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SAÚDE PÚBLICA
Hospitais geridos pela Ebserh têm papel estratégico para o desenvolvimento da saúde brasileira
Brasília (DF) - O presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), Arthur Chioro, participou, nesta sexta-feira (27), do 6º encontro do ciclo “Vozes da Ciência – O Brasil que queremos”, promovido pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Com o tema “Saúde Pública, Saúde Global e Vigilância 360º”, o debate foi transmitido ao vivo pelo canal da SBPC no YouTube.
Durante a sua apresentação, o presidente da estatal abordou o potencial da Ebserh para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS). A Rede, presente em 25 estados, com 87 mil trabalhadores e, atualmente, 45 Hospitais Universitários Federais (HUFs), já tem previsão de chegar a 59 instituições nos próximos três anos, segundo Chioro. “É uma Rede, de fato, de abrangência nacional, que tem como missão trabalhar com a saúde, o ensino, a pesquisa e a inovação, a serviço da vida e do SUS”.
Além da produção assistencial de alta complexidade dos HUFs no dia a dia, Chioro destacou a atuação da Rede nas situações de crises epidemiológicas, demográficas e climáticas, como nos casos de síndromes respiratórias em crianças no Amapá; nos cuidados com os povos indígenas Yanomami, em Roraima; e nas enchentes do Rio Grande do Sul. Na educação, a Ebserh é uma grande formadora de profissionais de saúde e especialistas, além das pesquisas científicas produzidas.
Para cuidar do SUS, conforme o presidente concluiu, o ensino em saúde e a assistência são indissociáveis. “Hospitais Universitários Federais integrados às redes de atenção e protagonistas dos processos de organização do cuidado, da formação, da produção da pesquisa e da incorporação tecnológica é tudo que temos desenvolvido como prioridade”, declarou Chioro.
A mesa reuniu também outros especialistas com atuação em gestão, pesquisa e formulação de políticas públicas em saúde. Viviane Boaventura, médica, cientista e pesquisadora da Fiocruz Bahia e professora da Universidade Federal da Bahia (UFBA), apresentou sobre a vigilância baseada em grandes bases de dados. Já Rosana Onocko Campos, professora da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp e ex-presidente da Abrasco, tratou sobre a saúde mental no contexto global.
Também participaram Adele Benzaken, diretora para a América Latina da International Union Against Sexually Transmitted Infections (IUSTI) e ex-diretora do ILMD/Fiocruz Amazônia, falando sobre a vigilância 360º na Amazônia; e Esper Kallas, diretor do Instituto Butantan, abordando a produção das vacinas, em especial, do imunizante contra a dengue. A mediação foi conduzida por Samuel Goldenberg, pesquisador da Fiocruz e diretor da SBPC.
As exposições aprofundaram, ainda, o papel do Sistema Único de Saúde (SUS) no enfrentamento de emergências sanitárias, os desafios da vigilância epidemiológica e genômica, a integração entre agendas locais e globais de saúde e a necessidade de fortalecer a capacidade científica nacional como elemento central da soberania sanitária. O encontro integra o ciclo nacional “Vozes da Ciência – O Brasil que queremos”, composto por 12 debates virtuais até 24 de abril, que devem resultar em documentos propositivos organizados pela SBPC e encaminhados a candidatos nas eleições de 2026.
Sobre a Ebserh
Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 41 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.
Redação: Felipe Monteiro e Marília Rêgo, com revisão de Danielle Campos
Coordenadoria de Comunicação Social/Ebserh