Relatos e Historias
RELATOS E HISTÓRIAS
Dia E promove inclusão e mais acesso à saúde em atendimentos por todo o país
Brasília (DF) – Foi um deslocamento de mais de 850 km para que Fátima Alves Nogueira, de 38 anos, pudesse ser atendida no Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV-Ufam), em Manaus (AM), durante o Dia E, realizado no último sábado (21), promovido pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (HU Brasil). Ela, que é indígena da etnia Piratapuya, reside na comunidade Iauaretê, em São Gabriel da Cachoeira.
Ela saiu de onde mora cerca de 15 dias antes, deslocando-se de avião por meio do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI/ Alto Rio Negro) até a sede de São Gabriel, e de lá até a capital amazonense via lancha expresso (meio de transporte comum na região). Trajeto este que levou mais dois dias, segundo a paciente.
“Esta ação foi muito proveitosa para nós indígenas, pois sei que não é fácil chegar aqui. Na comunidade, é difícil uma pessoa ter acesso. Para mim, foi uma grande oportunidade”, afirmou Fátima. Ela realizou o exame preventivo para detecção de câncer de colo de útero e ultrassonografia transvaginal, e elogiou o acolhimento no HU.
Fátima afirmou que, depois da experiência no HUGV durante o dia E, irá incentivar que mais pessoas da comunidade façam exames preventivos. “Nós, indígenas, também podemos nos cuidar como os brancos”, acrescentou.
Inclusão e acesso à saúde para minorias sociais é um tópico constante em debates públicos no Brasil. Para garantir o melhor atendimento para a população usuária do Sistema Único de Saúde, a Rede HU Brasil busca promover ambientes seguros baseados em equidade, respeito à diversidade e a valorização dos direitos humanos.
Atendimento acessível
Kariane Souza é deficiente auditiva e aguardou dois anos na fila para uma laqueadura. Ela teve um problema de saúde e, depois de seis meses de tratamento, finalmente pôde fazer o encaminhamento para a cirurgia. A mãe de dois filhos ficou muito feliz e emocionada por conseguir o atendimento que precisava. No mesmo dia que foi atendida no Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap-UFMS), em Campo Grande (MS), a paciente já foi internada e, no dia seguinte, realizou a operação e foi liberada.
Kariane agradeceu imensamente a equipe do HU, destacando a importância da acessibilidade para mulheres surdas no atendimento. Para ela, é necessário que as pessoas surdas tenham acesso à informação a respeito dos procedimentos médicos, principalmente da saúde ginecológica. Ela contou que se deve mudar a mentalidade para entender as dificuldades das pessoas com deficiência auditiva tem na busca por saúde pública.
“É importante que seja informado para todas as mulheres surdas que o hospital possui essa acessibilidade, porque muitas delas engravidam e precisam de segurança. A partir deste relato, outras pessoas podem ver que há um lugar onde elas podem fazer essa cirurgia”, disse Kariane.
Fim das dores
Para Maria do Carmo de Oliveira, o mutirão do Dia E no Hospital Universitário da Universidade Federal do Piauí (HU-UFPI), em Teresina, foi razão para alívio intenso. Após um processo de dores intensas e paralisantes, Maria pôde realizar a colecistectomia por vídeo, ou seja, a retirada da vesícula de forma minimamente invasiva.
Maria contou sobre o medo do quadro de dores piorar enquanto estava na fila de espera. “Imaginar que teve esse mutirão e eu fui chamada, eu só tenho a agradecer muito a Deus em saber que ela [a vesícula] vai ser retirada e eu não vou sentir mais dor”, comemorou a paciente.
Ela também relatou com alegria o atendimento que recebeu no HU. “Fui muito bem atendida. Desde a primeira vez que eu vim, eu achei o hospital bem organizado. As enfermeiras são muito pacientes”, revelou.
Sobre a HU Brasil
Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a HU Brasil foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.
Por Maria Clara Santinoni(estagiária) e Raoni Santos
Coordenadoria de Comunicação Social da Rede HU Brasil