anos, cirróticos ou com hepatite C em fase avançada. A restrição se deve ao alto custo do tratamento, cerca de R$ 75 mil por paciente, e a possibilidade de aumento de incidência dos efeitos colaterais. "A palestra que vai ocorrer na sexta será muito benéfica para todos nós, uma vez que a Doutora Rosângela Teixeira recebeu o medicamento e já tratou alguns pacientes", ressalta o médico.
A hepatite C é causada por um vírus transmitido principalmente pelo sangue contaminado, mas também por meio das vias sexual e vertical (da mãe para filho). O portador do vírus pode desenvolver uma forma crônica da doença que leva a lesões no fígado (cirrose) e câncer hepático.
Fonte: Ascom/HU/UFJF