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PARTICIPAÇÃO SOCIAL
Sandrali Bueno é eleita vice-presidente do Conselho Nacional do Direitos da Mulher
Nesta terça-feira (24), o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM) deu início à 86ª Reunião Ordinária, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, com pauta voltada à organização interna do colegiado, à definição de representações institucionais e ao fortalecimento das políticas públicas para as mulheres.
Ao longo do dia, as conselheiras debateram propostas de resoluções, elegeram a vice-presidência e a nova composição das câmaras técnicas, além de definirem prioridades, cronogramas de trabalho e encaminhamentos estratégicos para 2026.
A eleição marcou um momento histórico para o Conselho, que, pela primeira vez desde sua criação, instituiu a vice-presidênci. Ativista antirracista, feminista e representante da sociedade civil, Sandrali Bueno foi aclamada pelo colegiado para ocupar o novo posto. Ela integra o Conselho representando a Coalizão Negra por Direitos, é Iyalorixá e psicóloga, além de compor a coordenação estadual do Movimento Negro Unificado do Rio Grande do Sul.

“Nós fizemos um grande avanço neste conselho no momento em que elegemos uma vice-presidente que representa a sociedade civil, algo que era uma demanda de muito tempo. O fato de ter sido aclamada nos dá a possibilidade de estar realmente representando a sociedade civil. Isso é muito significativo para nós e para as mulheres negras ter a primeira vice-presidente deste conselho sendo uma mulher negra, escolhida por todo o colegiado.” declarou Sandrali Bueno.
A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, também ressaltou o caráter histórico da eleição.
“Hoje é 24 de fevereiro, dia em que as mulheres passaram a ter o direito ao voto e a serem votadas. Hoje também aconteceu algo inusitado, porque esse conselho tem 40 anos e nunca tivemos uma vice-presidenta eleita, uma mulher negra, engajada, militante. Tivemos a honra de poder, pela primeira vez, eleger por unanimidade a Sandrali Bueno, que tem sido uma parceira incrível, uma mulher impressionante do ponto de vista da sua experiência, da sua história, da sua maturidade, da sua disposição para todas as lutas com as mulheres”, declarou a ministra.
A reunião segue até esta quarta-feira (25), com alinhamentos sobre a participação do CNDM na 70ª CSW, debate sobre a Agenda Transversal com o Ministério do Planejamento e Orçamento e definição das representações do Conselho nas atividades de março, além de informes sobre campanhas e ações como a Tenda Lilás e o Governo do Brasil na Rua.
