Sustentabilidade

Superintendente da Sudene apresenta ações da Autarquia para pesquisa e desenvolvimento na área de energias renováveis

Evaldo Cruz Neto foi um dos palestrantes da primeira edição do Fórum Alternativas Energéticas 2021, promovida pela Companhia de Desenvolvimento da Paraíba (Cinep).

Publicado em 14/10/2021 17:09Modificado em 01/11/2022 08:05
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Fórum Alternativas Energéticas
Evaldo Cruz Neto apresentou as contribuições da Sudene para fomentar o setor de energias renováveis Foto: Divulgação

A primeira edição do evento foi realizada nesta quinta-feira (14), no formato híbrido (presencial e digital). Evaldo – que participou do painel 1 – falou sobre pesquisa e desenvolvimento na área de energias renováveis. A apresentação do superintendente foi marcada pelas ações da Sudene em prol do setor, como o financiamento dos fundos regionais (FNE e FDNE), que só em 2020 foram responsáveis pelo repasse de R$ 8 bilhões para fomentar projetos de energias renováveis na área de atuação da Autarquia. Evaldo ressaltou que a busca por soluções para a crise hídrica que o País vem enfrentado levou à criação do FNE Sustentabilidade Energética, “uma linha de crédito para grandes empreendimentos do setor, com recursos previstos para 2021 e 2022”. Observou que o FDNE vem contribuindo, inclusive, para fomentar linhas de transmissão de energia. Além dos dois fundos, Evaldo Cruz Neto explicou que as empresas de energia podem acessar até 75% de redução do IRPJ, através dos incentivos fiscais administrados pela Sudene.

Ainda em relação ao FDNE, foi destacada a destinação de 1,5% para Pesquisa e Desenvolvimento (P&D). “Esses recursos estavam travados há cerca de uma década, mas conseguimos, no último ano, fazer a liberação financeira. São quase R$ 40 milhões apenas de recursos da Sudene, que serão aplicados em subvenção econômica para P&D”. Após essa conquista, a aposta da Sudene, segundo o gestor, vai ser a publicação de um edital de energias renováveis (que vem sendo construído em parceria com universidades, Banco do Nordeste, INSA e centros de pesquisa). O edital “será a semente inicial de um hub de energias renováveis”, que será um aliado para diversificar a cadeia produtiva e trará a possibilidade de discutir temas como hidrogênio verde, biocombustíveis produzidos com matéria prima nordestina, armazenamento de energia, geração de termelétrica sustentável, biomassa vegetal e animal, e geração de fonte de energia fotovoltaica, finalizou o superintendente.

O painel contou, ainda, com explanações sobre cenário atual e perspectivas para as energias solar e eólica no Brasil. Segundo Rafael Francisco Marques, especialista técnico regulatório da Absolar, o setor solar fotovoltaico brasileiro gerou, desde 2012, mais de 325 mil empregos, além de representar valor superior a R$ 56,4 bilhões em novos investimentos e a R$ 15,1 bilhões em arrecadação de tributos. Nesse período, foi evitada a emissão de 12,4 milhões de toneladas de dióxido de carbono.

Elbia Gannoum, presidente executiva da ABEEólica, destacou que o volume de instalações eólicas offshore anuais devem quadruplicar, passando de 6,1 GW em 2020 para 23,9 GW em 2025. Ela acredita que o crescimento deverá ser impulsionado por políticas governamentais, certificados verdes, leilões e licitações de tecnologias renováveis ou neutras. “Para alcançar o carbono zero, as instalações de energia eólica precisam crescer”, pois, segundo a gestora, as energias solar e eólica são as que menos emitem CO2. Elbia informou que nos próximos 10 anos o investimento global em energia limpa e infraestrutura precisa passar de US$ 380 bilhões em 2020 para US$ 1,6 trilhão até 2030, segundo a IEA.

O fórum foi prestigiado pelo governador da Paraíba, João Azevêdo, na abertura e no painel 2, que abordou potencialidades e empreendimentos de energias renováveis na Paraíba. As ações do estado em relação à política de incentivos fiscais; as oportunidades de investimentos; e os impactos econômico-sociais dos empreendimentos renováveis também destacados, respectivamente, pelos secretários executivos da Fazenda (Bruno Fonte), de Parcerias Público-Privada (Petrônio Rolim), e pelo diretor presidente do CINEP, Rômulo Polari.

Foram quatro painéis ao todo e ao final de cada um, o público – que participou de maneira remota – pôde fazer perguntas ou comentários sobre os temas abordados. O fórum foi realizado em parceria com a Prefeitura Municipal de João Pessoa e o Centro de Energias Alternativas e Renováveis (CEAR) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

Categorias
Energia, Minerais e Combustíveis
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