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SAÚDE E COMUNICAÇÃO
"Fake news como problema de saúde pública e como combatê-las" é tema de Encontro na Bahia
Tema será abordado no I Encontro de Comunicação e Saúde da Bahia, organizado pelo Hupes-UFBA/Ebserh
Salvador (BA) – As mensagens falsas disparadas, sobretudo via aplicativos de telefones celulares, tornaram-se um problema de saúde pública não só no Brasil, mas em todo mundo. As chamadas “fake news” (notícias falsas em tradução livre) tem ocupado um espaço de destaque da troca de mensagens e acabam prestando um desserviço à população, além de estimular a automedicação. O combate às fake news será abordado no I Encontro de Comunicação e Saúde da Bahia (ECOMS-BA), que será realizado no dia 7 de dezembro, em Salvador. A inscrição será solidária, mediante doação de 2 latas de leite em pó, destinadas às Obras Sociais de Irmã Dulce (OSID). Os interessados podem se inscrever até o dia 30 de novembro, mas as vagas são limitadas. O evento é uma realização do Hupes-UFBA/Ebserh com o Grupo de Pesquisa Educação e Comunicação em Saúde (ISC|UFBA) e o Sistema Universitário de Saúde (SIUNIS/UFBA).
Atualmente, as fake news são tratadas como um grave problema de saúde pública e seus efeitos podem ser desastrosos, com potencial de atingir a muitas pessoas. As informações falsas mais populares estão relacionadas aos falsos milagres de emagrecimento envolvendo dietas e procedimentos estéticos que continuam induzindo pessoas a se submeter a riscos que têm custado vidas em alguns casos. As consequências podem ser graves e irreversíveis e, em alguns casos, absolutamente autodestrutivos. Ainda podem provocar um excesso de exames e tratamentos e até mesmo confundir o médico com informações falsas que são repassadas pelo próprio paciente, ao replicar de maneira equivocada seus sintomas, quando induzido por fake news.
O hepatologista do Hospital Universitário Professor Edgard Santos, vinculado à Universidade Federal da Bahia e à Rede Ebserh (Hupes-UFBA/Ebserh), Raymundo Paraná, alerta que os perigos das notícias falsas têm sido banalizados. “Atualmente poucas pessoas se preocupam com a fonte da notícia. Já vimos, em diversos aspectos, que os efeitos podem ser perigosos. Na saúde, isso não é diferente. Vemos muitas pessoas vendendo algo que promete um efeito que, na verdade, não tem. Isso muito perigoso para o paciente, além de sobrecarregar o Sistema Único de Saúde (SUS). Por exemplo, um paciente que é atraído até uma medicação com notícias falsas, e por isso desenvolve ou piora seus problemas de saúde, além de se prejudicar também onera o SUS”, revela o professor da UFBA.
Serviço
O quê: I Encontro de Comunicação e Saúde da Bahia – ECOMS-BA
Quando: 07 /12/2019 – 8h às 18h
Como: inscrição solidária até 30/11/19 - www.ecoms-ba.ufba.br
Quem: gestores, profissionais das áreas da comunicação, da saúde e interessados no tema
Onde: Escola de Saúde Pública do Estado da Bahia – ESPBA
Sobre a Rede Ebserh
Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) foi criada em 2011 e, atualmente, administra 40 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência.
Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), e, principalmente, apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas. Devido a essa natureza educacional, a os hospitais universitários são campos de formação de profissionais de saúde. Com isso, a Rede de Hospitais Universitários Federais atua de forma complementar ao SUS, não sendo responsável pela totalidade dos atendimentos de saúde do país.
Com informações do Hupes-UFBA/Ebserh