Séries Especiais
Especial Saúde da Mulher
Especialistas da Rede Ebserh falam sobre a saúde da mulher e orientam a como cuidar do corpo, mente e emoções
Brasília (DF) - Você já se questionou sobre o verdadeiro significado de saúde feminina? Esse é um tema importante, que demanda atenção especial e cuidados específicos. Por isso, para celebrar Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher, 28 de maio, a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), por meio de seus especialistas, lança hoje uma série de cinco reportagens para falar sobre questões de alerta, hábitos e dicas que podem ajudar na prevenção de doenças e na melhoraria da qualidade de vida. A Ebserh entende que é fundamental oferecer informações claras e atualizadas, para que as mulheres possam tomar decisões conscientes, procurar ajuda especializada e o tratamento adequado. Nessa primeira matéria reportagem, a ginecologia é o ponto central.
Apesar de elas representarem a maioria da população brasileira (51,7%), as mulheres ainda enfrentam desafios quando se trata de cuidados com a saúde. Neide Aparecida Tosato Boldrini, médica, docente e chefe da Unidade de Gestão da Pós-graduação do Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes, da Universidade Federal do Espírito Santo (Hucam-Ufes) salienta que “na ginecologia e obstetrícia, temos uma atenção voltada à saúde da mulher e o cuidado materno-infantil, assim, nosso atendimento precisa ser integral”.
Durante a infância, os hormônios da menina permanecem adormecidos. Na puberdade ocorre uma série de mudanças significativas e a transição para a fase adulta, sendo essencial ter atenção para identificar e tratar irregularidades que possam surgir. As mulheres sexualmente ativas precisam eleger corretamente os métodos contraceptivos e preventivos. Além disso, os exames de rastreamento, como mamografia e Papanicolau, devem ser feitos regularmente para detectar doenças precocemente. A médica alerta que a frequência desses exames varia de acordo com a idade, histórico familiar e outros fatores de risco.
Na gravidez ocorrem grandes mudanças e é importante contar com a ajuda de um especialista para lidar com essas questões. “Há, ainda, uma preparação física e psicológica para o parto, puerpério e amamentação”, ressalta Neide. Embora a mortalidade associada ao ciclo gravídico-puerperal e ao aborto não apareça entre as dez principais causas de óbito em mulheres em idade fértil, vale destacar que a gravidez é um evento relacionado à vivência da sexualidade e que a maioria das mortes maternas é evitável, a partir do pré-natal adequado.
Já o climatério, que antecede a menopausa, marcando o fim do ciclo de fertilidade feminino, pode ser acompanhado de uma queda abrupta de hormônios que, em alguns casos, é tratada com reposição. A atenção integral à saúde feminina é essencial para garantir a qualidade de vida e a segurança das mulheres brasileiras.
Quando as pessoas não estão em conformidade com as definições, relações ou papéis de gênero heteronormativos estabelecidos, o acesso e controle sobre recursos que impactam sua saúde podem ser limitados. “Isso pode levar a barreiras, disparidades e riscos à saúde que podem ser mitigados pela conscientização e educação do profissional de saúde. Saber realizar o atendimento respeitando as diversidades de gêneros é importante”, enfatiza Neide.
Sobre a Ebserh
Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 41 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.
Por Andréia Pires, com revisão de Danielle Campos
Coordenadoria de Comunicação Social/Ebserh