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CUIDADO PERINATAL
Ebserh contribui com a formação profissional na atenção ao parto e nascimento em programa do Ministério da Saúde
Objetivo da iniciativa é ampliar a atuação obstétrica dentro dos hospitais universitários, tornando-os campos de prática da enfermagem (Imagem ilustrativa: Arquivo Ebserh).
Brasília (DF) – A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) está participando do Curso de Especialização em Enfermagem Obstétrica (CEEO) da Rede Alyne, programa que busca reduzir a mortalidade materna no Brasil, vinculada ao Ministério da Saúde. A grade curricular está organizada em dez disciplinas, divididas entre três módulos, com um total de 750 horas, contando com disciplinas optativas.
O curso foi lançado pelo Ministério da Saúde ao final de 2025. A iniciativa é coordenada pela professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Kleyde Ventura, e oferece mais de 700 vagas para especialização de enfermeiros e enfermeiras. Cerca de 17 Hospitais Universitários vinculados à estatal estão atualmente participando do programa.
A capacitação é dividida nos seguintes módulos: Políticas e Contextos da Saúde das Mulheres; Práticas da Enfermagem Obstétrica: cuidado, ética, tecnologias/inovações; e Formação-Intervenção e coprodução de conhecimento em Enfermagem Obstétrica. O curso também inclui uma disciplina optativa de conteúdo livre.
Segundo a coordenadora de Ações Nacionais e de Cooperação do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), Maria Auxiliadora Gomes, que atua em parceria à Ebserh na formação de profissionais, o principal objetivo da iniciativa é a ampliação da atuação obstétrica dentro dos hospitais universitários, fortalecendo o papel dessas unidades na formação e ampliação da atuação da enfermagem obstétrica no Brasil. Para ela, é de suma importância que as maternidades rede participem do processo de formação, para que seja expandida a formação e a atuação da enfermagem obstétrica no Brasil.
“As vagas foram destinadas a enfermeiras que já estão na Ebserh, mas ainda não atuam no parto e nascimento, para que essas maternidades universitárias federais apoiem a sustentabilidade dessa formação. Essa iniciativa do MS fortalece os objetivos da Cooperação da EBSERH com o IFF/FIOCRUZ para fortalecer o cuidado em maternidades, o cuidado obstétrico e neonatal”, explica.
Rede Alyne
A Rede Alyne é um programa do Ministério da Saúde que substituiu a Rede Cegonha e busca diminuir a mortalidade materna de mulheres negras em 50% até 2027. Um dos pontos principais da iniciativa é o aumento no repasse de recursos para que estados e municípios realizem exames pré-natal.
O nome da Rede é uma homenagem a Alyne Pimentel, uma mulher negra do Rio de Janeiro que faleceu aos 28 anos enquanto estava grávida de seis meses por negligência no município de Belford Roxo em 2002. Por causa dessa desassistência, o Brasil se tornou o primeiro caso de condenação em corte internacional por morte materna evitável reconhecida como violação de direitos humanos das mulheres a uma maternidade segura.
Sobre a Ebserh
Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.
Por Maria Clara Santinoni (estagiária), com edição e supervisão de Raoni Santos
Coordenadoria de Comunicação Social da Ebserh